Fernando. minha mãe já foi líder comunitária. Imagino a "mística" que vc fala. Sinceramente desejo que o projeto ajude pessoas sem prejudicar outras. Se bem que isso é uma coisa imensurável.
Valeu pela paciência no feedbak. Serenidade é fundamental. Abraço, Orlando 2008/6/8 Fernando Henrique <[EMAIL PROTECTED]>: > > On 07/06/2008, at 15:06, Orlando Silva wrote: > > Muito obrigado pela resposta Fernando. > > 1. Sou muito sismado com dinheiro vindo de empresas, mas acho que não cabe > ser purista nestas coisas. Estou considerando a possibilidade de pensar > que se o dinheiro vier *"sem exigências contratuais duvidosas"* pode ser > bem-vindo. Não sei, ainda tenho dúvidas. > > > Não sou muito sismado com dinheiro de empresas porque eu tenho uma, e não > sou sacana a maior parte do tempo :) A grana não vem com um contrato, não > rola mensalidade, mas contribuiões. Rolam contrapartidas que, do meu ponto > de vista, são justas como relatos do trampo feito, recortes de jornal, > exemplares de trabalhos desenvolvidos, historico escolar da galera que em > bolsa em faculdade etc.. Conforme o projeto da esse feedback pra quem doou , > eles decidem se continuam ou não contribuindo ou doando equipos. > Acho que cabe discutir a origem da grana sim, não vejo nada de errado > nisso. > > > > 2. Ví mais sobre o projeto aqui: http://stoa.usp.br/alavanca/weblog/ e > aqui: http://video.if.usp.br/pa/ > Percebi que tem um histórico, que esta comunidade tem um tipo de "simbiose" > com a USP e tal. Não dá para julgar a benevolência da coisa apenas numa > pesquisa on-line. > > > > É complicado entender o projeto e a comunidade em volta pela web, acredite > a relação entre a favela e o centro tem seus altos e baixos, já houve no > passado tentativas de expulsar a galera de lá por causa de uma fofoca que > ganhou proporções tenebrosas. E num segundo momento a comunidade decidiu > ceder ao projeto um campo de futebol... A contabilidade é feita por possoas > da comunidade, e as movimentações da conta não são segredo pra comunidade > também, claro que existe uma mística em volta disso tudo. > > > > Mas, fiquei intrigado agora com o "Slave" e o "máquina de caça níqueis. > (Caveirinhas no armário!!!!! Rs Rs) > > > > Essa história vem desde o ano passado, quando uma galera com um bom pé de > meia decidiu criar um modelo de negócio (modelo de sustentabilidade para os > mais corretos) para as máquinas caça niquel apreendidas em sampa. Depois de > vários brainstorms rabiscamos uma espécie de terminal de acesso a internet, > usando o mesmo gabinete das máquinas. Orçamos o custo da conversão ( coisa > de 20 reais por máquina) , espaço, mão de obra , pra jogar isso na mão da > molecada da favela pra eles montarem o primeiro conglomerado de internet da > São Remo. Mas essa galera com um bom pé de meia queria na verdade uma > consultoria de graça em outra parada muito nada a ver, e derepente nunca > mais eles nos ligaram... Eles tinham contatos, dentro do gov que poderia > facilitar uma parceria com o MP, mas com o fim da parceria nem sabemos em > que pé ficou essa história, se é que ficou. > > Propus hoje pra Daniela a produção favelizada de games, e transformar > máquinas antigas em arcades , com buraco pra ficha e tudo :) Se a comunidade > decidir programar caça niqueis, ta valendo, desde que elas fiquem em grandes > shoppings e a grana das fichas sejam revertidas pro bolso dos > programadores... redistribuição de renda é tudo. > > > *3. Por último, esclareço que as perguntas são porque estou estudando > (aprendendo com os metarecs) como colaborar com a realidade da transformação > social aquí na minha região (Falo disso aqui: > http://netnos.wordpress.com/2008/05/22/inclusao-digital-fora-do-mapa-na-paraiba/). > E como não costumo ver dinheiro fácil e ofertas generosas aparecendo assim > desse jeito, fiquei no mínimo curioso!!!* > > > > O dinheiro não é fácil, é resultado de um trabalho sério, feito do zero, > dentro de uma das comunidades mais violêntas de São Paulo, e que ganhou a > confiança do governo alemão e por tabela das maiores empresas de lá . E a > grana não é abundante é muito bem usada ! não se gasta um centavo com > instalações luxuosas, salários inflados, viajens ou festas pra agradar > doadores. A galera ta tão acostumada a ver ong torrando dinheiro com > bobagem e fica achando que precisa de milhões pra montar salinha de > informática :) Quando eu vi o orçamento do prédio novo quase chorei de tanto > rir, vai ser mais barato que um carro de luxo que as peruas de qualquer ong > sacana. Mas no caso do projeto alavanca o segredo é hardwork e eficiência > germânicas e utêrêrê tupiniquim . > > > -- > // Random generator in debian systems > int random(){ > return 4; > } > > http://www.liquuid.net > > > _______________________________________________ > Lista de discussão da MetaReciclagem > Envie mensagens para [email protected] > http://lista.metareciclagem.org > -- http://twitter.com/dasilvaorg
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