hahaha .... esquizofreni_ficou !
abssundas
mbraz
Em 08/06/07, Daniel Pádua <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
não sei, dpadua. acho que a questão vai além...
será que uma parte do movimento de conhecimento
livre lida mesmo com o "fetiche do progresso"
que a indústria? e se o importante for a estabilidade
e não a inovação? "funcionou, tá de boa".
faria sentido também.
é, daniel, mas isso não demostraria uma certa
preguiça institucionalizada? parece ser fácil copiar as
inovações "industriais", torná-las disponíveis e
sentir-se ativista social no fim do dia, não?
de qualquer forma, a parte "ativista-estratégica"
desse "movimento" parece agir para conquistar
as "mentes e corações" das pessoas enfurnadas
no jogo industrial-oligárquico, não? se sim, nesse
caso o imaginário destas "contra-estruturas" poderiam
ser criticados mais radicalmente, não? eletricidade
encanada e canalizada na escrita binária... porque
continuamos apenas viabilizando a cultura da poltrona
e dos cliques acelerados e dementes até de madrugada?
bom, concordo contigo, dp. mas no fim das contas,
mesmo com o impasse, ninguém devia brigar uns com
outros, né? cada um tenta viver da melhor forma que pode.
massa, caboclo. então bora rangar, fi. preparei pra ti
aquele suco de cajá que tu adora.
ueeebaaa!
aloha,
joão
On 6/8/07, Daniel Pádua <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
> Explica melhor, tio?!
> >
>
> Existe um legado cultural que o desenvolvedor de software livre
> mediano não critica, não ataca, não remexe, não descontrói,
> não regurgita. Computadores pessoais são baseados num
> imaginário de mais de 40 anos - e que não sofreu revolução
> em sua estética porque é cultivado pela indústria, preocupada
> em retornar investimentos em inovação, publicidade e queima de estoque.
> A mão-forte do capital e da concorrência delimitou o que podia ou
> não estar acessível - uma pressão que (ao menos em teoria)
> não precisa existir entre os compartilhadores.
>
> Assim, eu disse que desenvolvedor "livre" ainda acredita que
> tem cabresto com a indústria porque mesmo o modo
> open-source permitindo na prática inovação sem limites,
> não vemos surgir uma crítica mais ampla do computador.
> Não é à toa que os principais críticos da computação
> e do estado atual da Internet são os "godfathers" das décadas
> de 60-70... Ted Nelson, Alan Kay e cia.
>
> A galera de hoje perdeu o fio da meada do raciocínio (e da verba)
> que inovou o ENIAC em direção ao Macintosh. Sendo que,
> na prática, poderíamos construir um mundo diferente,
> baseado em novas regras, novas metáforas. Mas nos falta uma
> articulação mais ampla, concentrando recursos em P&D voltada
> pra criação de estruturas realmente inovadoras, disponibilizadas
> com uma estratégia cultural bem pensada. Não é à toa que
> Google e Apple "parecem" inovar mais - eles têm um orçamento
> só pra isso e gente contratada só pra isso - um cenário bem diferente
> do caos organizado e disperso do movimento de conhecimento livre.
>
> { Enfim, claro, tem exceções: o OLPC, o OpenMoko, WIRING/Arduino
> e alguns outros desenvolvimentos minoritários são um esforço
> nesse sentido, mas ainda limitados. }
>
>
> (Pessoalmente, não sei o que fazer pra reverter a situação,
> mas é assim que a percebo. :)
>
>
>
> um beijo no cutuvelo,
> dpaduations no mundo mágico de orós
>
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൬βռăʒ
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