vamo de galera?
"eu me lembro que um dia eu estava numa manifestação não sei onde e vi
um cidadão com uma placa: "queremos discutir TV Digital." Eu falei para
a Dilma: temos que procurá-lo. Nós temos que encontrar aqueles que não
estão no meio de nós, que querem discutir, porque isso não é uma coisa
de um governo, isso não é uma coisa de um presidente, isso é uma
política de Estado, e se é de Estado, nós temos que procurar quem na
sociedade brasileira queira discutir, porque nós somos passageiros, mas
o sistema ficará para todo o sempre, até que apareça um outro melhor."
...para o sub em bsb..
xt
Thiago Novaes wrote:
>
> Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na
> cerimônia de assinatura de decreto sobre implantação do Sistema
> Brasileiro de Televisão Digital
> Palácio do Planalto, 29 de junho de 2006
>
>
>
> Meu caro Renan Calheiros, senador e presidente do Senado,
> Meu caro Aldo Rebelo, presidente da Câmara dos Deputados,
> Minha querida ministra Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil,
> Senhor Heizo Takenaka, ministro do Interior e das
> Comunicações do Japão,
> Meus caros ministros Samuel Pinheiro Guimarães, interino
> das Relações Exteriores; Hélio Costa, das Comunicações; Sérgio Machado
> Rezende, de Ciência e Tecnologia; Luiz Fernando Furlan, do
> Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
> Embaixador Takahiko, embaixador do Japão no Brasil,
> Senador Romero Jucá,
> Deputados federais,
> Senhor Roberto Franco, presidente da SET, Sociedade
> Brasileira de Engenharia de Televisão,
> Senhora Elizabeth Carmona, presidente da TVE Brasil,
> Senhor Eugênio Staub,
> Professor Marcelo Zuffo,
> Professor Luiz Fernando Gomes Soares,
> Senhoras e senhores representantes dos radiodifusores
> privados, das emissoras públicas de televisão, da indústria de
> eletroeletrônicos e das universidades públicas e privadas,
> Jornalistas presentes aqui,
> Meus amigos e minhas amigas,
>
> Primeiro, um agradecimento às universidades brasileiras. O
> que nós presenciamos hoje, aqui, com o resultado desse trabalho,
> Hélio, Dilma, Sérgio Rezende, Furlan, é que habitualmente a gente fica
> dizendo que o que falta para as pessoas são oportunidades.
> As universidades brasileiras, quando chamadas, a pública e
> a privada, mostraram do que são capazes. Portanto, meu reconhecimento,
> meus parabéns às universidades brasileiras. Meus parabéns aos
> empresários da microeletrônica, sobretudo aqui na presença do Staub,
> que tem sido um parceiro, pelo discurso de hoje, com a esperança
> renovada, acreditando que agora vai acontecer, definitivamente, e teve
> uma dedicação extraordinária nesse processo. E todos os empresários,
> sem nenhuma distinção – só não vieram aqueles que não quiseram – que
> quando foram convidados, participaram ativamente.
> Quero cumprimentar também os empresários da radiodifusão no
> Brasil, porque não foram poucas as reuniões. Vocês viram que o Hélio
> terminou dizendo que nós marcamos um gol. Vocês estão lembrados que
> faz quatro meses que ele colocou a bola na marca do pênalti, e nós
> demoramos para bater o pênalti porque era preciso construir mais
> fortemente essa relação democrática com a sociedade brasileira, para
> concluir esse projeto que estamos concluindo agora.
> Quero agradecer aos diretores da nossa Agência Nacional de
> Telecomunicações, e quero agradecer, sobretudo, ao companheiro Miro
> Teixeira, que teve um papel crucial, na verdade foi, no início, o
> maior entusiasta para que nós pudéssemos chegar até aqui. Depois o
> ministro Eunício Oliveira continuou o trabalho e, realmente, o Hélio
> Costa pôde concluir.
> Queria enaltecer aqui o trabalho da ministra Dilma
> Rousseff. Eu não sei se por ser mulher e ter uma ascendência muito
> grande sobre os homens, a Dilma, ao trazer para a Presidência da
> República a coordenação desse processo, eu penso que a Dilma está
> virando especialista em TV Digital, porque em todas as reuniões... eu
> me lembro que um dia eu estava numa manifestação não sei onde e vi um
> cidadão com uma placa: "queremos discutir TV Digital." Eu falei para a
> Dilma: temos que procurá-lo. Nós temos que encontrar aqueles que não
> estão no meio de nós, que querem discutir, porque isso não é uma coisa
> de um governo, isso não é uma coisa de um presidente, isso é uma
> política de Estado, e se é de Estado, nós temos que procurar quem na
> sociedade brasileira queira discutir, porque nós somos passageiros,
> mas o sistema ficará para todo o sempre, até que apareça um outro
> melhor.
> Quero agradecer aos ministros que foram para o Japão, o
> Hélio, o Furlan e o Celso Amorim, porque foi uma decisão pensada,
> repensada, porque tinha muito trabalho para que nós não fôssemos ao
> Japão, e nós resolvemos ir porque entendíamos que o Brasil precisava
> ter uma indústria de semicondutores e precisaríamos procurar
> parceiros.
> Eu acho que a viagem foi exitosa, o resultado disso está aqui e eu
> quero cumprimentar o governo japonês. Recebi uma carta, hoje, do
> ministro Koizumi e quero cumprimentar o ministro Takenaka por estar
> aqui neste dia memorável para as relações Brasil e Japão, que não é
> nova mas se fortalece extremamente. Quem sabe, já com TV Digital
> instalada na casa de todo mundo, nós vamos assistir um dia o Japão ser
> campeão do mundo ou disputar uma final com o Brasil numa Copa do
> Mundo.
> Portanto, eu quero reconhecer, com muito carinho, a dedicação de todo
> mundo, foi muita gente envolvida no processo, e se a gente pudesse
> fazer uma tomografia de todo o processo, a palavra que iria aparecer
> seria "democracia tecnológica", porque nós não tivemos preocupação de
> ouvir apenas parceiros, nós tivemos o compromisso de ouvir todos, sem
> distinção, que tinham um palpite ou um conhecimento a dar. Eu acho que
> nós produzimos um material e um resultado extraordinário, portanto,
> estamos realizando hoje um ato de grande transcendência, o início da
> implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital que nos
> próximos 10 anos vai revolucionar, não apenas a TV brasileira, mas a
> relação da sociedade com a informação no seu sentido mais amplo.
> A TV Digital não é apenas um sistema que melhora a transmissão e a
> captação do sinal de TV. Ela é, ao mesmo tempo, uma fabulosa síntese
> tecnológica, um poderoso fenômeno econômico e um forte avanço
> democrático. Da maneira que decidimos implantá-la no Brasil, será
> também um grande vetor de desenvolvimento, geração de empregos e
> ampliação de renda, com benefícios para todos os setores da sociedade.
> Transformamos a TV Digital em prioridade porque ela está plenamente
> afinada com a meta do nosso governo, de conciliar avanço social com
> avanço tecnológico. Foi por isso que nos últimos três anos começamos a
> torná-la realidade, buscando o padrão tecnológico mais avançado e a
> equação política e financeira que melhor atendesse aos interesses
> nacionais e melhor protegesse os direitos da população. A decisão
> final pelo padrão japonês foi tomada de acordo com esses princípios,
> da maneira mais transparente possível, e com a participação de amplos
> setores da sociedade brasileira.
> Meus amigos e minhas amigas,
> Quando assumimos o governo, encontramos a discussão sobre a TV Digital
> em um beco sem saída. Apenas se discutia, de maneira vaga e
> superficial, qual dos três padrões existentes no mundo o Brasil
> deveria adotar. Não se cogitava a hipótese de aproveitar essa
> oportunidade única para se fortalecer uma política industrial e
> tecnológica voltada para a ampliação de conhecimento, a produção de
> bens inovadores e a transformação de novos investimentos.
> Mudamos essa realidade porque uma das principais metas do governo
> sempre foi a implantação de uma nova política industrial e
> tecnológica, e não abrimos mão de encaminhar o processo de implantação
> da TV Digital de forma participativa, com envolvimento da sociedade,
> como é normal neste nosso mandato.
> Houve, em todo esse período, um diálogo intenso com as emissoras de
> televisão, com a indústria eletroeletrônica, com as empresas de
> telecomunicações, com a universidade brasileira, com produtores
> culturais e com o Congresso Nacional. E os pesquisadores brasileiros
> foram mobilizados de uma forma inédita, para levar a bom termo a
> estruturação desse projeto de interesse estratégico do país.
> Era fundamental que isso ocorresse, afinal, a TV Digital vai moldar em
> boa medida o futuro das comunicações, da produção, difusão e absorção
> de cultura em nosso país. Vai permitir um amplo acesso a serviços e
> bens culturais, especialmente para a população mais pobre, que muitas
> vezes tem na televisão seu único meio de informação e diversão
> gratuita. Fará, entre outras coisas, com que o televisor deixe de ser
> um mero receptor de programas para se transformar em uma fonte de
> acesso a um mundo cheio de possibilidades. Não está longe o dia em que
> as famílias poderão marcar uma consulta médica pelo SUS usando a TV;
> não está tão longe o dia em que as pessoas também poderão ter acesso
> às suas contas de Previdência Social pela Internet, via digital; não
> está longe o dia em que a sala de aula poderá ter uma extensão dentro
> da sala de visita de todos os lares brasileiros, de todas as classes
> de renda.
> O contribuinte poderá ter melhor acesso e controle das
> informações e dos serviços prestados pelo Poder Público, bem como de
> seus impostos e taxas. Com mais informação disponível de forma digital
> e organizada com custos menores, o Estado também tenderá a ser mais
> eficiente na oferta de serviços. Mais oportunidades vão surgir para a
> juventude em termos de produção de cinema, de programas esportivos,
> educacionais, de novela e outros bens culturais e de lazer.
> Trata-se, na verdade, de uma poderosa ferramenta de
> interação do usuário com o mundo, do indivíduo com a sua comunidade e
> com os centros de formação do saber, e do cidadão com as instituições
> que o representam e o protegem. Em suma, é um fato de grande magnitude
> política, social e cultural. E tinha que ser tratado com a importância
> e a responsabilidade necessárias.
> Minhas senhoras e meus senhores,
> O Sistema Brasileiro de Televisão Digital é mais uma prova da
> capacidade criativa dos brasileiros, da afirmação da nossa capacidade
> de escolher e da nossa soberania de decidir, do nosso talento de
> firmar parcerias e trocas intelectuais saudáveis e vantajosas.
> A implantação da TV Digital enseja uma oportunidade de desenvolvimento
> de tecnologias brasileiras que serão adotadas no Sistema Brasileiro de
> Televisão Digital, em parceria com os nossos irmãos japoneses.
> Possibilita uma efetiva política industrial que contemple a associação
> de empresas brasileiras e japonesas. Ela é uma vitória de toda a
> sociedade, mas não ocorreria sem o esforço individual e a visão de
> algumas pessoas.
> Meu primeiro ministro das Comunicações, Miro Teixeira, teve o mérito
> de colocar o problema para a sociedade, de convocar o debate e mostrar
> que havia, sim, como vencer o ceticismo sobre a capacidade brasileira
> de trazer avanço nessa área. Propôs um sistema brasileiro para TV
> Digital que não significasse a compra de um pacote fechado, mas
> estimulasse a constituição de uma rede nacional de pesquisas capaz de
> produzir o conhecimento necessário à opção estratégica do país.
> O ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, intensificou o debate,
> formou os consórcios e organizou o encaminhamento das ações. Meu atual
> ministro, Hélio Costa, deu celeridade aos trabalhos de pesquisa,
> organizou a alocação de 60 milhões do Fundo Nacional de
> Telecomunicações e batalhou incansavelmente pela realização deste
> projeto grandioso.
> Desde o começo deste ano, tivemos um trabalho notável do ministro
> Furlan e do ministro Sérgio Rezende, bem como dos ministros Gilberto
> Gil, da Cultura, e Fernando Haddad, da Educação.
> A ministra Dilma e o chanceler Celso Amorim exerceram a coordenação
> dos esforços do governo, inclusive nos contatos e reuniões com
> autoridades de outros países, interessados no Sistema Brasileiro de TV
> Digital.
> No final, não apenas chegamos a um excelente resultado, como
> aperfeiçoamos um estilo de formular políticas públicas para setores
> altamente estratégicos. Não cedemos a soluções fáceis e prontas, mas
> buscamos caminhos corretos e inovadores que nos façam recuperar perdas
> do passado e nos projetem, com mais dinamismo, para o futuro.
> Além dos benefícios que nos trará no futuro imediato, a política de
> implantação da TV Digital vai nos permitir também recuperar uma grave
> lacuna do passado. No início da década de 90, mais de duas dezenas de
> fábricas de componentes semicondutores fecharam as suas portas no
> Brasil e foram para a Ásia. Aqui, ficamos com a montagem de kits
> importados já prontos, apenas agregando o custo da mão-de-obra barata.
> Nos colocamos fora do mercado global. Isso aconteceu quando a
> indústria de semicondutores tornava-se uma das indústrias mais
> decisivas do nosso tempo, pois o chip começava a disseminar-se pelo
> mundo e ia ser um componente imprescindível em centenas de produtos de
> ponta.
> O acordo que hoje assinamos com o Japão, e que me leva a exaltar a
> grande visão do governo japonês, representado pelo ministro Heizo
> Takenaka, aqui presente, nos ajudará a recuperar esse tempo perdido na
> indústria de semicondutores, e de avançar ainda mais na área de
> software em geral.
> Isso, através da elaboração de um plano estratégico para a
> implantação no Brasil da indústria de semicondutores e a
> reestruturação da indústria de microeletrônica nacional. De uma coisa
> tenha certeza, ministro Takenaka: o Brasil será um grande e valioso
> parceiro na construção do Sistema Nipo-Brasileiro de TV Digital.
> Registro aqui, aliás, que foi seu o mérito de chamar assim –
> Nipo-Brasileiro –, o sistema de TV Digital que nossos países decidiram
> desenvolver juntos.
> Na verdade, inauguramos hoje um capítulo novo e
> extremamente promissor no relacionamento bilateral entre Brasil e
> Japão. Estou certo de que inicia-se uma etapa que vai se caracterizar
> pelo compartilhamento crescente de conhecimentos, sobretudo nas áreas
> de ponta da ciência e da tecnologia, voltadas para a produção de
> inovações.
> O Sistema Nipo-Brasileiro de TV Digital, bem como a
> parceria que estamos inaugurando na área de microeletrônica são mais
> uma ponte para a plena inserção do Brasil na sociedade do
> conhecimento. Não vamos apenas absorver o conhecimento e tecnologia
> japoneses, mas contribuir criativamente para o aperfeiçoamento
> tecnológico do Sistema, fazendo com que essa parceria se afirme aqui e
> além das nossas fronteiras.
> Estamos, portanto, dando início a um empreendimento
> conjunto, de longo alcance. Vamos produzir um sistema flexível, que
> dialogue com os demais padrões de TV Digital existentes no mundo hoje.
> Nossa intenção é abri-lo à participação de nossos vizinhos do Mercosul
> e do Continente. Para isso, temos mantido contatos freqüentes com
> nossos sócios na região e vamos, de agora em diante, aprofundá-los.
> Estas é uma área onde tal cooperação é mais que bem-vinda.
> Várias inovações no Sistema de TV Digital já foram
> produzidas por 22 consórcios brasileiros, entre 106 universidades e
> centros de pesquisa, entre elas o Midleware, Ginga, os sistemas
> corretores de erros e o sistema de compressão de vídeo H-264. Alguns
> dos autores dessas inovações estão aqui presentes e já falaram,
> inclusive. Aproveito para mais uma vez parabenizá-los pelos resultados
> já conseguidos que, tenho certeza, só vão fazer com que vocês se
> aperfeiçoem daqui para a frente.
> O Brasil, aliás, revela hoje uma extraordinária capacidade
> de pesquisa e inovação tecnológica. Estão aí para comprová-la, nossas
> conquistas de vanguarda na produção do etanol, na exploração de águas
> profundas, nas ousadas e originais soluções técnicas da Embrapa e,
> principalmente, na descoberta do H-Bio pela Petrobras, que vai
> revolucionar a produção de combustível nas próximas décadas.
> Queria, por fim, fazer um agradecimento especial à equipe
> técnica que trabalhou intensamente nos últimos meses, especialmente
> Roberto Pinto Martins, secretário do Ministério das Comunicações;
> Augusto César Gadelha, secretário do Ministério de Ciência e
> Tecnologia; Jairo Klepacz, secretário do Ministério do
> Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; André Barbosa Filho,
> assessor da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff; embaixador
> Antonino Marques Porto, diretor do Departamento de Temas Científicos e
> Tecnológicos do Itamaraty, e Edmundo Machado de Oliveira, da Agência
> Brasileira de Desenvolvimento Industrial, assim como outros técnicos
> da Casa Civil e do BNDES.
> Meu agradecimento é ainda maior porque vocês estão ajudando não apenas
> a implantar um novo sistema mas, também, a consolidar uma política de
> Estado fundamental para o novo modelo de desenvolvimento que estamos
> construindo no nosso país.
> Um modelo que está possibilitando abrir novos caminhos de futuro que
> ajudarão a conciliar, de forma ainda mais vigorosa, uma política de
> alto desenvolvimento tecnológico com eficiente ação social. É assim
> que avançamos a cada dia, passo a passo, na construção do Brasil
> moderno e justo que tanto nós precisamos.
> Meus parabéns a todos vocês, empresários, cientistas, políticos aqui
> presentes. Quero dizer para vocês que hoje está consagrado,
> definitivamente, e que o dia em que nós acreditarmos na sociedade
> brasileira, na nossa inteligência, nos nossos empresários, nos
> políticos brasileiros, juntos, a gente poderá construir coisas que até
> então pareciam impossíveis. Eu quero dizer para vocês que na semana
> passada eu já tive um dia de alegria imensa porque levantei um pote de
> H-Bio, que será uma revolução na área de combustível. Hoje não me
> deram nada para levantar, nem eu ganhei nada até agora, mas eu quero
> dizer que é um dia memorável para mim, para a minha geração, para
> vocês e, sobretudo, para quem vier depois de nós.
> Meus parabéns a todos vocês, muito obrigado e só poderia dizer: viva o
> Brasil e viva o Japão.
> ------------------------------------------------------------------------
>
> _______________________________________________
> Lista de discussão da MetaReciclagem
> Envie mensagens para [email protected]
> http://lista.metareciclagem.org
--
"Chamar alguém de "anti-americano", ou ser anti-americano, (ou para tanto
anti-Indiano ou anti-Timbuktuano) é não somente racismo, como uma falta de
imaginação. Uma inabibilidade de ver o mundo em outros termos que aqueles
que foram estabelecidos por você."
"... Amar. Ser amada. Nunca esquecer a sua própria insignificância. Nunca
se acostumar com a violência muda e a disparidade vulgar da vida ao seu
redor. Procurar alegria nos lugares mais tristes. Procurar a beleza no
estábulo. Nunca simplificar o que é complicado nem complicar o que é
simples. Respeitar a força, nunca o poder. Acima de tudo, olhar. Tentar
entender. Nunca deixar de olhar. E nunca, nunca esquecer."
arundhati roy
http://www.weroy.org