pois e' , suicidio de filosofo frances nem e' mais novidade. O que parece
ter rolado foi um pacto de morte, ou de amor se quiserem. A esposa dele
tinha uma doenca terminal.

Para comecar a entender a importancia do pensamento de Gorz segue um trecho,
do site da Unisinos:

======
"Quando conheci Gorz e Dorine, nos anos 1970, escreve Michel Contat no Le
Monde, 26-09-2007, encontrei-os com Ivan Illich, Herbert Marcuse, Rossana
Rossanda, William Klein juntamente com intelectuais mais jovens e ativos no
movimento social". "Hoje, escreve o Michel Contat, embora mais
espaçadamente, lhe visitavam jovens que se sentiam inspirados por ele na sua
ação, sindical, política e social. Igualmente o procuravam universitários
que pesquisam a sua obra. Assim, o mundo não lhes vinha ao encontro lá na
campanha somente pelas publicações que ele lia assiduamente como as revistas
Multitudes ou EcoRev. Estas revistas publicam artigos muito claros
exprimindo um pensamento radicalmente sobre a economia política da que reina
normalmente".

Quando das últimas eleições presidenciais na França ele disse que votaria,
"mas sem acreditar no discurso dos candidatos que prometem pleno emprego e
emprego por toda a vida. Todos mentem quando falam deste tema. E o pior é
que todos sabem disso. O futuro não se joga no nível da política do Estado.
Ele se constitui nas pequenas coletividades, no nível comunal, por meio de
comportamentos que  rompem com a lógica do lucro financeiro. É lá que as
lutas têm um sentido".  Sobre este tema ele era capaz de falar horas,
animado de uma convicção impressionante. Sua crítica radical ao capitalismo
nunca foi desarmada. Seus livros a desenvolvem de maneira cada vez mais
fina.
======

demorara' tempo demais para aparecer pensadores assim.

in memorian

mbraz

Em 26/09/07, eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> pois não é que acabo de saber do suicidio do André Gorz e sua
> amadamante...
>
> Um dos méritos de André Gorz foi denunciar essa sociedade de "serviços",
> que constitui de fato a sociedade pós-industrial:
> "As prestações que não criam valor de uso, embora sendo objeto de troca
> mercantil pública, são trabalhos servis ou trabalhos de servidor. É o caso,
> por exemplo, do engraxate, que vende um serviço que seus clientes poderiam
> bem fazer a si mesmos em tempo menor do que ficam sentados no trono, diante
> de um homem agachado a seus pés. Eles o pagam, não pela utilidade de seu
> trabalho, mas pelo prazer que têm em fazer-se servir."
>
>  Gorz, considerado como um pensador da ecologia política e do
> anticapitalismo, é autor de livros traduzidos para o português como
> "Misérias do presente, riqueza do possível", "Crítica da divisão do
> Trabalho" e "O Imaterial: Conhecimento, Valor e Capital" - (...)Este livro
> dedicado ao imaterial é mais uma importante incursão crítica de André Gorznos 
> meandros da sociedade contemporânea. O Imaterial continua a reflexão
> desenvolvida em livros como Metamorfoses do Trabalho e Misérias do Presente,
> Riqueza do Possível, ambos publicados nesta mesma coleção, aprofundando a
> crítica à atual expansão desenfreada da racionalidade econômica. Mas vai
> além. Direciona sua crítica à tentativa do pensamento dominante de
> subordinar a produção coletiva, mais simbólica que material, à lógica do
> lucro capitalista; e também denuncia a apropriação privada pelas corporações
> capitalistas dessa mesma produção coletiva. Enfatiza a necessidade de se
> diferenciar o conhecimento, que pode ser codificado e apropriado
> privadamente, dos saberes vivos e vividos que não podem se desvincular das
> habilidades das pessoas e, por isso, não são passíveis de apropriação
> privada. Enfim, o livro é mais uma contribuição relevante de um autor cuja
> obra constitui-se numa das mais fecundas análises da sociedade
> contemporânea.(não sei onde foi parar o link).
>
>  bico de luz http://coralx.ufsm.br/geet/index.php?id=00015
>
>  "Na assim chamada economia cognitiva, os parâmetros econômicos
> tradicionais não são válidos. A principal força produtiva - o saber - não é
> quantificável: a atividade laborativa fundada no saber já não pode ser
> medida por horas de trabalho. E, apesar de todos os possíveis artifícios, a
> transformação do saber em capital - capital monetário - encontra alguns
> obstáculos insuperáveis. Dentro em breve, as três categorias fundamentais da
> economia política - o trabalho, o valor e o capital - não mais poderão ser
> definidas em termos aritméticos, nem medidas por parâmetros unitários. Além
> do mais, justamente em função dessa característica de não mensurabilidade,
> fica cada vez mais difícil aplicar conceitos como mais-valia,
> sobre-trabalho, valor de troca, produto social bruto. Quando os
> especialistas em macroeconomia procuram quantificar com os instrumentos
> tradicionais os resultados econômicos e os padrões de desenvolvimento,
> estão, na realidade, tateando no escuro. A economia cognitiva representa de
> fato uma crise de fundo do capitalismo e antecipa uma outra economia, de
> tipo novo e ainda a ser fundada. E é a esse respeito que se desenvolve o
> debate mundial sobre o que é de fato a riqueza, e a que critérios deve
> corresponder. A economia tem sempre mais necessidade de parâmetros
> qualitativos que quantitativos".
> http://www.globalproject.info/art-1801.html
>
>
>
>
>
>
> --
> quem tem consciência para ter coragem
> quem tem a força de saber que existe
> e no centro da própria engrenagem
> inventa a contra-mola que resiste
> quem não vacila mesmo derrotado
> quem já perdido nunca desespera
> e envolto em tempestade decepado
> entre os dentes segura a primavera.
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>
> «Os outros detestam em mim o que me distingue deles.»
>
> "Se você não concordar,
> não posso me desculpar..."
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൬βռăʒ

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de dourados pomos/Existe, sim: mas nós não a alcançamos/Porque está sempre
apenas onde a pomos/E nunca a pomos onde nós estamos".<--Velho Tema,Vicente
de Carvalho
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