Redação Valor Econômico

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A fabricante de computadores Positivo Informática está em negociações com a
organização Um Laptop Por Criança (OLPC, na sigla em inglês) para participar
do projeto popularmente conhecido como laptop de US$ 100. A empresa,
conforme apurou o Valor, também tem conversado sobre uma possibilidade de
parceria com a Quanta Computer, empresaTaiwan que, atualmente, é a única
responsável pela fabricação mundial do equipamento, recentemente batizado de
XO.

Nos últimos dias, uma comitiva formada com pessoal da Quanta e da fabricante
de telas de computador Chimei veio ao Brasil para se encontrar com
lideranças do governo que tocam o projeto idealizado pelo ex-professor do
Massachusetts Institute of Technology (MIT) Nicholas Negroponte. O governo
brasileiro sempre mostrou simpatia pela idéia de que a produção dos
equipamentos seja compartilhada com empresas nacionais.

Até agora, porém, a Positivo só tem contrato firmado com a Intel, a gigante
dos chips que criou o laptop educacional ClassMate para disputar com o
projeto de Negroponte. Não por acaso, o pesquisador do MIT tem como
fornecedor de processadores a AMD, a maior rival da Intel no mundo dos
chips.

Em entrevista aoValor, o presidente da Positivo, Hélio Rotenberg, lembrou
apenas que a empresa faz parte de um grupo cuja especialidade é a educação.
'Levar computação para escolas não é só oferecer hardware', disse. 'Os
projetos têm a necessidade de envolver sistemas e conteúdo.'

No caso do laptop de US$ 100, as necessidades vão além disso: falta à OLPC
um parceiro capaz de prestar serviços de logística e manutenção dos
equipamentos, uma tarefa que, no Brasil, a Positivo teria capacidade de
cumprir. A companhia, que hoje lidera o mercado nacional de PCs, tem
parceria com 403 empresas de assistência técnica, que formam uma rede de
serviços com cobertura em 5,2 mil municípios do país. Recentemente, a
Positivo venceu uma licitação do Ministério da Educação, para fornecer 90
mil computadores. 'É claro que, independentemente do projeto que o governo
venha a priorizar, essa questão de suporte é fundamental', disse Rotenberg.

No fim do ano passado, a Intel anunciou o acordo de produção local com a
Positivo e a CCE. O ClassMate, no entanto, ainda não foi fabricado no
Brasil. Para o próximo mês, é aguardado um lote com mil máquinas vindasda
Ásia, para testes em escolas. Outro nome que busca o seu quinhão do projeto
Um Computador por Aluno (UCA) é a indiana Encore, que fechou parceria com a
brasileira RF Telavo para montar no país o portátil Mobilis. Só a OLPC não
tem parceiro local. Por enquanto.

Ao que tudo indica, o projeto de educação deverá entrar em uma nova fase. De
Taiwan, a Quanta mandou seu recado. Depois de nove meses de atraso, anunciou
que começará a produzir o XO em setembro, segundo informações da agência
Bloomberg. A meta inicial é fabricar 40 mil laptops educacionais por mês,
disse a executiva de design da empresa, Michail Bletsas. Até o fim do ano, o
volume mensal deverá subir para 400 mil unidades. A previsão é de que o
custo do equipamento fique em US$ 175 numa etapa inicial, chegando aos US$
100 até o fim de 2008.


--
Hudson
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