posso entender o mérito por trás da questão,
mas duas coisas me incomodam: greve de fome
e assinatura de famosxs. são duas coisas que
também não parecem tentativas de diálogo.

no mais, eu sou do sul e morei em sampa.
queria ouvir de quem mora mais perto das
regiões afetadas o que têm a dizer.

efe

On Dec 14, 2007 1:25 AM, eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
>
> ---------- Forwarded message ----------
> From: sgeral <[EMAIL PROTECTED]>
> Date: 13/12/2007 20:03
> Subject: Fw: Manifesto Pela vida de D. Luiz Cappio, pela vida do rio São
> Francisco
> To: "Undisclosed-Recipient:;"@cosmoledo.hst.terra.com.br
>
>
>
>
>
> Amigos/as,
> Seguem as primeiras adesões ao manifesto escrito por Leonardo Boff.
> Várias entidades estão distribuindo este texto e buscando novos apoios.
> Favor enviar adesões para: [EMAIL PROTECTED]
> com cópia para:  [EMAIL PROTECTED]
> Obrigada,
> Maria Luisa
>
>
>
>
> MANIFESTO
>
>
>
> Não ao atual projeto de transposição do rio São Francisco
>
>
> Pela vida de D. Luiz Cappio, pela vida do rio São Francisco
>
>
>
> Nós abaixo assinados viemos a público repudiar o atual projeto do governo
> federal da transposição do Rio São Francisco. Esse projeto é faraônico, não
> é democrático, porque não democratiza o acesso à água para as pessoas que
> passam sede na região semi-árida, distante ou perto do rio São Francisco.
>
> O governo alega que vai levar água para 12 milhões de sedentos. O projeto,
> na verdade, pretende usar dinheiro público para favorecer empreiteiras, o
> agronegócio, privatizar e concentrar nas mãos dos poucos de sempre as águas
> do Nordeste, dos grandes açudes, somadas às do rio São Francisco.
>
> A transposição tem muito pouco a ver com a seca. Tanto que os canais do eixo
> norte, por onde correriam 71% dos volumes transpostos, passariam longe dos
> sertões menos chuvosos e das áreas de mais elevado risco hídrico. E 87%
> dessas águas seriam para atividades econômicas altamente consumidoras de
> água, como a fruticultura irrigada, a criação de camarão e a siderurgia,
> voltadas para a exportação e com seríssimos impactos ambientais e sociais.
> Todas estas implicações não foram transparentemente discutidas com as
> populações envolvidas como os ribeirinhos, os pescadores, os indígenas, os
> quilombolas e a comunidade científica.
>
> O atual projeto não toma em conta alternativas mais baratas, mais viáveis e
> mais eficazes para um número maior de pessoas. O projeto oficial custaria
> mais de 6 bilhões de reais, atenderia apenas a quatro Estados (Pernambuco,
> Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará) beneficiando 12 milhões de pessoas de
> 391 municípios. Um projeto alternativo elaborado pela Agência Nacional das
> Aguas (ANA) e o Atlas do Nordeste  custaria pouco mais de  3  bilhões de
> reais, atingindo nove estados (Bahia, Sergipe, Piauí, Alagoas, Pernambuco,
> Rio do Norte, Paraíba, Ceará e Norte de Minas), beneficiando 34 milhões de
> pessoas de 1356 municípios. Cabe ainda lembrar a Articulação do Semi-Árido
> (ASA) que se propõe constuir um milhão de cisternas, tenho já construido 220
> mil que atenderia as áreas mais áridas e isoladas da região.
>
> O projeto de transposição vem sendo conduzido de forma arbitrária e
> autoritária: os estudos de impacto são incompletos, o processo de
> licenciamento ambiental foi viciado, áreas indígenas e quilombolas são
> afetadas e o Congresso Nacional não foi consultado como prevê a
> Constituição.
>
>
> Há 14 ações que comprovam ilegalidades e irregularidades ainda não julgadas
> pelo Supremo Tribunal Federal. Mas o governo colocou o Exército para as
> obras iniciais, abusando do papel das Forças Armadas, militarizando a
> região. A decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, de
> Brasília, de dez de dezembro deste ano, obrigando a suspensão das obras,
> comprova o caráter problemático do projeto governamental.
>
> São tais fatos que sustentam o jejum e as orações do bispo de Barra (BA),
> dom Luiz Cappio, pessoa humilde, aberta ao diálogo e amigo dos pobres que há
> mais de 30 anos convive com os problemas do Vale do São Francisco. Ele está
> oferecendo sua vida para que o povo e o rio tenham mais vida. Apoiamos seu
> gesto profético, digno dos discípulos de Jesus.
>
> A alternativa do Presidente Lula é falsa: entre os pobres e o bispo fico do
> lado dos pobres. A verdadeira alternativa é: entre os pobres e o
> hidronegócio nós ficamos do lado dos pobres.
>
> Leonardo Boff
>
> Letícia Sabatella
>
> Dira Paes
>
> José Celso Martinez Corrêa
>
> Wagner Moura
>
> Chico Diaz
>
> Bete Mendes
>
> Otto
>
> Marcos Winter
>
> Osmar Prado
>
> Domingos de Oliveira
>
> Zeca Baleiro
>
> Ricardo Resende
>
> João Pedro Stédile
>
> Frei Betto
>
> Silvia Buarque
>
> Roberto Malvezzi
>
> Elenara Vitória Cariboni Iabel
>
> Fernando Morais, jornalista
>
> Raúl Zibechi (Uruguay)
>
>
> Ana Esther Ceceña, Observatorio Latinoamericano de Geopolítica
>
> Víctor Ego Ducrot, periodista, escritor y docente unvisersitario. Director
> de la Agencia Periodística del MERCOSUR (APM) de la Universidad Nacional de
> La Plata (Argentina)
>
> Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
>
> ESPLAR- Centro de Pesquisa e Assessoria
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> Frenter Cearense por uma Nova Cultura de Água e contra a Transposição das
> Águas do rio são Francisco
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