digital?
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2f
On 5/8/07, eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
>
>
> DAGUEDESRACIONAISMCMARCELOD2BNEGÃO
>
>
>
>
>
>
>
> Como é sabido, etimologicamente, a palavra cultura deriva de "colere"
que,
> por sua vez, significa cultivar, habitar, criar e preservar. Nas
sociedades
> da Antiguidade Oriental, o termo associava-se ao cuidado da terra,
> referindo-se ao manejo que o homem tinha da natureza (cultura do arroz ,
do
> café, da soja). O filósofo grego Aristóteles, na Antiguidade Clássica,
já
> definia cultura como aquilo que não é natural, que não pertence ao mundo
da
> natureza ou não decorre de leis físicas e biológicas. Posteriormente, o
> Iluminismo, movimento intelectual do século XVIII, colocou a razão como
tema
> central de sua teoria e, a partir de então, o homem passou a ser visto
como
> animal racional. Já no século XX, "emerge o tema da cultura e o homem
passa
> a perceber-se como um animal cultural." <p>
>
>
>
> Atualmente, os antropólogos e cientistas sociais consideram que a
cultura
> refere-se ao modo de vida de um povo, em toda a sua extensão e
complexidade.
> Assim, o conceito de cultura procura designar uma estrutura social no
campo
> das idéias, dos símbolos, das crenças, dos costumes, dos valores, artes,
> linguagem, moral, direito, leis, etc., e que se traduz nas formas de
pensar,
> sentir e agir de uma dada sociedade. <p>
>
>
>
> No entanto, ainda hoje, a palavra "cultura" tem sido empregada
> cotidianamente como sinônimo de erudição ou para designar o mero acúmulo
de
> conhecimentos, mas, graças à contribuição da Antropologia, o moderno
> conceito de cultura não está mais restrito ao campo das belas-artes, da
> filosofia e da erudição, tão ao sabor das elites letradas deste país.
<p>
>
>
>
> Devemos compreender "cultura" como o conjunto de manifestações
espontâneas,
> que se moldam no cotidiano das relações sociais de uma determinada
> coletividade que, uma vez incorporadas ao seu <i>modus vivendi</i>, a
> caracteriza e a distingue das demais. <p>
>
>
>
> Cada cultura prolifera em suas margens. São como bolhas no pântano, sol
que
> explode e que se apaga na superfície da sociedade. <p>
>
>
>
> No imaginário oficial são exceções ou marginalismo. <p>
>
>
>
> A ideologia proprietária isola o criador ou a obra. Mas eles germinam, e
o
> modelo aristocrático e museográfico faz-se cego, pois este modelo
> (aristogrático e museográfico) tem como origem um luto, os valores são
os
> mortos mais do que os vivos, a apologia do "não perecível". Porém, a
criação
> é perecível, ela passa, pois é ato.<p>
>
>
>
> A "Conferência Mundial sobre Políticas Culturais", realizada no México
em
> 1982, declarou, acertadamente, que "a cultura hoje pode ser considerada
o
> conjunto dos traços distintivos, espirituais e materiais, intelectuais e
> afetivos, que caracterizam a sociedade ou um grupo social. Além das
artes e
> das letras, engloba modos de vida, os direitos fundamentais do ser
humano,
> os sistemas de valores, as tradições e as crenças", por exemplo.<p>
>
>
>
> Assim, considerando a cultura como todo um modo de vida na conceituação
> antropológica mais ampla, podemos tirar uma importante conclusão, qual
seja,
> de que a cultura deve ser pensada como direito, criação e fio condutor
que
> perpassa os diversos aspectos da vida humana e todas as áreas e ações da
> sociedade e dos governos.<p>
>
>
>
> Desse modo, um outro conceito de cultura ganha significado, onde a mesma
> deixa de ser encarada como concessão do Poder Público, como adereço,
algo
> diletante, "perfumaria" e privilégio de poucos. <p>
>
>
>
> A Cultura hoje deve ser vista sob a ótica da Cidadania. <p>
>
>
>
> Entender a cultura como direito de cidadania implica reconhecer que
somos
> sujeitos históricos e culturais, produtores de cultura e, como tais,
temos
> direito de criar, inventar, produzir, bem como de ter acesso aos bens
> culturais de nossa sociedade e à memória coletiva, esteio de nossa
> identidade cultural. <p>
>
>
>
> Na verdade, a cultura não se reduz ao mundo dos eventos e do efêmero, ao
> campo das artes e da erudição e às leis do mercado, como hoje apregoam
os
> neoliberais de plantão. <p>
>
>
>
> O mundo da cultura diz respeito à totalidade das experiências sociais e,
> neste sentido, interessa a todos como direito de cidadania. <p>
>
>
>
> Sabemos que o capitalismo tem revelado uma histórica capacidade de, como
> dizia Marx, centralizar os bens para disponibilizá-los para acumulação,
e
> deseja que os bens culturais sejam mercadorias como as outras, que
possam
> ser comprados e vendidos e que os que têm mais riqueza assim possam ser
os
> senhores do significado das coisas. <p>
>
>
>
> A maioria das mercadorias, que o mercado impõem-nos, não explicam o
valor da
> vida humana, o valor dos afetos, o valor da solidariedade, o valor do
país,
> o valor da sociedade, o valor da música, da literatura, da arte. Só nos
dão
> os preços, dizendo que eles definem o valor de cada coisa.
> Mas os bens culturais não são mercadorias como as outras. São eles que
> permitem que uma pessoa se pense como ser humano, que um país possa
refletir
> sobre o significado de sua história, que o mundo possa refletir sobre o
seu
> sentido e o da vida das pessoas.<p>
>
>
>
> A cultura serve, entre outras coisas, para que as pessoas possam pensar
o
> significado e valor das coisas. Os bens culturais não podem deixar de
ter
> valor comercial. Afinal, eles são imaginados, planejados, criados por
> artistas, artesões, elaboradores, pessoas, que estão embutindo valores
> sociais e econômicos em seus cultivos.<p>
>
>
>
> Ultimamente, tenho assistido inúmeros debates a respeito da postura de
> grupos de rap (percussores do hip hop em nossa cidade, em nosso país).
Vozes
> que "defendem"(?) que tais grupos, ao serem aceitos pela indústria
cultural,
> não merecem mais respeito nem consideração. Algo como: agora eles bebem
> chandom, não mais cachaça.<p>
>
>
>
> Essas vozes soam, em meus ouvidos, como defensoras de um <b>socialismo
da
> miséria</b>, como a do nosso presidente que, na maior cara de pau, teve
> coragem de propor ao povo que andassem mais de bicicleta. Enquanto isso,
a
> corte palaciana continua esbanjando gasolina, com dinheiro público, em
seus
> vectras e audis potentes e velozes.<p>
>
>
> Não podemos aceitar a ideologia do socialismo da miséria... Penso que o
> grande responsável pela nossa "fome" seja o maldito sistema limitado e
> disposto a destruir qualquer coisa com a qual nos identifiquemos. <p>
>
>
>
> Parabéns ao Da Guedes, Racionais MCs, Marcelo D2, BNegão, e todos os que
> continuam na batalha: Nitro G, Lica, Mariete, Eduardo Branca, Aranha,
Tonho
> Crocco, REVOLUÇÃO, e por aí vai...(é bem melhor ouvir nossos filhos
cantarem
> rap da gema, do que vem aqui meu cachorrinho...) <p>
>
>
>
>
>
> Elenara iabel - fevereiro de 2004!
>
> artigo publicado pelo Agência Carta Maior
>
>
> Em 08/05/07, michael howard <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> > Nao e' a cultura das maquinas, nem dos algarismos nem exatas, nao...
> >
> > Tem milhoes de jovens usando ferramentas digitais muitas horas
> > diariamente, existe uma cultura entre essas pessoas, faz uma
> > influencia na culura diaria.
> >
> > Cultura, no momento, infelizmente comandada por empresas e seus
> > produtos que nada querem com cultura nem educacao, e sim com um
> > assalto economico.
> >
> > Se a gente nao insere nesse meio, muito influente, a nossa opiniao,
> > cultura, musica, cores, arte, conteudo, gente, lingua, professores,
> > instrumentos, influencia, leis, etc, ele continua apoderado por
> > empresas.
> >
> > Em qualquer "lanhouse" tem um grupo de jovens usando computadores,
> > jogos, servidores, orkut e msn messenger, horas e horas todos os dias.
> > Eles aprendem uma forma de comportamento, linguagem - cultura.
> >
> > O metareciclagem, linux, olpc/XO, mp3, xvid, p2p, hackers, e outros
> > sao cultura, meios, recursos, apoderada pelo povo, trabalhos em
> > devolver o controle digital as pessoas, ao povo. A formar sua propria
> > cultura - com essas ferramentas, digitais. Cultura do povo, em forma
> > digital. Em vez de "cultura" das empresas, imposta nas pessoas.
> >
> > On 5/7/07, mbraz <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > > desculpem-me alguns, mas nunca gostei desta expressao 'Cultura
Digital'.
> > > cultura dos algarismos ??! cultura dos meios digitais ?? huum.. sei
> nao!
> > > alias, nem quero sugerir,
> > > acho que quem vive mais esta realidade pode sugerir muitos outros
> termos.
> > >
> > > para aumentar a critica, olhe o que o houaiss_pai_dos_burros
escreveu:
> > >
> > > Etimologia
> > > ing.-n.-am. media (1923) 'id.', red. de mass media 'meios (de
> comunicação)
> > > de massas' < lat. media neutro pl. lat. de medius,a,um 'meio;
> instrumento
> > > mediador, elemento intermédio'; a palavra e a pronúncia inglesas (em
> > > especial, a pronúncia norte-americana) se exportaram, graças ao seu
> maciço
> > > poder de cultura, comércio e finanças, manifestos em particular, no
caso
> > > brasileiro, nas agências de propaganda comerciais; cp. o snt. mass
> media;
> > > ver med(i/o)-
> > >
> > > ab
> > >
> > > mbraz
> > >
> > >
> > > Em 07/05/07, glerm soares < [EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > voltando ao tema inicial do email, ele era:
> > > >
> > > > "Reclame seu direito de cunhar termos na sua língua!"
> > > > que tal?
> > > > O que é Cultura Digital?
> > > >
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> > > >
> > > >
> > >
> > > --
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