Fala Não acho que estejam querendo catequizar pra ter mais consumidores, mas não se levou em conta que a idéia de bolsa-família parte de uma contrapartida - deixar as crianças na escola. O quanto isso funciona na prática, o quanto é fiscalizado e o quanto simplesmente freqüentar a escola tem algum efeito em "educação", eu não sei. Mas o princípio é esse.
E crédito, bom, aí é visão liberal, né? Não tem que distribuir renda, tem que oferecer crédito e as pessoas que se virem pra pagar depois. Sem querer parecer cinicamente óbvio, me parece mais fácil alguém mudar de vida com dinheiro a fundo perdido do que tendo que gerenciar uma dívida. Não? efeefe On 6/8/07, Manuel Bertelli <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
Oi pessoal, Desculpe enviar os artigos, mas é que acho interessante ver outras maneiras de pensar sobre como melhorar o mundo. Vocês já pensaram nisso? Que talvez existam outras idéias ou outros grupos que tentem melhorar a situação das pessoas mas de um ponto de vista diferente? Ou seja, a finalidade seria a mesma que qualquer outro grupo que lute pela emancipação do ser humano. Porque, pelo artigo, a gente pode chegar a duas conclusões: ou estão querendo catequizar pra ter mais consumidores ou estão preocupados com a melhoria da vida das pessoas. Se acreditarmos na primeira conclusão, no fundo, todos nós partimos de uma visão parecida com "é relacionado com dinheiro? tem conchavo". Isso afirmaria o artigo anterior sobre os mitos relacionados ao dinheiro. [s] Manu Educação e crédito: soluções para famílias de baixa renda Por: Flávia Furlan Nunes 07/06/07 - 14h39 InfoMoney SÃO PAULO - Os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), não são efetivos no Brasilporque aumentam a capacidade do consumo das famílias somente enquanto estas recebem os benefícios. A educação e o crédito, porém, poderiam reverter a situação. A conclusão faz parte de estudo realizado pelos pesquisadores Fábio Soares e Marcelo Medeiros, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e de Tatiana Britto, do Centro Internacional de Pobreza (IPC). "Evidentemente, se as transferências forem interrompidas, essa capacidade é imediatamente reduzida. Ao menos no curto prazo, as famílias que saem da pobreza graças às transferências dependem delas para manter seu nível de consumo", descreve o estudo. *"Portas de saída"* O estudo confirma que programas como o Bolsa Família têm portas de entrada, mas não aponta saídas e, por isso, os beneficiários tornam-se dependentes do programa e permanecem nele por tempo indefinido. A situação ideal seria "dar o peixe, mas ensinar a pescar", ou seja, fazer com que o beneficiário conquiste independência financeira. Entre os pontos que ajudariam as pessoas a conquistarem esta independência, de acordo com a pesquisa, estão a educação e o crédito, sendo a primeira uma medida de longo prazo e que proporcionaria mais oportunidades às pessoas de baixa renda, e a segunda, de curto prazo e que facilitaria o consumo. "Promover a emancipação das famílias beneficiadas é, sem dúvida, relevante, mas parte do debate sobre portas de saída ignora que modificar tanto a estrutura do mercado de trabalho quanto o nível educacional da força de trabalho não são tarefas simples ao alcance de um único programa social; mais do que isso, são modificações que exigem muito tempo para se concretizar", diz o estudo. _______________________________________________ Lista de discussão da MetaReciclagem Envie mensagens para [email protected] http://lista.metareciclagem.org
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