pois não é que acabo de saber do suicidio do André Gorz e sua amadamante...
Um dos méritos de André Gorz foi denunciar essa sociedade de "serviços", que constitui de fato a sociedade pós-industrial: "As prestações que não criam valor de uso, embora sendo objeto de troca mercantil pública, são trabalhos servis ou trabalhos de servidor. É o caso, por exemplo, do engraxate, que vende um serviço que seus clientes poderiam bem fazer a si mesmos em tempo menor do que ficam sentados no trono, diante de um homem agachado a seus pés. Eles o pagam, não pela utilidade de seu trabalho, mas pelo prazer que têm em fazer-se servir." Gorz, considerado como um pensador da ecologia política e do anticapitalismo, é autor de livros traduzidos para o português como "Misérias do presente, riqueza do possível", "Crítica da divisão do Trabalho" e "O Imaterial: Conhecimento, Valor e Capital" - (...)Este livro dedicado ao imaterial é mais uma importante incursão crítica de André Gorz nos meandros da sociedade contemporânea. O Imaterial continua a reflexão desenvolvida em livros como Metamorfoses do Trabalho e Misérias do Presente, Riqueza do Possível, ambos publicados nesta mesma coleção, aprofundando a crítica à atual expansão desenfreada da racionalidade econômica. Mas vai além. Direciona sua crítica à tentativa do pensamento dominante de subordinar a produção coletiva, mais simbólica que material, à lógica do lucro capitalista; e também denuncia a apropriação privada pelas corporações capitalistas dessa mesma produção coletiva. Enfatiza a necessidade de se diferenciar o conhecimento, que pode ser codificado e apropriado privadamente, dos saberes vivos e vividos que não podem se desvincular das habilidades das pessoas e, por isso, não são passíveis de apropriação privada. Enfim, o livro é mais uma contribuição relevante de um autor cuja obra constitui-se numa das mais fecundas análises da sociedade contemporânea.(não sei onde foi parar o link). bico de luz http://coralx.ufsm.br/geet/index.php?id=00015 "Na assim chamada economia cognitiva, os parâmetros econômicos tradicionais não são válidos. A principal força produtiva - o saber - não é quantificável: a atividade laborativa fundada no saber já não pode ser medida por horas de trabalho. E, apesar de todos os possíveis artifícios, a transformação do saber em capital - capital monetário - encontra alguns obstáculos insuperáveis. Dentro em breve, as três categorias fundamentais da economia política - o trabalho, o valor e o capital - não mais poderão ser definidas em termos aritméticos, nem medidas por parâmetros unitários. Além do mais, justamente em função dessa característica de não mensurabilidade, fica cada vez mais difícil aplicar conceitos como mais-valia, sobre-trabalho, valor de troca, produto social bruto. Quando os especialistas em macroeconomia procuram quantificar com os instrumentos tradicionais os resultados econômicos e os padrões de desenvolvimento, estão, na realidade, tateando no escuro. A economia cognitiva representa de fato uma crise de fundo do capitalismo e antecipa uma outra economia, de tipo novo e ainda a ser fundada. E é a esse respeito que se desenvolve o debate mundial sobre o que é de fato a riqueza, e a que critérios deve corresponder. A economia tem sempre mais necessidade de parâmetros qualitativos que quantitativos". http://www.globalproject.info/art-1801.html -- quem tem consciência para ter coragem quem tem a força de saber que existe e no centro da própria engrenagem inventa a contra-mola que resiste quem não vacila mesmo derrotado quem já perdido nunca desespera e envolto em tempestade decepado entre os dentes segura a primavera. «Os outros detestam em mim o que me distingue deles.» "Se você não concordar, não posso me desculpar..."
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