4:27 PM  glerm: tou pesquisando um monte de links desde anteontem
 vou escrever um realato agora
 dumas fichas que cairam
4:28 PM vou tentar fazer um relato em video tb
 aqui por chat é difícil de argumentar
 mas tem a ver basicamente com os seguintes temas:
4:29 PM me: ok
glerm: * cuidado com a fetichização da tecnologia - usar a tecnologia como
redescoberta de um processo artesanal em algo que virou espetaculo
industrial de consumo em moto contínuo
 em algo = de algo
4:30 PM * imersão NÃO é oficina =
 uma oficina mostra processos ja conhecidos para resultados ja esperados,
possui uma maior espectativa de coisa acabada e de utilitarismo
4:31 PM - uma imersão é um experimento, onde não necessáriamente sabe-se
onde vai chegar, busca-se caminhos - resultados podem surpereender ou
frustar - mas sempre abrindo novos caminhos
4:32 PM me: fino
glerm: nesse sentido temos uma diferença basica entre=
 (ja dentro de imersão tambem)
4:34 PM - tentar fazer algo "lúdico", que vai divertir, "surpreender",
"substituir" um desejo atual do que fazer com a tecnocnologia- ex: fazer um
isntrumento musical, com um som esperado, com um desenho bonito ou até mesmo
similar a algo que atualmente povoa o imaginario de consumo tecnologico (ex:
fazer um sampler ao estilo drumpad, um tambor digital, um "ipod" de ogg)
4:36 PM me: o importante é o sentimento na base da produção
glerm: - supreender-se com a reedescoberta e possibilidade de reutilização
de materias que ja encontramos na nossa "ecologia" (ex: conseguir gravar um
pequeno sample numa cmos de bios dos computadore mais encontrados na doação
do banco x para o pontode cultura y, conseguir fazer aparecer um pixel num
celular nokia que esta sendo descartado em massa porque saiu um novo)
 o que quero dizer é que o caso 1 é possivel
4:37 PM e mais "espetaculoso"
 mas isso nao faz o 2 menos importante, ou "artístico"
4:38 PM veja que o caso da bios ou do monitor de celular, não é
necessáriamente "utilitarista", por isso ele é pesquisa em estado bruto
 ele tras a descoberta de uma potencia
 acho que o primeiro caso estimula pra a busca do segundo
4:39 PM e tudo isso sob o fantasma do maior problema
 que é a ideia de produto
 a grande pergunta
 "ta mas o que aa gente vai fazer com isso"
me: a gente vai se divertir horas
4:40 PM e usar como experiencia pra resolvermos nossos próprios problemas
4:41 PM glerm: isso a simples resposta de - vamos tornar o processo de uso
de equipamentos eletronicos mais artesanal, divertido, humano. vamos
entender que além do consumo de gadgets futuristas, simplemente existe um
conhecimento que esta ligando pessoas de diferentes lugares, potencializando
comunicação, expressão de contemporaneidade...
 ela deve ser muito mais suficiente
4:42 PM do que - eu fiz uma mesa igual a surface da microsoft
 eu fiz um drumpad igual ao do dj do mano brown
4:43 PM pois olhe que doido
 se o car asó quer fazer um drumpad
 entao ele só precisa desmontar um joystick
 e acabou
 aí vem aquela historia de arduino que eutava falando
 de cair a ficha
me: saquei
4:44 PM glerm: de realmente incitar uma percepção de que manipular
eletrcidade póde ser como manipular madeira, argila
me: (então, talvez eu fique dia 13 pra moderar a mesa de metareciclagem)
glerm: e olhe só ainda:
 NÃO É MANIPULAR ARDUINO!
 é manipular eletrecidade
4:45 PM me: sim, é ELETRICIDADE
glerm: parece que essas marcas
 elas vao devorando tudo
me: analógico-digitalmente, não só binariamente
glerm: sim sim
4:46 PM esse papo de analogico em diferença em contraponto a digital
 é balela eletricofóbica
 eletronicofóbica
me: hehehe
glerm: é tudo argila
4:47 PM tudo madeira e coro de bode
me: eletronicofobia que a indústria vende
glerm: é uma época em que a tecnocracia ganha muito dinheiro escondendo a
engenharia no porão
4:48 PM me: sim, e a gente pasta achando qu prédios são imutáveis
glerm: colocando o engenheiro num pedestal de "mago", de inteligencia
racional esculpida em bronze
me: sim, pra garantir privilégios pra uma máfia egoísta/preguiçosa
4:52 PM glerm: me preocupa muito a necessidade de tirar as pessoas da frente
do computador, sem tirar aquilo que a gent eganhou com isso - que foi a
presença simultanea alem da geografia. a percepção de simultaniedade
 por outro lado fica-se como na televisao
4:53 PM procurando qual a mais nova saída
 qual a web2.0
 a web3.0
 e nao é nada disso
me: é. tu não acha que a falta de mobilidade dos dispositivos reforça a
cultura da poltrona?
glerm: é simplemente entender que ja estamos conectados
 e achar novas maneiras pra isso por si
4:54 PM tem a ver
 mas o pronlemão
 é que a gente nao pode demandar isos da insutria
 industria
 esse é o ponto
 a industria ja sabe disso
me: de certa maneira a apple tá ligada nisso, mas não como o pessoal da
openmoko
glerm: ja ta parindo seus iphones e etc
4:55 PM mas vao ser como as ruas cheias de outdoors
 e nao como uma fogueira no mato com os amigos
 que tem que tar ligado disso somos nós
4:56 PM eu quero tentar basear a idéia dos prototipos
 no objetivo de que eles tem que sair do computador
 eles começam precisando dessas conexão usb e etc
 mas a gente tem que conseguir chegar num ponto de reciclar as memorias rom
 de criar novos displays
4:57 PM de tornar isso tao banaç quanto o controle remoto de portão
 o objetivo é:
 vou fazer um trubisquinho
4:58 PM que conversa com o seu
 o que conversa com a nossa rede




daniel pádua

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