aqui em poa a gente viveu um momento semelhante. teve um prédio que os caras que assaltaram o BC no nordeste alugaram e fizeram um tunel pra assaltar o banrisul e a CEF, a polícia descobriu e prendeu os ditos bandidos...
então que os Sem Teto ocuparam o referido prédio, estava à bangú mesmo, e ficaram lá um tempo até que o proprietário pediu reintegração de posse, o mesmo cara que alugou o prédio pro bando de ladrões... a ação militar colocada prá cima do povo Sem Teto, que não tem casa prá morar foi espetacular, fazendo com que a população acreditasse que essas pessoas eram mais perigosas que os ladrões que fizeram o tunel... era sexta-feira, 8 da manhã, pararam o centro de porto alegre, não tinha como entrar nem como sair do centro, ônibus parados desde o corredor do Bom Fim, da cidade baixa, da zona sul, tudo trancado... o centro de poa é como um funil... dezenas de viatura, batalhão de operação especial, helicoptero, camera de tv, jornal, enfim, nem um terço do aparato bélico utilizado para prender os ladrões do BC... mas o povo é esperto, saíram acorrentados, uns aos outros, numas de cuspir na cara dessa patuléia que abusa do poder. ESTAMOS À BEIRA DE UM RECOMEÇO ÚTIL E PROFÍCUO. É isso que desperta as ações de violência preventiva do aparelho repressivo contra lideranças e até mesmo contra momentos coletivos, como a desocupação do predio com tunel, que a Brigada usou de um comportamento coercitivo com evidente abuso de poder e da força. "Matar lideranças pacíficas em manifestações pacíficas é configurar a figura do HOMO SACER" (Giorgio Agamben). O Homo sacer, na tradição greco-romana arcaica, é o sujeito que, por desafiar as normas e "mexer" nos signos sagrados se torna matável sem julgamento e por qualquer um. É o homem indefeso e matável a qualquer momento. O signo construído na ação contra os sem teto de poa e, por que não dizer, na estupidez contra o povo do Prestes Maia é, portanto, a divulgação do ordenamento que impõe a todos a condição de HOMO SACER, em caso de qualquer tipo de possibilidade virtual ou suposição de protesto coletivo eficiente. Isso é um ordenamento repressivo novo. Embora os opressores tenham matado lideranças dos sem-terra durante os últimos vinte anos e tenham matado jovens marginais em centros urbanos, eles o fizeram em territorialidades de exceção (ou violação) da normatização do Estado; eram rebeldes em situações limites de legalidade/ilegalidade. Agora, o fato novo é matar pessoas em locais urbanos e em ação plenamente legal. Nesse caso o HOMO SACER passa a ser todo e qualquer cidadão, matável pela ação violenta do aparelho repressivo do Estado. E isso não vai mudar se formos para as ruas protestar e a população não estiver suficientemente acompanhando nossas idéias. Precisamos "colar" na população civil comum. É um novo tipo de movimento que temos de estimular e viver.O movimento feminista do início do século XX até meados da década de 1980 tem muito a nos ensinar sobre isso.Também o movimento ecológico da segunda metade do século XX. Não o movimento formatado de maneira rígida das organizações não governamentais. Esse está distante da vida das GENTES COMUNS. É preciso tornar-se invisível para a repressão e mergulhar no universo esquecido das GENTES COMUNS. É aí que está toda a proteção e toda a resistência eficiente e possível. Convido todos a pensarem com muito cuidado no que falei acima. A população civil e politicamente desarmada ainda crê em nós e espera que consigamos ajudá-la. Somos responsáveis, portanto, não só por nossas tribos privadas de militantes; somos responsáveis por todo o povo que vestiu o Brasil de bandeiras vermelhas no auge do movimento "Lulalá e PT aqui". Temos que parar de nos indignar superficialmente e buscarmos a razão mais profunda, mais lúcida e generosa. Com afeto, Lelex Em 13/04/07, mbraz <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
p**a !! esta historia de policiais sem identificacao nao esta' cheirando nada bem. Lelex, que ce acha? abs mbarz ---------- Forwarded message ---------- From: Frente de Luta por Moradia < [EMAIL PROTECTED]> MORADORES DO EDIFÍCIO PRESTES MAIA DENUNCIAM VIOLÊNCIA POLICIAL No último dia 10/04, por volta das 15 horas, um grupo de policiais, mais de 20, em diversas viaturas, invadiram o edifício Prestes Maia, arrombaram paredes e fizeram um imenso terrorismo contra os moradores. Os policiais estavam sem identificação, portavam armas pesadas, como bazuca, bombas, granadas, metralhadoras etc. Humilhavam quem tentava mostrar que não havia necessidade de tal ação, não havia quem os impedisse. Vasculharam todo o prédio. Sapatearam em cima de nossa Lei Maior – A Constituição. Violaram o inciso XI do artigo 5º da CF que assegura a inviolabilidade do domicílio. Os moradores ficaram assustados, mas também indignados por tamanha covardia. Os policiais foram embora, mas ficaram as marcas da arbitrariedade policial. Ficaram, também, algumas perguntas no ar: 1- Por que tanta violência contra os pobres? 2- Será que aquele comando teria coragem de invadir um prédio onde moram ricos? Nós temos certeza que não, pois aqui serve aquele velho ditado " Bravo com o cordeiro e cordeirinho com o bravo". 3- Quem deu a ordem para que os policiais agissem fora da lei e por que agiram sem mandado judicial? 4- Por que atacar uma comunidade íntegra que luta pelos seus direitos que lhes são negados? 5- Não queremos acreditar que aquele comando tenha recebido propina para espantar os moradores do local. Mas a ação não se justifica, porisso queremos investigação das autoridades para apurar esse ato insano dos policiais. MSTC- Movimento dos Sem Teto do Centro Associação dos Moradores do Edifício Prestes Maia NOTÍCIAS DO EDIFÍCIO PRESTES MAIA Nós, moradores do edifício Prestes Maia estamos apreensivos, pois o prazo dado pelo Juiz de 60 dias vence no Domingo, dia 15/04 e fomos informados que o "despejo" vai se realizar. Os dois meses não foram suficientes para concretizar o Termo de Cooperação assinado em fevereiro último. Seja: a aquisição de quatro imóveis, atendimento na carta de crédito do CDHU, financiamento do PAR, locação social para acomodar as famílias e a concessão do Bolsa Aluguel por seis meses. A Prefeitura informou que os recursos do Bolsa Aluguel serão entregues na Sexta-feira, dia 13/04, mas o despejo se realizará no Domingo, dia 15/04. Não dá tempo de arranjar um espaço para mudar. E mesmo que houvesse tempo, não há garantia de que as famílias recebam o atendimento definitivo. Porisso estamos pleiteando: 1- Garantias de atendimento definitivo; 2- Suspensão do "despejo" por mais 60 dias para que todas as famílias arranjem um lugar decente para morar. Todas as famílias continuarão unidas no MSTC e em nossa associação e se o "despejo" for realizado no Domingo, dia 15/04, vamos todos morar na rua até que tudo se resolva. Que todos tenham paz! MSTC – Movimento dos Sem Teto do Centro Associação dos Moradores do Prestes Maia -- ൬βռăʒ
_______________________________________________ Lista de discussão da MetaReciclagem Envie mensagens para [EMAIL PROTECTED] http://lista.metareciclagem.org
