03 de outubro de 2007 | N° 15385AlertaVoltar para a edição de hoje<http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a1635695.xml&template=3898.dwt&edition=8546§ion=80#> Hardware Micro com a cara do dono Case modding ganha adeptos entre gaúchos que querem ter um PC personalizado <http://anuncio.clicrbs.com.br/RealMedia/ads/click_lx.ads/clicrbs/zh/impressa/materia/80/1488756707/Middle/default/empty.gif/61633139303731343436393930616130>
Foi em um galpão de ferro-velho no Centro de Porto Alegre que o estudante William Gibk, 17 anos, encontrou a peça que seria o ponto de partida para um computador personalizado: a carcaça de um velho gabinete de dimensões maiores do que as dos modelos convencionais. Depois de um banho de tinta, foi só encaixar os itens: placa-mãe, discos rígidos, painel dianteiro para monitorar a temperatura do micro, cabos coloridos, coolers (ventiladores para refrigeração) e muitos leds (emissores de luz). O equipamento ficou novo. E turbinado. Resultado de um trabalho muitas vezes artesanal e do garimpo de peças, essa prática de modificar o micro é conhecida como case modding - é a versão dos micreiros para o tunning de carros. - Tem colegas meus que chegam aqui, vêem meu computador e se espantam. Perguntam para que tudo isso - revela Gibk. A explicação é a busca por um equipamento diferenciado, esteticamente ou na performance. O estudante aprendeu a modificar o PC de forma autodidata, se enveredando no universo dos modders por meio de fóruns na internet. Investiu dois anos em troca de peças e cerca de R$ 5 mil. Mas é um trabalho em aberto, diz. Ainda quer modificar a traseira do gabinete, incluindo mais alguns coolers e um acabamento diferenciado. Para quem pretende tunar o PC, a primeira dica é casar estética com performance: - Não adianta um gabinete bonito se o hardware não for funcional - ensina o técnico em informática André Gomes, 19 anos, de Gravataí. Uma das maiores dificuldades, comenta, é encontrar ferramentas e peças para o trabalho. O micro do técnico tem lateral transparente e foi pintado internamente com tinta reagente a iluminação negra. É um show de luzes. - Trabalho com informática o dia todo. Vejo computadores iguais, padronizados. Eu queria algo que ninguém tivesse. Uma máquina única, que agora eu não vendo por nada - afirma Gomes, que já recusou propostas de venda do gabinete exclusivo. Apesar de não existir uma data oficial, o case modding surgiu, possivelmente, da necessidade de melhorar a refrigeração interna da máquina, com a abertura de passagens de ar no gabinete. A prática ganhou força nos anos 2000, com o apelo estético de ter um computador personalizado. Hoje, existe até um comércio especializado em gabinetes com janelas transparentes e peças coloridas para o seu interior. ------------------------------ Hardware Como se faz um modder Aficionados por alterar PCs trocam informações em encontros e via internet <http://anuncio.clicrbs.com.br/RealMedia/ads/click_lx.ads/clicrbs/zh/impressa/materia/80/1122283890/Middle/default/empty.gif/61633139303731343436393930616130> Problemas de refrigeração em seu micro levaram o funcionário público estadual Paulo Leffa, 37 anos, de Cachoeirinha, a se embrenhar no mundo dos modders, cerca de cinco anos atrás. - Precisei fazer algo que baixasse a temperatura do computador. Fiz um buraco para abrir a ventilação e tive de dar um acabamento para ficar mais aceitável - lembra. Hoje, Leffa diz ter perdido a conta de quantas máquinas já "alterou, seguindo o jargão modder. Mais de 10, chuta. Incentivador da prática, ele se considera "um estudioso do assunto". O gaúcho será um dos palestrantes do Campus Party Brasil, evento tecnológico que ocorrerá em São Paulo, de 11 a 17 de fevereiro, e terá uma área dedicada ao modding. Sob o apelido de Flat Head, Leffa é um dos personagens mais conhecidos da comunidade modder brasileira, que se reúne principalmente em torno do site www.casemodbr.com. O portal, com cerca de 17 mil cadastrados, é administrado por Alexandre Nuccini, 32 anos, de São Paulo, que começou a personalizar computadores para agradar a filha. A partir de sucatas e de um gabinete velho, fez um micro cor-de-rosa representando personagens da Disney. No mês passado, ajudou a organizar um encontro de modders paulistas. Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, Leffa tem enfrentado dificuldades para conseguir patrocínios para viabilizar eventos do tipo, que chegaram a ocorrer em anos passados. - Esses encontros servem como incentivo para os modders, que capricham em suas máquinas, e para a gente poder trocar técnicas e dicas - justifica o gaúcho. -- quem tem consciência para ter coragem quem tem a força de saber que existe e no centro da própria engrenagem inventa a contra-mola que resiste quem não vacila mesmo derrotado quem já perdido nunca desespera e envolto em tempestade decepado entre os dentes segura a primavera. «Os outros detestam em mim o que me distingue deles.» "Se você não concordar, não posso me desculpar..."
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