o povo quer o que também não sabe... talvez, porque tem uns e outras que
dizem que o povo quer tal coisa sem ter menor interesse em saber se é isso
mesmo que o povo quer. e nem por isso, o povo, aguarda, sua vez, porque sabe
que não lhe convidaram prá essa festa podre, que dizem ser nobre.

O Brasil, por exemplo, não é povo e esta é sua tragédia fundamental. Não é
povo, porque é incipiente a organização da sociedade; não é povo porque a
incipiente organização da sociedade é corporativista, que significa que o
máximo de consciência político-social que o brasileiro como povo alcança é a
consciência político-reivindicatória, e limitação da consciência
político-reivindicatória significa que a nossa consciência social não tem a
consciência totalizadora de sua verdade e, consequentemente, não tem como
alimentar um sentimento de nacionalidade.

A nacionalidade é a vivência em cada um de nós que nos identifica na
identidade de um destino, na identidade da possibilidade existencial, na
identidade da possibilidade do desenvolvimento, de saúde e de uma vida
humana qualificada. E 70 a 80 milhões de brasileiros não têm isso.

Uma sociedade como a brasileira está dividida em classes, será isso
marxismo? As classes dessa sociedade estão afastadas abismalmente uma das
outras. Cada separação entre classe é a própria dor alheia no máximo de sua
expressão e de sua angustia. A sociedade brasileira é má. Quem quer ver, vê.
Quem não quer, mente a si mesmo para poder mentir aos outros.

Por isso é que os conservadores insistem na liberdade individual ou no
conceito individual de liberdade e por isso que eu insisto no conceito
social da liberdade. Nós somos uma sociedade criminosa e criminógena.
Criminosa porque matamos crianças. No tempo que eu levo para tomar uma dose
de scott, morrem qtas crianças? E as instituições? as jurídicas, as
políticas e as sociais estão passando o tempo? Eram prá serem instituições
para organizar a pátria, para organizar o povo e para  realizar a justiça.
Mas, não têm sido. Têm sido instituições para levantar muros entre a mesa da
minha casa e a fome do lado, porque eu só posso alimentar-me tranqüilamente
qdo eu não vejo. Quem de nós se alimentaria como se alimenta, dançaria como
dança, beberia como bebe, se ao lado, visível e palpável, houvesse um
cadáver de uma criança morta por falta de nutrição?

como dizia Darcy Ribeiro: "Não sou político por vocação, sou político por
indignação". E, procurando uma definição mínima de democracia, Norberto
Bobbio assegura que o único modo de chegar a um acordo a respeito é
caracterizá-la como um conjunto de regras que estabelecem "quem" está
autorizado a tomar decisões coletivas e com quais "procedimentos".

Agradeço a todos os elogios e criticas que venham a fazer e manifesto a
minha grande convicção de que há gente no mundo. Aquela história de fernando
pessoa : "todos meus irmãos são princípes na vida; onde é que há gente no
mundo? Se ele estivesse por aí eu abriria os braços e lhe diria: "Vem
Fernando Pessoa. Aqui nessa lista há gente, gente de coração, gente de
competência, gente de amor, gente de verdade, gente de vida, gente, gente!

Gracias, por tudo. E vamoquevamo! A Luta apenas se iniciou, e nós, na pior
das piores das hipóteses, no fim dela, alcançaremos algo defimitivamente
importante: a nossa verdade. mesmo sendo a de cada um com sua cada qual.

hasta, siempre!

pero parando em los bares de lo camiño

lelex





Em 26/02/07, Thiago Novaes <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

desculpem, então!
nem de longe era pra preservar (los ou me).
não citei porque me entreti na estória :)
(e elas se repetem tanto)

macbraz, o pior é que o povo quer o que também não sabe!
(e nem por isso aguarda sua vez... engraçado, né?)

sobre partidos (e com conteúdo em pt, que pode ser
de preferência do leitor(a), seguem outros links de autores
de referência, com bibliografias, donde se pode encontrar
muito mais; o artigo scielo é muito bom!

infelizmente, o michels aparece em pt como precisando ser
wikificado...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Michels

*Partidos políticos na América Latina*
"Criticam-se os partidos, promovem-se modos de representação alternativos,
mas até o momento não se propuseram outras formas de democracia que possam
funcionar sem o concurso dos partidos"

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-62762002000200001

 Giovanni Sartori
http://pt.wikipedia.org/wiki/Partidos_e_sistemas_partid%C3%A1rios

Maurice Duverger
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maurice_Duverger

Angelo Panebianco
mas só encontrei na pesquisa rápida em italiano.
http://it.wikipedia.org/wiki/Angelo_Panebianco
o livro clássico dele chama Modelos de Partido

abs

9s




On 2/24/07, Marcbraz <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
> boa! nao adianta jogar a coisa melequenta com o
> ventilador desligado.
>
> os fieis filhos de bigbrother tambem aguardam a sua
> vez ... de adentrarem ao processo pedagogico
> (hehe).
>
> fui... nem me viu.
>
>
> mbraz
>
>
> --- Rafael Evangelista < [EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> > pô thiago, pra ser coerente com o seu próprio
> > e-mail vc também poderia
> > citar os nomes, né? :P
> >
> > não que agente não saiba, mas de repente rola o
> > tal processo "pedagógico" :)
> >
> >
> >
> > Thiago Novaes escreveu:
> > > Banto e lista,
> > >
> > > de quem é a pérola abaixo? É uma fala de um
> > amigo teu,
> > > um dos teóricos que vc anda lendo ou uma máxima
> > tua?
> > > É prudente citar autorias, especialmente em
> > ambiente
> > > público.
> > >
> ...
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