O estado é laico, as pessoas que estão nele é que não o deixam ser.
aqui no RS é diferente... até a cruz de cristo os desembargadores já
mandaram tirar das salas e varas e camaras de audiencia... tem uma turma
alternativa que não se deixa submeter... a merda são os que se dizem
representantes de deus, é foda, mas tem muita ovelha solta em meio a nós,
que daí acham que o cara fala com deus mesmo... e se a gente não se cuidar
vamos nos ferrar, o parlamento brasileiro tem em sua maioria evangélicos, e
o resto são cristãos... nos fu... hehehe... e vcs não fazem idéia da peleia
que foi prá separar o estado da igreja aqui no brasil, era muito pior, quer
dizer, assim como a politica economica, a igreja vem colada em nossa
história desde o governo provisório.

besos

saudades de tu, duende.

lele

vou colar aqui um artigo para breve esclarecimento estado laico.

 Religião e Política – Limites
Constitucionais<http://www.mulheresdeolho.org.br/?p=301>

*Alguns parlamentares têm afirmado que a Bíblia é a sua constituição,
sugerindo que seu mandato tem origem divina. Essa atitude não harmoniza com
o Estado de Direito no qual a soberania popular é a legitimadora do mandato
parlamentar. Enquanto representantes do povo, os deputados e senadores devem
obediência á Constituição Federal. *

A Constituição Federal (art. 5º, VI) estabelece como direito fundamental a
inviolabilidade de consciência e de crença, assegurando que os brasileiros
não sofram coação estatal em matéria religiosa. Isso significa que o Estado
não pode impor convicções religiosas através de lei. No Brasil as pessoas
são livres para aderir a uma determinada crença religiosa. Também são livres
para abandoná-la.

O fato de que os católicos brasileiros possam usar preservativos, pílula
anticoncepcional, se divorciar e acessar o aborto nos casos previstos em
lei, deve-se ao fato de vivermos em um Estado laico. No Brasil é garantido
aos fiéis o direito de agir em desacordo com a hierarquia de sua própria
religião.

A liberdade é o princípio que rege o pertencimento religioso em nosso país,
cabendo ao Estado assegurar as chamadas liberdades laicas, porque
decorrentes do fato de vivermos em um país laico onde há separação entre as
igrejas e o Estado – artigo 19, inciso I, da Constituição Federal.

Contudo, tem-se observado uma expressiva participação de líderes religiosos
na política partidária, chegando-se a constituir bancadas religiosas no
Congresso Nacional. Qual o objetivo dessa filiação político-religiosa? Essa
é a questão que gostaria de abordar brevemente nesse artigo.

*Tramita atualmente no Congresso Nacional um projeto de lei que prevê o
pagamento (por parte do Estado) de uma quantia em dinheiro às crianças
geradas através de estupro. O projeto "bolsa estupro" retira a liberdade da
mulher de não se submeter à gravidez imposta mediante violência sexual,
obrigando-a a gestar e parir o filho do estuprador. *

*O projeto fere a dignidade das mulheres, razão suficiente para ser
considerado inconstitucional. No plano dos direitos reprodutivos, trata-se
de afronta ao artigo 226, § 7º, da Constituição Federal, que proíbe o Estado
de restringir a autonomia reprodutiva, conforme também assegurado nos
documentos internacionais pactuados pelo Estado brasileiro. *

*Contudo, quero chamar a atenção para outro aspecto dessa iniciativa, que
transcende a questão da autonomia reprodutiva das brasileiras. Em entrevista
para o jornal O Estado de São Paulo (19/12), o autor do projeto, Deputado
Henrique Afonso (PT-AC), afirma que "Essa questão do Estado laico é muito
debatida, tem gente que me diz que eu não devo legislar como cristão, mas é
nisso que eu acredito e faço o que Deus manda, não consigo imaginar separar
as duas coisas". *

No mesmo sentido, alguns parlamentares têm afirmado que a Bíblia é a sua
Constituição, sugerindo que o seu mandato tem origem divina. Essa atitude
não se harmoniza com o Estado Democrático de Direito no qual a soberania
popular é a legitimadora do mandato parlamentar. Enquanto representantes do
povo, os deputados e senadores devem obediência à Constituição Federal.

Essa postura, que pretende colocar a religião acima da Constituição, aponta
para uma atuação parlamentar que avilta a democracia, na medida em que busca
impor a todos uma determinada convicção religiosa. A prevalecer essa
postura, em breve estaremos vivendo em um Estado religioso, onde uma
determinada crença será transformada em lei, a exemplo do que ocorre em
diversos Estados teocráticos, onde a intolerância não respeita a diversidade
religiosa.

O Estado laico não é um fim em si mesmo. Tem por finalidade assegurar as
liberdades laicas, que nos possibilitam conviver respeitosamente com pessoas
que pensam diferente de nós. O cenário brasileiro preocupa, na medida em que
determinadas lideranças religiosas sinalizam sua intenção de impor a todos
um pensamento único.

*Roberto Arriada Lorea, **Juiz de Direito no RS e Membro da Red
Iberoamericana por las Libertades Laicas. **rtigo gentilmente cedido pelo
autor para publicação.  *

*20 dezembro 2007*



Em 13/03/08, Daniel Duende Carvalho <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>
> "Quem crê que o estado é laico deve ser leigo no assunto."
>
> Como eu disse por aí, tem certas coisas que nunca mudam...
>
> 2008/3/13 eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]>:
>
> > o interessante é que o desembargador que pediu vistas, ou seja, mais um
> > tempo na gaveta, é membro da opus dei... vcs sabem o que é opus dei?
> >
> > ainda bem que a presidente Ellen Grace está favorável... do contrário
> > estraíamo ferrados.
> >
> > besos
> > lele
> >
> >
> > Em 13/03/08, Regis bailux <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> >
> > > metarecs,
> > > esta assunto tem ocupado as mentes por aqui.
> > > esta lista tem sido um dos ambinetes onde mais tenho encontrado
> > > abertura para minhas atitudes éticas,tenho procurado saber mais sobre
> > > esta pespectiva da ética no assunto tratado abaixo.
> > > qualquer contribuição é bem vinda.
> > > abs,
> > > Regis
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > Quem estiver interessado em assinar a petição sobre o julgamento no
> > > STF a respeito da constitucionalidade da pesquisa com células-tronco
> > > embrionárias - que está circulando - entre no endereço da Web abaixo e
> > > assine. Este site reúne petições do mundo inteiro e já tem mais de 45
> > > mil assinaturas.
> > >
> > > É super importante que todos assinem e divulguem nas suas listas.
> > >
> > > http://www.petitiononline.com/pesqcel/petition.html
> > >
> > >
> > >
> > > To:  Ao Supremo Tribunal Federal (STF)
> > >
> > >
> > > Direito à esperança de cura e vida, SIM.
> > > Ao obscurantismo, NÃO.
> > >
> > > Brasília, 20 de abril de 2007. Definitivamente, um marco na história
> > > do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 178 anos de existência, a mais
> > > alta corte do Brasil realizou, pela primeira vez, uma audiência
> > > pública. Objetivo: ouvir cientistas sobre a lei que autoriza a
> > > realização no país de pesquisa com células-tronco embrionárias.
> > > Pudera. É a aposta de investigadores do mundo inteiro para a cura de
> > > várias doenças ainda incuráveis, como mal de Parkinson, diabetes,
> > > doenças neuromusculares e secção da medula espinhal por acidentes e
> > > armas de fogo.
> > >
> > > A avançada lei foi aprovada pelo Congresso Nacional por placar
> > > estrondoso: 96\% dos senadores e 85\% dos deputados federais deram-lhe
> > > a vitória. O presidente Luís Inácio Lula da Silva fez o mesmo.
> > > Rapidamente a sancionou. Só que ela parou no STF porque o
> > > subprocurador-geral da República, Cláudio Fonteles, alegou que é
> > > inconstitucional. Questionado sobre se sua ação não teria motivação
> > > religiosa, o franciscano Fonteles acusou a geneticista, professora e
> > > cientista Mayana Zatz de viés judaico. Fonteles disse ao jornal Folha
> > > de S. Paulo: "A doutora Mayana Zatz, que é o principal elemento de
> > > quem pensa diferentemente da gente, tem também uma ótica religiosa, na
> > > medida em que ela é judia e não nega o fato. Na religião judaica, a
> > > vida começa com o nascimento do ser vivo. Então, ao defender a posição
> > > dela, ela defende a posição religiosa dela, que é judia e que a gente
> > > tem de respeitar".
> > >
> > > Acontece que:
> > >
> > > 1) A posição de Mayana Zatz em defesa da pesquisa com células-tronco
> > > embrionárias não é pessoal e muito menos religiosa. A geneticista
> > > participou da audiência pública no STF como porta-voz da Academia
> > > Brasileira de Ciências, da qual é membro. Sua postura é a mesma
> > > defendida pelas academias de ciências de outros 65 países.
> > >
> > > 2º) Há 30 anos Mayana trabalha com doenças neuromusculares letais ou
> > > altamente incapacitantes. Já viu milhares de crianças, jovens e
> > > adultos afetados morrerem sem qualquer chance de cura. Tanto que, para
> > > melhorar-lhes a qualidade de vida, fundou a Associação Brasileira de
> > > Distrofia Muscular (Abdim), da qual é presidente. Mayana é professora
> > > titular de Genética, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e
> > > pró-reitora de pesquisas da USP. Publicou 280 trabalhos científicos já
> > > citados mais de 4.500 vezes.
> > >
> > > 3º) Agora, pela primeira vez, vislumbra, num futuro próximo, uma
> > > possibilidade real de tratamento para várias doenças
> > > neurodegenerativas. Sua esperança está justamente nas células-tronco
> > > embrionárias. Somente elas têm a capacidade de se diferenciar nos mais
> > > de 216 tipos de tecido do corpo humano.
> > >
> > > 4º) Mayana, como outros cientistas brasileiros, trabalha há alguns
> > > anos com células-tronco adultas. Os resultados preliminares de suas
> > > investigações – bem como os de outros presentes na audiência do STF e
> > > diretamente envolvidos com tentativas terapêuticas para diferentes
> > > condições (problemas cardíacos, diabetes, derrame, mal de Chagas,
> > > esclerose lateral amiotrófica e paraplegia decorrente da secção da
> > > medula) – mostram, no entanto, que a pesquisa com células-tronco
> > > embrionárias é fundamental. São elas que ensinarão os cientistas a
> > > programar as células-tronco adultas, de modo que se transformem nos
> > > tecidos desejados. As células-tronco embrionárias podem ser obtidas a
> > > partir de embriões de até 14 dias.
> > >
> > > 5º) A lei brasileira permite a utilização de embriões produzidos em
> > > laboratório para fins de reprodução assistida. Porém – atenção! – não
> > > abrange todos. Autoriza apenas o uso daqueles inviáveis para gestação
> > > ou congelados há mais de três anos, cuja probabilidade de gerar um ser
> > > humano é praticamente zero. A lei prevê mais: os embriões só poderão
> > > ser utilizados após autorização dos genitores. Portanto, aqueles que
> > > tiverem qualquer restrição de ordem moral ou religiosa não terão seus
> > > embriões usados para fins de pesquisa. Com o passar do tempo, os
> > > embriões deterioram-se inexoravelmente, perdendo o "prazo de
> > > validade". Por que então não utilizá-los de forma ética e responsável
> > > em benefício do futuro e da evolução da humanidade, salvando vidas?
> > >
> > > 6º) Na prática, conseqüentemente, proibir a pesquisa com
> > > células-tronco embrionárias significará, de um lado, continuar dando
> > > aos embriões excedentes nas clínicas de fertilização um habitual e
> > > inglório destino: o lixo. De outro, tirará a esperança de cura –
> > > portanto, de vida – de milhares de pessoas. Ninguém tem esse direito.
> > >
> > > 7º) A luta pela vida está acima dos credos. Logo, não se pode misturar
> > > ciência com religião, sob o risco de se voltar ao obscurantismo da
> > > Idade Média – a idade das trevas.
> > >
> > > 8º) O Estado brasileiro é laico. Assim, a tentativa de desqualificar
> > > os argumentos científicos de Mayana com insinuações anti-semitas é
> > > lamentável. No mínimo, contraria a tradição brasileira de tolerância e
> > > respeito à diversidade religiosa.
> > >
> > > 9º) Felizmente, Mayana não está sozinha. A defesa da pesquisa com
> > > células-tronco embrionárias já permeia largos segmentos da comunidade
> > > científica e da sociedade civil brasileiras.
> > >
> > > Por tudo isso, nós – de diferentes religiões, etnias, profissões,
> > > níveis socioeconômicos, idades – repudiamos a desesperada manobra para
> > > desviar o foco do debate. À Mayana, nosso apoio e solidariedade
> > > irrestritos. A sua batalha pela vida é também de todos nós. Direito à
> > > esperança de cura e à liberdade de pesquisa, sim. Ao obscurantismo,
> > > não.
> > >
> > > Sincerely,
> > >
> > > The Undersigned
> > >
> > >
> > >
> > > ________________________________
> > >
> > >
> > > No virus found in this incoming message.
> > > Checked by AVG Free Edition.
> > > Version: 7.5.516 / Virus Database: 269.21.7/1324 - Release Date:
> > > 10/3/2008 19:27
> > >
> > >
> > >
> > >
> > >
> > > --
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