a afrinha que vc compra para fazer o pão, o imposto está embutido no preço... vc paga imposto sim, Cyrano... só não vê quem não qué, ou tem alguém que pague prá, por ele... daqui a pouco as pintas vão te cobrar prá respirar, vc poderá ter que pagar pelo ar que respira... te liga bico de luz.
metareciclagem é transformar a vida, prá melhor de preferencia. hehehe. besos lelex Em 15/04/07, Cyrano . <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
sabe o que? digo que faço pão (sim, já comecei) e nego vem me preguntá "buguêêê?!?" fazendo de cara de "coitado, gente...". Respondo, geralmente com um sorriso cínico, "porque eu gosto". a renda que tô tendo provavelmente me inclui fora do IR. meu carro, que ainda não tá consertado, me custa 20 reais de IPVA por ano. meus equipos eletrônicos, tudo usado e obsoleto, saem por preços que ninguém acredita. o que dizer então das roupas, com as quais raramente gasto mais que 20 reais? e já cansei de conhecer colega de trabalho, padeiro, garçom, cozinheiro, que acha tudo bico e sonha cuma porra de trabalho assalariado. Aliás, vários antigos padeiros que davam certo no trampo largaram por algum outro trabalho, bem mais imbecil e recebendo bem menos, mas, bem, ao menos é um "emprego"... tem muita gente aí doida pra fazer papel de otário. eu tô na minha curtindo conhecer metarecicleiros, e já que o resto diz "foda-se" pras coisas que curto e acredito, pois bem: fodam-se. Sozinhos. Porque haveríamos de foder juntos? :D E olha que nem comentei a vontade profunda que tô de largar faculdade. Ela tá, sinceramente, me atrapalhando. Existe uma corja de piratas aposentados que arrumaram um jeito de se perpetuar estorquindo os outros. Chamam a isso Estado. Vai ficar indignadinho, fazer espetáculo nas ruas, entrar na onda? Ou vai tomar uma atitude e pensar, criativamente, como se virar nesse deserto? Esse cara pensa represas. Vai ficar o resto da vida assim. É o típico imbecil pra quem conto algo das minhas paixões e me olha com aquela cara de cara nenhuma, e reage: "hmm." Uai, se a única coisa que o cara faz é olhar pras coisas e dizer "hmm", tem mais é que pagar imposto mesmo. Otário. como alguém disse uma vez: vem ajudar co'as cozitcha. Trás as mão que num preciso duzôio, rapá. Em 13/04/07, eiabel lelex<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > Gurizadinha, > na boa, quem paga imposto, quem tem que compar material escolar, quem sabe > pra onde vai mesmo todo o dinheiro público, não acha otário não. Tá certo > que o autor da carta ainda vive sob efeito de que o Estado é pai, patrão, > talvez ele seja correligionário de Getulio Vragas, mas faz sentido tal > desabafo... eu sei como faz falta toda grana que a gente é obrigado entregar > pro bando de jagunços pré-modernos que estão no poder... > > Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os meios de comunicaçao > todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, > multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos - imagens que em > grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar > toda imagem, • como forma e como significado, com força de impor-se à > atenção, como riqueza de significados possíveis. > > Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos > que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de > estranheza e mal-estar. Mas talvez a inconsistência não esteja somente/na > linguagem e nas Imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das > pessoas e a história das nações, torna todas as histórias informes, > fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de > forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo > imaginar: uma idéia da literatura. (Ítalo Calvino) > > Assim como o mundo da grande mídia ganhou vida própria e desligada do real > de nossas vidas, parece que as instituições também tem um sentido que escapa > às necessidades das pessoas concretas. O maior sofrimento parece advir da > falta de sentido de algum esforço. Muitas pessoas encontram no álcool, ou em > outro tipo de droga legal ou ilegal, uma solução anestesiante para diminuir > o seu sentimento de impotência diante dos graves problemas de nossa atual > civilização. Talvez eu seja uma delas e talvez seja esse o meu único destino > possível. Se, no entanto, escolher se defender dos grandes e silenciosos > absurdos; se tentar, como Ítalo Calvino, uma forma de se opor, então começo > pela atitude mais simples. > > Flaubert dizia que o bom Deus está no detalhe. > > Você trabalha 8 horas, digamos que durma mais 8 horas e gaste 5 horas em > deslocamento, higiene e alimentação. Sobram três pequenas horas nas quais > você pode arrancar do mundo alguma autonomia para a sua atitude. > > Vivemos em uma civilização agonizante. Como diz Leonardo Boff, por toda > parte apontam sintomas que sinalizam grandes devastações no planeta Terra e > na humanidade. O projeto de crescimento material ilimitado, mundialmente > integrado, sacrifica 2/3 da humanidade, extenua recursos da Terra e > compromete o futuro das gerações vindouras. A irracional idade dos > procedimentos em seu local de trabalho está ligada e inclusa dentro dessa > crise civilizacional. Um budista lhe diria que o que você vive não é real. > Foi tudo inventado pelo homem e por ele pode ser modificado. > > Imagine que nós vamos conseguir sair dessa, que vamos construir novas formas > de convivência que garantam o respeito e a preservação de tudo o que existe > e vive. Talvez essa cura do mundo se realize durante os próximos 3 séculos. > Ela vai aparecer como realidade predominante somente para os descendentes de > nossos netos. Mas essa cura não acontecerá se não for esboçada hoje. Se > houver uma chance da vida vencer esta guerra e esta chance for usada, a > eternidade estará garantida e estará posta em um futuro um pouco distante. > > Se você achar uma maneira de usar as 3 pequenas horas que lhe sobram de seu > martírio moderno, no sentido de dar a elas algum significado vital, estará > tecendo um pequeno fio entre você e a eternidade. Neste caso, você verá que > 3 horas por dia, para subverter a tendência de morte e impor a "Veracidade > da Vida. são 3 longas horas. em sonhos profundos... nos dias de hoje, a > gente paga imposto até prá dormir, sonhar, pensar...cada produto consumido > está ali embutido IMPOSTO... um dia todo mundo paga imposto. > > besos > lelex > > Em 13/04/07, glerm soares <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > > > > > > > > Em 13/04/07, Cyrano . <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > > > > > > Que papo de otário. > > > > > > > > > > poizé... o cara não ta pedindo nada mais do que morar na China. > > > > " não tenho mais nada a oferecer além do meu trabalho" > > > > que tipo de "trabalho"? qualquer um contanto que o governo (no caso que > > ele almeja) ou o mercado (no caso que ele lamenta) me sustentem? > > > > e os 27,5% (ou os 72,5) ele gastaria em que? pra que serve esse capital > > acumulado num mundo conformista que ele ta sugerindo? > > > > essa carta só teria o mínimo de sentido se ele falasse sobre o tal > > "trabalho". > > > > haha e ainda pede que governo pague "-Lazer" > > > > imagine eu dando nota fiscal de festa pros burocrata > > > > > > "Materias Escolares" é aqui, só chegar freguesia. > > > > > > > > > > > > _______________________________________________ > > Lista de discussão da MetaReciclagem > > Envie mensagens para [EMAIL PROTECTED] > > http://lista.metareciclagem.org > > > -- Cyrano. http://blogs.metareciclagem.org/cyrano
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