http://www.geocities.com/ppf75b/gell.pdf citações de
mil platôs-Deleuze e guatarri
[ ]s

On 3/5/07, Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

comentei um pouco no pub

pub.metareciclagem.org

f

On 3/5/07, mbraz <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> como este assunto me interessa de perto (o das 'diversas' tecnologias),
vou
> comentar em cima do comentario e das classificacoes tecnologicas.
>
> > Na primeira parte do texto, dedicada à tecnologia, Gell argumenta que
>
> > a "tecnologia" não se limita às ferramentas, mas também envolve os
> > conhecimentos necessários para desenvolvê-las e utilizá-las , assim
> > como o contexto social (redes de relações) que possibilita a produção,
>
> > reprodução e transmissão desse conhecimento.
>
>
>
>  Concordo, pois a tecnologia, no meu ponto de vista, deve ser encarada
como
> fenomeno e nao como fato dado, objetivo.Esta' inserida em um feixe de
> representacoes e interpretacoes, onde as subjetividades postas nos
artefatos
> tecnologicos (dai' a nocao de que sao sempre politicos) definem o seu
uso e
> e(in)volucao. Ainda, nao vejo diferenca essencial entre ferramentas e
> maquinas. Todas as definicoes de uma se aplicam a outra. E' so'
testa-las
> conceitualmente que voce nao vera' o que as separa.
>
> > Com isso, Gell argumenta que existe tanta tecnicidade na construção de
> > um machado quanto na construção de uma flauta, sendo ambos igualmente
> > instrumentos e, portanto, elementos numa seqüência técnica.
>
>
>
> Aqui acho estranho pois machado e' instrumento, ferramenta ou maquina'?
>
>
> > Gell propõe então uma classificação das capacidades tecnológicas
humanas
> em
>
> > três categorias:
> >
> > (1) Tecnologia de Produção: aquilo que normalmente se entende por
> > tecnologia, relacionado com a sobrevivência objetiva (Gell considera
> >
>  esta categoria livre de controvérsias, e por isso não dedica mais que
> > um parágrafo a ela).
>
> Livre de controversias? Toda afirmacao e toda ciencia esta' sujeita a
> criticas e controversias, senao seria dogma religioso. E' verdade que o
>
> velho barbudo Marx quase esgotou este tema, mas e' bem cedo ainda para
> tirarmos conclusoes. Ha cada vez mais mercadorias produzidas e
disponibi-
> lizadas, mas a questao da sobrevivencia dos agrupamentos humanos esta'
>
> bem longe de ser resolvida.
>
> >
> > (2) Tecnologia de Reprodução: aqui Gell coloca as relações de
> > parentesco e de domesticação (de animais e de humanos, na forma da
>
> > educação).
>
> Levi-Strauss trabalhou bem a fundo isto. Mas acho bem interessante pois
> esta ligada a formacao inicial das redes sociais, ou como costumo dizer:
a
> familia
> e' a rede1, pois somos_nascemos inseridos nela e criados como sujeitos
>
> a partir de suas relacoes intrinsecas. A educacao pode realmente
estabelecer
> pontos conectivos
> onde criaremos diversificadas e complexas redes cognitivas.
>
>
> >
> > (3) Tecnologia de Encantamento: trata-se do conjunto de "armas
>
> > psicológicas" que permitem aos humanos controlarem uns aos outros e
> > entre as quais Gell situa aquilo que entendemos por "arte".
> >
>
>
> Ou Tecnologias do Poder-Saber, no sentido desenvolvido por Foucault. Mas
ao
> contrario do que ele coloca, penso que a arte nao controla, pois
liberta. O
> processo de que cada um sempre vera' alem do que o artista pensou
> representar, nos da' esperanca de que novos sentidos engendrarao outros,
em
> uma espiral recorrente. Os textos de Borges que o digam. Alem do que
humanos
> controlam humanos que desejam ser controlados e nem sempre pelo
encantamento
> ou pela magia. O Saber-poder assume inumeras formas, quantas forem
> necessarias para se adaptar e reproduzir-se.
>
> Esta ilusao de ciborgues que criamos esta' bem mais detalhada neste
texto do
> Pedro. Vale a pena ler para quem se interessa em contribuir para a
> discussao:
>
>  http://sarava.org/wiki/cteme/uploads/Main/Transe.pdf
>
>
>
> PS: O site do Pedro mudou para
> http://sarava.org/wiki/cteme/Main/PedroPeixotoFerreira ,
> onde tem textos bem interessantes.
>
> mbraz
>
> Em 02/03/07, mbraz <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> > nem deu para abrir o pdf ...:(
> >
> > mbraz
>  >
> > Em 02/03/07, Felipe Fonseca<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> > > alguém aqui chegou a ler esse texto?
> > >
> > > http://www.geocities.com/ppf75b/gell.pdf
> > >
> > > f
> > >
> > > On 7/17/06, Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > > >
> > > >
> > > > ---------- Forwarded message ----------
> > > > From: Thiago Novaes
> > > > Date: Jul 17, 2006 12:19 PM
> > > > Subject: [submidialogia] Gell - Technology and Magic
> > > >
> > > >  opa
> > > >
> > > > arrumando a casa, deparei-me com o mail que segue,
> > > > do pedro, q estudava doc na unicamp, interessado nas
> > > > questoes de tecnologia e seus aspectos xamanisticos...
> > > >
> > > > acho sobretudo relevante a tentativa de classificar, que
> > > > pode inspirar-nos, quem sabe, em criacoes vindouras.
> > > >
> > > > abs
> > > >
> > > > 9s
> > > >
> > > > ---------- Forwarded message ----------
> > > > From: Pedro Ferreira
> > > > Date: Aug 25, 2005 5:16 PM
> > > > Subject: Gell - Technology and Magic
> > > >
> > > > Saudações,
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > Gostaria de indicar a leitura de um texto de Alfred Gell que
considero
> > > > de extrema relevância para pesquisadores de temas relacionados à
> > > > tecnologia. "Technology and Magic" foi publicado em 1988 e
sintetiza
> > > > (em 4 páginas) de maneira clara e direta temas que Gell
desenvolveria
> > > > posteriormente em seus livros e artigos. Quem se interessar pode
> > > > baixar o texto neste link:
> > > > http://www.geocities.com/ppf75b/gell.pdf
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > Não é possível concordar com tudo o que o autor diz, mas este é,
sem
> > > > dúvida, um texto que merece ser debatido (coisa que me interessa).
> > > > Ofereço a seguir uma síntese do texto.
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > =========================
> > > >
> > > > Em "Technology and Magic", Gell propõe uma relação produtiva entre
> > > > tecnologia – definida como "a busca de objetivos difíceis através
de
> > > > meios indiretos" – e magia – definida como um "procedimento
técnico
> > > > ideal".
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > Na primeira parte do texto, dedicada à tecnologia, Gell argumenta
que
> > > > a "tecnologia" não se limita às ferramentas, mas também envolve os
> > > > conhecimentos necessários para desenvolvê-las e utilizá-las ,
assim
> > > > como o contexto social (redes de relações) que possibilita a
produção,
> > > > reprodução e transmissão desse conhecimento. Quanto ao adjetivo
> > > > "técnico", Gell o define como "um certo grau de desvio na
realização
> > > > de algum objetivo", como uma "ponte" mais ou menos complicada
entre
> > > > certos elementos dados e um objetivo a ser alcançado por meio de
uma
> > > > exploração muito específica das propriedades desses elementos.
Assim,
> > > > "o grau de tecnicidade é proporcional ao número e à complexidade
dos
> > > > passos que ligam os dados iniciais ao objetivo final", sendo a
> > > > estrutura formada por todos esses "passos" o "sistema" da
tecnologia.
> > > > Com isso, Gell argumenta que existe tanta tecnicidade na
construção de
> > > > um machado quanto na construção de uma flauta, sendo ambos
igualmente
> > > > instrumentos e, portanto, elementos numa seqüência técnica. Gell
> > > > propõe então uma classificação das capacidades tecnológicas
humanas em
> > > > três categorias:
> > > >
> > > > (1) Tecnologia de Produção: aquilo que normalmente se entende por
> > > > tecnologia, relacionado com a sobrevivência objetiva (Gell
considera
> > > > esta categoria livre de controvérsias, e por isso não dedica mais
que
> > > > um parágrafo a ela).
> > > >
> > > > (2) Tecnologia de Reprodução: aqui Gell coloca as relações de
> > > > parentesco e de domesticação (de animais e de humanos, na forma da
> > > > educação).
> > > >
> > > > (3) Tecnologia de Encantamento: trata-se do conjunto de "armas
> > > > psicológicas" que permitem aos humanos controlarem uns aos outros
e
> > > > entre as quais Gell situa aquilo que entendemos por "arte".
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > Na segunda parte do texto, dedicada à magia, Gell apresenta o
feitiço
> > > > como um "plano cognitivo" para a ação, e a magia como um fluxo
> > > > contínuo de comentários sobre as ações técnicas que as divide,
> > > > enquadra, define, guia, internaliza e exercita. Como numa
brincadeira
> > > > de criança, a magia vai além do real rumo ao ideal da ação e está
> > > > ligada ao processo de inovação. Segundo Gell, o "papel cognitivo
das
> > > > idéias mágicas" é criar um "campo de orientação às atividades
> > > > técnicas", sendo a inovação técnica o resultado não da satisfação
de
> > > > "necessidades" mas sim da realização de ideais técnicos até então
> > > > considerados mágicos. Através de três exemplos etnográficos, Gell
> > > > mostra que a magia é uma "tecnologia ideal" que parte da
tecnologia
> > > > real mas a supera indicando o caminho de sua evolução: "é a
tecnologia
> > > > que sustenta a magia, mesmo quando a magia inspira novos esforços
> > > > técnicos".
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > Gell termina o texto com um breve comentário sobre o lugar da
magia em
> > > > nossa sociedade tecnológica, concluindo que encontraremos na
> > > > publicidade, na ficção científica e na divulgação científica – i.e
.,
> > > > quando cientistas e técnicos dão sentido às suas próprias
atividades –
> > > > os "comentários simbólicos sobre atividades e processos realizados
no
> > > > campo tecnológico" que caracterizam a magia. Cito então as duas
> > > > últimas frases do texto: "Os propagandistas, criadores de imagens
e
> > > > ideólogos da cultura tecnológica são seus mágicos, e se eles não
> > > > afirmam possuir poderes sobrenaturais é apenas porque a própria
> > > > tecnologia se tornou tão poderosa que os desobriga disso. E se nós
> > > > deixamos de reconhecer explicitamente a magia, é porque tecnologia
e
> > > > magia são, para nós, a mesma coisa".
> > > >
> > > > =================================
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > Pedro.
> > > >
> > > >
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> > > >
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