Alexandre,

a idéia de usar o nome "MetaCafé" é como tag, sei lá, uma categoria,
"marca", um signo que identifica espaços com coisas em comum. Que nem
metareciclagem. Então o seu espaço tem o nome que você quiser, e você
inclui nele algum signo que identifique essa tag. O que vai ser, se
vai ser MetaCafé, mosaico, uma bandeirola azul-turquesa ou cuecas num
varal, a gente resolve! :)

Lucas, anda, vamo logo resolver uma tag qualquer.

Eu gostei da idéia das cuecas.

cyrano



2007/2/4, Alexandre Freire <[EMAIL PROTECTED]>:
opa
vou fazer um metacafé (pode ser metachá?) lá no bonete da ilha bela, se
quiser colar... sai daqui uns 8 meses (expectativa otimista) e dura por qtas
forem as gerações da minha familia.
x

On 2/4/07, Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
> tô na curiosidade aqui... quero ver na prática.
>
> f
>
> On 2/3/07, [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > Seria inevitável, que mais cedo ou mais tarde eu acabasse me
> > confessando. Não sei quanto aos outros que confessam, mas no meu caso
> > trata-se simplesmente de tentar o padre. Pois bem.
> >
> > O MetaCafé, como qualquer idéia, está honestamente projetado numa
> > linha de fuga. Elas inevitavelmente apontam pro horizonte, pra viagem
> > que a gente se promete um dia fazer. No seu caso, a viagem é ocupar
> > vários lugares ao mesmo tempo. Vários MetaCafés acontecendo.
> >
> > Seria algo como filial, só que com alguma criatividade. É
> > impressionante como empresários têm medo dela… Enfim, se a proposta do
> > MetaCafé é simplesmente orientar a organização de vendinhas, comércio
> > de comida, sob princípios de uma ética nômade, não-proprietária,
> > rizomática, nada mais natural que desejemos infectar muitos lugares ao
> > mesmo tempo.
> >
> > Agora.
> >
> > Por isso é linha de fuga: na verdade, metareciclar não apenas uma
> > lanchonete, mas o próprio mercado de trabalho. A
> > noção-fixa-de-emprego, a noção de profissão (emprego-fixo), a noção de
> > técnico, e mesmo ter noção das coisas… Que pobreza! Pra que serve essa
> > sua realidade? Porque não poderia, eu, garçom, cozinheiro e pintor,
> > nomadear por metacafés em diversos lugares? Viajar tendo porto de
> > chegada, um metacafé numa cidade qualquer, sabendo que partem dele
> > diversas tangentes? Uma cada organização metacafezeira tendo
> > organograma fluido, mobilizante, apto a captar viajantes e a lançá-los
> > lá longe e de volta outra vez. Eternos retornos, nunca os mesmos. Fui
> > compreendido?
> >
> > Encontrar aliados é tarefa para montar um primeiro espaço aqui, nos
> > espaços onde circulo. Distinguir no inferno o que não é inferno — e
> > abrir caminho, e abrir-lhe espaço. Fôlegos de ar quimicamente
> > alterados (queremos que nossas cozinhas sejam uma droga!). Mas isso
> > não é coisa que se diga, mais que se faça.
> >
> > Descobriremos os mecanismos secretos da pia nômade, da horta nômade,
> > do bar nômade. Estamos no caminho certo.
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