*comentário: essa lei de imprensa é do tempo da ditadura...*
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*beso*
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*lelex*

   Liminar do STF suspende artigos vigentes na Lei de Imprensa

Redação Portal IMPRENSA

Nesta quinta-feira (21), o Superior Tribunal Federal (STF), por meio do
ministro Carlos Ayres Britto, concedeu liminar, a pedido do deputado Miro
Teixeira (RJ-PDT), que suspende alguns dos artigos da Lei de Imprensa. A
petição de Teixeira foi em caráter de Argüição de Descumprimento de Preceito
Fundamental. Assim, processos baseados nesses artigos ficarão parados.

Ainda haverá julgamento de mérito pelo plenário do STF, mas até então, estão
suspensas as penas de prisão de jornalistas por motivos de calúnia,
difamação ou injúria, por exemplo.

Para justificar sua decisão, o ministro alega que a Lei vigente não segue o
padrão de democracia e de imprensa da Constituição de 1987/1988. "A atual
Lei de Imprensa - Lei 5.250/67 -, diploma normativo que se põe na alça de
mira desta ADPF, não parece mesmo serviente do padrão de democracia e de
imprensa que ressaiu das pranchetas da nossa Assembléia Constituinte de
1987/1988. Bem ao contrário, cuida-se de modelo prescritivo que o próprio
Supremo Tribunal Federal tem visto como tracejado por uma ordem
constitucional (a de 1967/1969) que praticamente nada tem a ver com a
atual".

O ministro Carlos Britto completou dizendo que imprensa e democracia são
"irmãs siamesas, uma a dizer para a outra, solene e agradecidamente, 'eu sou
quem sou para serdes vós quem sois' (verso colhido em Vicente Carvalho, no
bojo do poema Soneto da Mudança). Por isso que, em nosso país, a liberdade
de expressão é a maior expressão da liberdade, porquanto o que quer que seja
pode ser dito por quem quer que seja".

Antes que a ação seja levada a plenário, Britto pedirá informações para a
Procuradoria-Geral da República e para a Advocacia-Geral da União.

*Veja quais os artigos suspensos pela liminar*:*

*a) a parte inicial do parágrafo 2º do artigo 1º:*

Artigo 1º - É livre a manifestação do pensamento e a procura, o recebimento
e a difusão de informações ou idéias, por qualquer meio, e sem dependência
de censura, respondendo cada um, nos termos da lei, pelos abusos que
cometer.

Parágrafo 2º - O disposto neste artigo não se aplica a espetáculos e
diversões públicas, que ficarão sujeitos à censura, na forma da lei.

*b) o parágrafo 2º do artigo 2º*:

Parágrafo 2º - É livre a exploração de empresas que tenham por objeto o
agenciamento de notícias, desde que registradas nos termos do artigo 8º.

*c) a íntegra dos artigos 3º, 4º, 5º, 6º, 20, 21, 22, 23, 51 e 52:*

Artigo 3º - É vedada a propriedade de empresas jornalísticas, sejam
políticas ou simplesmente noticiosas, a estrangeiros e a sociedade por ações
ao portador.

Parágrafo 1º - Nem estrangeiros nem pessoas jurídicas, excetuados os
partidos políticos nacionais, poderão ser sócios ou particular de sociedades
proprietárias de empresas jornalísticas, nem exercer sobre elas qualquer
tipo de controle direto ou indireto.

Parágrafo 2º - A responsabilidade e a orientação intelectual e
administrativa das empresas jornalísticas caberão, exclusivamente, a
brasileiros natos, sendo rigorosamente vedada qualquer modalidade de
contrato de assistência técnica com empresas ou organizações estrangeiras,
que lhes faculte, sob qualquer pretexto ou maneira, ter participação direta,
indireta ou sub-reptícia, por intermédio de prepostos ou empregados, na
administração e na orientação da empresa jornalística.

Parágrafo 3º - A sociedade que explorar empresas jornalísticas poderá ter
forma civil ou comercial, respeitadas as restrições constitucionais e legais
relativas à sua propriedade e direção.

Parágrafo 4º - São empresas jornalísticas, para os fins da presente Lei,
aquelas que editarem jornais, revistas ou outros periódicos. Equiparam-se às
empresas jornalísticas, para fins de responsabilidade civil e penal, aquelas
que explorarem serviços de radiodifusão e televisão, agenciamento de
notícias, e as empresas cinematográficas.

Parágrafo 5º - Qualquer pessoa que emprestar seu nome ou servir de
instrumento para violação do disposto nos parágrafos anteriores ou que
emprestar seu nome para se ocultar o verdadeiro proprietário, sócio,
responsável ou orientador intelectual ou administrativo das empresas
jornalísticas, será punida com a pena de 1 a três anos de detenção e multa
de 10 a 100 salários-mínimos vigorantes na Capital do País.

Parágrafo 6º - As mesmas penas serão aplicadas àquele em proveito de quem
reverter a simulação ou que a houver determinado ou promovido.

Parágrafo 7º - Estão excluídas do disposto nos §§ 1º e 2º dêste artigo as
publicações científicas, técnicas, culturais e artísticas.

Artigo 4º - Caberá exclusivamente a brasileiros natos a responsabilidade e a
orientação intelectual e administrativa dos serviços de notícias,
reportagens, comentários, debates e entrevistas, transmitidos pelas empresas
de radiodifusão.

Parágrafo 1º - É vedado às empresas de radiodifusão manter contratos de
assistência técnica com empresas ou organizações estrangeiras, quer a
respeito de administração, quer de orientação, sendo rigorosamente proibido
que estas, por qualquer forma ou modalidade, pretexto ou expediente,
mantenham ou nomeiem servidores ou técnicos que, de forma direta ou
indireta, tenham intervenção ou conhecimento da vida administrativa ou da
orientação da empresa de radiodifusão.

Parágrafo 2º - A vedação do parágrafo anterior não alcança a parte
estritamente técnica ou artística da programação e do aparelhamento da
empresa.

Artigo 5º - As proibições a que se referem o § 2º do art. 3º e o § 1º do
artigo 4º não se aplicam aos casos de contrato de assistência técnica, com
empresa ou organização estrangeira, não superior a seis meses e
exclusivamente referente à fase de instalação e início de funcionamento de
equipamento, máquinas e aparelhamento técnicos.

Artigo 6º - Depende de prévia aprovação do CONTEL qualquer contrato que uma
empresa de radiodifusão pretenda fazer com empresa ou organização
estrangeira, que possa, de qualquer forma, ferir o espírito das disposições
dos artigos 3º e 4º, sendo também proibidas quaisquer modalidades
contratuais que de maneira direta ou indireta assegurem a empresas ou
organizações estrangeiras participação nos lucros brutos ou líquidos das
empresas jornalísticas ou de radiodifusão.

Artigo 20 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como
crime:

Pena: Detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa de 1 (um) a 20
(vinte) salários-mínimos da região.

Parágrafo 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação,
reproduz a publicação ou transmissão caluniosa.

Parágrafo 2º - Admite-se a prova da verdade, salvo se do crime imputado,
embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível.

Parágrafo 3º - Não se admite a prova da verdade contra o Presidente da
República, o

Presidente do Senado Federal, o Presidente da Câmara dos Deputados, os
Ministros do Supremo Tribunal Federal, Chefes de Estado ou de Governo
estrangeiro, ou seus representantes diplomáticos.

Artigo 21. Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:

Pena: Detenção, de 3 (três) a 18 (dezoito) meses, e multa de 2 (dois) a 10
(dez) salários-mínimos da região.

Parágrafo 1º - A exceção da verdade somente se admite:

a) se o crime é cometido contra funcionário público, em razão das funções,
ou contra órgão ou entidade que exerça funções de autoridade pública;

b) se o ofendido permite a prova.

Parágrafo 2º - Constitui crime de difamação a publicação ou transmissão,
salvo se motivada por interesse público, de fato delituoso, se o ofendido já
tiver cumprido pena a que tenha sido condenado em virtude dele.

Artigo 22 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou decoro:

Pena: Detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa de 1 (um) a 10 (dez)
salários-mínimos da região.

Parágrafo único. O juiz pode deixar de aplicar a pena:

a) quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;

b) no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.

Artigo 23 - As penas cominadas dos arts. 20 a 22 aumentam-se de um terço, se
qualquer dos crimes é cometido:

I - contra o Presidente da República, Presidente do Senado, Presidente da
Câmara dos Deputados, Ministro do Supremo Tribunal Federal, Chefe de Estado
ou Governo estrangeiro, ou seus representantes diplomáticos;

II - contra funcionário público, em razão de suas funções;

III - contra órgão ou autoridade que exerça função de autoridade pública.

Artigo 51 - A responsabilidade civil do jornalista profissional que concorre
para o dano por negligência, imperícia ou imprudência, é limitada, em cada
escrito, transmissão ou notícia:

I - a 2 salários-mínimos da região, no caso de publicação ou transmissão de
notícia falsa, ou divulgação de fato verdadeiro truncado ou deturpado (art.
16, ns. II e IV).

II - a cinco salários-mínimos da região, nos casos de publicação ou
transmissão que ofenda a dignidade ou decôro de alguém;

III - a 10 salários-mínimos da região, nos casos de imputação de fato
ofensivo à reputação de alguém;

IV - a 20 salários-mínimos da região, nos casos de falsa imputação de crime
a alguém, ou de imputação de crime verdadeiro, nos casos em que a lei não
admite a exceção da verdade (art. 49, § 1º).

Parágrafo único. Consideram-se jornalistas profissionais, para os efeitos
deste artigo:

a) os jornalistas que mantêm relações de emprego com a empresa que explora o
meio de informação ou divulgação ou que produz programas de radiodifusão;

b) os que, embora sem relação de emprego, produzem regularmente artigos ou
programas publicados ou transmitidos;

c) o redator, o diretor ou redator-chefe do jornal ou periódico, a editor ou
produtor de programa e o diretor referido na letra b , nº III, do artigo 9º,
do permissionário ou concessionário de serviço de radiodifusão; e o gerente
e o diretor da agência noticiosa.

Artigo 52 - A responsabilidade civil da empresa que explora o meio de
informação ou divulgação é limitada a dez vezes as importâncias referidas no
artigo anterior, se resulta de ato culposo de algumas das pessoas referidas
no art. 50.

*d) a parte final do artigo 56:*

Artigo 56 - A ação para haver indenização por dano moral poderá ser exercida
separadamente da ação para haver reparação do dano material, e sob pena de
decadência deverá ser proposta dentro de 3 meses da data da publicação ou
transmissão que lhe der causa.

Parágrafo único. O exercício da ação cível independe da ação penal.
Intentada esta, se a defesa se baseia na exceção da verdade e se trata de
hipótese em que ela é admitida como excludente da responsabilidade civil ou
em outro fundamento cuja decisão no juízo criminal faz causa julgada no
cível, o juiz determinará a instrução do processo cível até onde possa
prosseguir, independentemente da decisão na ação penal.

*e) os parágrafos 3º e 6º do artigo 57:*

Artigo 57 - A petição inicial da ação para haver reparação de dano moral
deverá ser instruída com o exemplar do jornal ou periódico que tiver
publicado o escrito ou notícia, ou com a notificação feita, nos têrmos do
art. 53, § 3º, à empresa de radiodifusão, e deverá desde logo indicar as
provas e as diligências que o autor julgar necessárias, arrolar testemunhas
e ser acompanhada da prova documental em que se fundar o pedido.

Parágrafo 3º - Na contestação, apresentada no prazo de 5 (cinco) dias, o réu
exercerá a exceção da verdade, se for o caso, indicará as provas e
diligências que julgar necessárias e arrolará as testemunhas. A contestação
será acompanhada da prova documental que pretende produzir.

Parágrafo 6º - Da sentença do Juiz caberá apelação, a qual somente será
admitida mediante comprovação do depósito, pela apelante, de quantia igual à
importância total da condenação. Com a petição de interposição do recurso o
apelante pedirá expedição de guia para o depósito, sendo a apelação julgada
deserta se, no prazo de sua interposição, não for comprovado o depósito.

*f) os parágrafos 1º e 2º do artigo 60:*

Artigo 60 - Têm livre entrada no Brasil os jornais, periódicos, livros e
outros quaisquer impressos que se publicarem no estrangeiro.

Parágrafo 1º - O disposto neste artigo não se aplica aos impressos que
contiverem algumas das infrações previstas nos arts. 15 e 16, os quais
poderão ter a sua entrada proibida no País, por período de até dois anos,
mediante portaria do Juiz de Direito ou do Ministro da Justiça e Negócios
Interiores, aplicando-se neste caso os parágrafos do art. 63.

Parágrafo 2º - Aquele que vender, expuser à venda ou distribuir jornais
periódicos, livros ou impressos cuja entrada no País tenha sido proibida na
forma do parágrafo anterior, além da perda dos mesmos, incorrerá em multa de
até Cr$10.000 por exemplar apreendido, a qual será imposta pelo juiz
competente, à vista do auto de apreensão. Antes da decisão, ouvirá o juiz o
acusado, no prazo de 48 horas.

*g) a íntegra dos artigos 61, 62, 63, 64 e 65:*

Artigo 61 - Estão sujeitos à apreensão os impressos que:

I - contiverem propaganda de guerra ou de preconceitos de raça ou de classe,
bem como os que promoverem incitamento à subversão da ordem política e
social.

II - ofenderem a moral pública e os bons costumes.

Parágrafo 1º - A apreensão prevista neste artigo será feita por ordem
judicial, a pedido do Ministério Público, que o fundamentará e o instruirá
com a representação da autoridade, se houver, e o exemplar do impresso
incriminado.

Parágrafo 2º - O juiz ouvirá, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas,
o responsável pela publicação ou distribuição do impresso, remetendo-lhe
cópia do pedido ou representação.

Parágrafo 3º - Findo esse prazo, com a resposta ou sem ela, serão os autos
conclusos e, dentro de vinte e quatro horas, o Juiz proferirá sentença.

Parágrafo 4º - No caso de deferimento de pedido, será expedido um mandado e
remetido à autoridade policial competente, para sua execução.

Parágrafo 5º - Da decisão caberá recurso, sem efeito suspensivo, para o
tribunal competente.

Parágrafo 6º - Nos casos de impressos que ofendam a moral e os bons
costumes, poderão os Juízes de Menores, de ofício ou mediante provocação do
Ministério Público, determinar a sua apreensão imediata para impedir sua
circulação.

Artigo 62 - No caso de reincidência da infração prevista no art. 61, inciso
II, praticada pelo mesmo jornal ou periódico, pela mesma empresa, ou por
periódicos ou empresas diferentes, mas que tenham o mesmo diretor
responsável, o juiz, além da apreensão regulada no art. 61, poderá
determinar a suspensão da impressão, circulação ou distribuição do jornal ou
periódico.

Parágrafo 1º - A ordem de suspensão será submetida ao juiz competente,
dentro de 48 (quarenta e oito) horas, com a justificação da medida.

Parágrafo 2º - Não sendo cumprida pelo responsável a suspensão determinada
pelo juiz, este adotará as medidas necessárias à observância da ordem,
inclusive mediante a apreensão sucessiva das suas edições posteriores,
consideradas, para efeitos legais, como clandestinas.

Parágrafo 3º - Se houver recurso e este for provido, será levantada a ordem
de suspensão e sustada a aplicação das medidas adotadas para assegurá-la.

Parágrafo 4º - Transitada em julgado a sentença, serão observadas as
seguintes normas:

a) reconhecendo a sentença final a ocorrência dos fatos que justificam a
suspensão, serão extintos os registros da marca comercial e de denominação
da empresa editora e do jornal ou periódico em questão, bem como os
registros a que se refere o art. 9º desta Lei, mediante mandado de
cancelamento expedido pelo juiz da execução;

b) não reconhecendo a sentença final os fatos que justificam a suspensão, a
medida será levantada, ficando a União ou o Estado obrigado à reparação das
perdas e danos, apurados em ação própria.

Artigo 63 - Nos casos dos incisos I e II do art. 61, quando a situação
reclamar urgência, a apreensão poderá ser determinada, independentemente de
mandado judicial, pelo Ministro da Justiça e Negócios Interiores.

Artigo 64 - Poderá a autoridade judicial competente, dependendo da natureza
do exemplar apreendido, determinar a sua destruição.

Artigo 65 - As empresas estrangeiras autorizadas a funcionar no País não
poderão distribuir notícias nacionais em qualquer parte do território
brasileiro, sob pena de cancelamento da autorização por ato do Ministro da
Justiça e Negócios Interiores.

**Artigos retirados do site Consultor Jurídico*

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