acho que é o maddog quem disse: "quer saber quem é a pessoa mais importante
nesse movimento, olhe-se no espelho"... algo nesse sentido.

lido a preliminar, vou seguir a leitura do texticulo... hehehe.


Em 19/06/07, mbraz <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

na buena... saber que, apesar do abuso mesmo que as megacorporacoes de
midia promovem no mundo todo, o tempo todo - o que realmente nao e' pouco -,
outra coisa me deixa tambem de orelha em pe'.

esta massa toda, que deve ter sido em quantidade parecida com a passeata
pro-orgulho gay aqui em sampalandia, usa em sua imensa maioria a mesma
camisetinha vermelha surrada, nao?

nao e', portanto uma multidao, no conceito mais atual sobre isto.

pois entao... e para por em discussao mesmo: defendemos a diversidade e
pluralidade de pensamentos, acoes, experiencias mas achamos bonita uma
imagem em que todo o contexto aponta para uma ideologia ou coisa que o
valha.

Por vezes, sinto  ai' um deja vu'. Deja vu'.

a pergunta, e o texto que a complementa - do qual nao direi o autor,
obviamente - e' a seguinte -----> nesta imensa massa, como perceber o
individuo ??

sei que ao escrever isto estarei correndo num fio de navalha, pois serei
mal-entendido de diversos modos. Mas, nao me importo. Viver e' perigoso
mesmo. ;-)

-----------------texticulo-------------------------------------------

Do individuo, assim descrito, mostrado, circunscrito, dessa figura tornada
possivel pela penuria, pela desconstrucao maxima, deve-se fazer alguma
coisa. Reduzido ao grau zero da unidade, diante do qual e' permitido
construir ou reconstruir, trata-se agora de elevar-se no sentido de uma
complexidade que determina e define a passagem do ontologico e do metafisico
para a politica. Toda politica, classicamente, propoen uma arte de submeter
o individuo e dele fazer um sujeito, com o auxilio dos caprichos e vantagens
que se permitem a uma pessoa. Ela sobressai como tecnica de integracao da
individualidade dentro de uma logica holista na qual o atomo perde sua
natureza, sua forca e sua potencia. Todas as utopias declaradas, mas
igualmente os projetos de sociedade que pretenderam recorrer aa ciencia, aa
positividade, ao utilitarismo mais sobrio, colocaram o seguinte axioma: o
individuo deve ser destruido, depois reciclado, integrado em uma comunidade
provedora de sentido. Todas as teorias do contrato social se apoiam nesta
logica: fim do ser indivisivel, abandono do proprio corpo e advento do corpo
social, unico habilitado, a partir dai', a reivindicar a indivisibilidade e
a unidade habitualmente associadas ao individuo.

 Ora, a politica que constroi sobre, por e para a monada ainda nao foi
escrita. Na qualidade de arte de esquecer, de negligenciar, de conter, de
reter, de canalizar, de ultrapassar ou de pulverizar o individuo, ela
propoen ha'seculos variacoes que sao todas feitas sobre o mesmo tema dessa
negacao. O individuo nunca e' percebido, concebido como uma entelequia, mas
sempre como uma parcela, um fragmento que pede para ser realmente um grande
todo promotor de sentido e de verdade. Submissao, sujeicao, dependencia,
renuncia, subsuncao, e' sempre em nome do todo que e' solicitado acabar com
a parte, que, no entanto, triunfa como um todo sozinha.

 Todas as politicas visaram a esta transmutacao do individuo em sujeito:
os monarquistas, em nome do rei, figura de direito divino, representante do
principe unitario celeste sobre a terra; os comunistas, em virtude do corpo
social pacificado, harmonioso, sem classes, sem guerras, sem contradicoes,
enfim resolvido aa maneira monoteista; os fascistas, em respeito a nacao
homogenea, aa patria militarizada e san; os capitalistas , obcecados pela
lei do mercado, a regulagem mecanica de seu fluxo de dinheiro e de
beneficios gerados. Tradicionalistas e integristas lado a lado com ortodoxos
e dogmaticos dispoem de auxiliares zelosos da parte dos positivistas,
cientistas e certos sociologos para quem o sacrificio do diverso se faz em
nome dos universais dos quais eles comungam: Deus, o Rei, o Socialismo, o
Comunismo, o Estado, a Nacao, a Patria, o Dinheiro, a Sociedade, a Raca e
outros artificios combatidos desde sempre pelos nominalistas.

 Nesses mundos onde triunfa o culto dos ideais, dos universais geradores
de mitologias - totalitarias ou democraticas, o individuo passa por
quantidade desprezivel. Ele e' tolerado ou celebrado somente quando poen sua
existencia a servico da causa que o excede e aa qual todos dedicam um culto.
O padre, o Ministro, o Militante, o Revolucionario, o Funcionario, o
Soldado, o Capitalista reluzem como auxiliares dessas divindades que sao uma
unanimidade para a maioria. Onde estao as individualidades solares e
solitarias, magicas e magnificas? O que aconteceu com as excecoes radiantes
nas quais se encarna, ate a incandescencia, essa consciencia que nao se
dissolve sob a opressao? Quid os cometas que, sozinhos, atravessam o ceu
com soberba antes de se abismarem dentro da noite?

 Querer uma politica libertaria e' inverter as perspectivas: submeter o
economico ao politico, mas tambem colocar o politico a servico da etica, dar
primazia aa etica da conviccao sobre a etica da responsabilidade, depois
reduzir as estruturas ao mero papel de maquinas a servico dos individuos, e
nao o inverso.


-----------------texticulo-------------------------------------------

mbraz



Em 18/06/07, eiabel lelex<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

> essa foto foi feita depois das manifestacoes da rCTV, foi feita
> durante a manifestacao em apoio ao HC,mas isso os defensores a
> liberdade de empresa nao noticiam, nao divugam, nao publicitam...mas,
> assim que eu encontrar a msg que a sec geral do MST com toda a
> reportagem sobre a manifestacao,  eu envio, se tens interesse, obvio.
>
> besos
> lele
>
> 2007/6/18, L <[EMAIL PROTECTED]>:
> > On 6/18/07, eiabel lelex < [EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > >
> > > acredito que nao, pois essa foto eh dum cara que jamais faria fotos
> > > prah RCTV,...
> >
> >
> >
> > Então se ele não souber  não tem problema.....
> >
> > --
> > Сий Я
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> > Я не говорю по-русски
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> de indivíduo, mas é necessário para isso que a velha cultura seja
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indivíduo, mas é necessário para isso que a velha cultura seja
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