Realmente, é assim q me sinto.

Abraços

Varga

2008/8/13 eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]>:
> Ois,
>
> então, ontem, eu e Ariel líamos "o equilibrista", e ele adaptou,
> livremente, para "o metarecicleiro"... acredito que a associação é
> bela e válida, tendo em vista que minha vida é um livro aberto.
> hehehe...
>
> quem quer conhecer a história... ele me pediu que compartilhasse
> com metareciclerx da gema... segundo Ariel, é só trocar equilibrista
> por metarecicleiro.
>
> beso
>
> lele
>
> O Equilibrista (Fernada Lopes de Almeida/Fernando de Castro Lopes)
>
> Era uma vez um equilibrista
> Vivia em cima de um fio, sobre um abismo.
> Tinha nascido numa casa sobre o fio.
> E já tinha nascido avisado que a casa podia desmoronar
> a qualquer momento.
> AVISO: Esta casa está pr um fio
> - Acho que vou me mudar
> Mas logo percebeu que não havia nenhum outro lugar para
> ele morar. O equilibrista ainda era bem jovem quando descobriu
> que ele mesmo é que tinha de ir inventando o que acontecia
> com o fio.
> - MEU DEUS QUE RESPONSABILIDADE!
> Se queria ter uma festa, tinha que fabricar a festa com o fio.
> - Não há nenhuma festa pronta para as pessoas ali na esquina...
> - Não? Então vou fazer uma.
> CONVITE para minha festa eu que fiz.
> Se queria ir a Europa, tinha que construir a viagem para a Europa.
> - Tem aí uma viagem para a Europa já viajada?
> - Engraçadinho! Não quer mais nada, não?
> Ele então transformava o fio em viagem. E a verdade é que não se
> arrependia:
> - É incrível quanta coisa se pode fazer com este fio!
> Para ter amigos, o equilibrista tinha que procurar outros equilibristas.
> As pessoas desequilibristas não queriam ser amigas dele:
> - Que idéia essa de viver assim!
> - É louco!
> O equilibrista ainda tentava se defender:
> - A idéia não foi minha! Já nasci assim!
> Mas as pessoas não queriam ouvir:
> - Imagine se vou acreditar numa mentira dessas!
> Eles juravam que ninguém nasce assim.
> O equilibrista, então, ia se encontrar com outros equilibristas.
> - Como vai?
> Vou me equilibrando dentro do possível.
> O equilibrista ficava um pouco assustado com a conversa dos
> desequilibristas:
> - Como vai?
> - Muito mal. Meu carro enguiçou..
> - Como vai?
> - Muito bem. Minha caderneta rendeu juros.
> - Mas então quem vai mal e quem vai bem não são voces.
> São o carro e a caderneta.
> - Ha! Ha! Ha! Olha o bobo!
> - Qual a diferença?
> Os equilibristas também podiam ir muito mal ou muito bem. Mas
> a conversa deles dava para entender:
> - Como vai?
> - Vou mal. Estou com um elefante na cabeça.
> - Como vai?
> - Vou bem. Hoje, pela primeira vez, eu verdadeiramente vi um
> beija-flor.
> É verdade que, às vezes, o equilibrista ficava morrendo de
> inveja de quem tinha um chão. mesmo que fosse feinho.
> - Chão de cimento é feio, mas que comodidade!
> Na mesma hora se desequilibrava e caía. Enquanto
> caía, gritava:
> - ONDE FICA O CHÂO?
> Mas só recebia respostas malcriadas:
> - Está claro que fica embaixo. Não enxerga?
> - Mas embaixo de que?
> - Olhe não tenho tempo para conversas bobas. Passe bem.
> O equilibrista fazia um esforço danado para saber onde era
> embaixo.
> Afinal desistia.
> - O jeito é ir desenrolando o meu fio.
> E desenrolava o melhor que podia.
> - Pensando bem, gosto de ser equilibrista... Pensando bem,
> como é dura a vida de equilibrista... Pensando melhor, é
> ruim e bom. Tudo misturado.
> De vez em quando o equilibrista dava uma paradinha e olhava
> para trás:
> - Puxa, Meu chão fui eu mesmo que fiz!
> Mas tinha que ser uma paradinha rápida.
> - Meu avô sempre dizia: quem pára demais pra pensar, acaba
> sem saber nada.
> O equilibrista pensava no justo tempo e andava no justo tempo.
> - E aprendi a fazer isso com o tempo. Ha! Ha!
> Assim foi chegando ao fim do fio.
> Antes de despedir-se, disse:
> - Respeitáveis outras pessoas!
> Esta vida de equilibrista é perigosa, mas muito interessante.
> Por mim, fiz o que podia e achei que valeu a pena.
> Adeus.
> Umas pessoas concordaram. Outras, não.
> - Eu também acho muito interessante. Viva o equilibrista!
> - Eu não acho graça nenhuma! Fora! Fora!
> - Eu acho que vale a pena! Vale muito a pena!
> - Não vale a pena, nada! Eu acho uma boa droga!
> O equilibrista deu um risinho:
> - Justamente o interessante é que cada um acha o que quer.
>
>
> --
> "Se você não concordar, não posso me desculpar..."
>
> pela sinistra "laotra", sempre!
>
> _______________________________________________
> Lista de discussão da MetaReciclagem
> Envie mensagens para [email protected]
> http://lista.metareciclagem.org
>



-- 
«VJ VARGA»(R)

E-mail: [EMAIL PROTECTED]
Jabber: [EMAIL PROTECTED]
MSN: [EMAIL PROTECTED]
Orkut: VJ VARGA
Linux user #443229
www.metareciclagem.org
www.youtube.com/dvarga
_______________________________________________
Lista de discussão da MetaReciclagem
Envie mensagens para [email protected]
http://lista.metareciclagem.org

Responder a