Oi. Meu nome é Gustavo Garcia, trabalho com informática em 85 (MSX) e
montei os primeiros XT da minha cidade. Aprendi na bancada e depois
fiz alguns cursos, inclusive um profissionalizante no CETEC de Porto
Alegre. Já fui sócio em uma empresa de treinamento em Informática e
hoje trabalho com manutenção e suporte técnico. Comecei com DOS e
depois fui "evoluindo" para os Windows da vida. Trabalhei com OS-2 e
me defendo em Linux, BeOS, Zeta e outros sistemas. De 95 para cá dei
muita aula de informática e já ensinei muita a gente a montar
computadores. Por não acreditar que um computador possa ser jogado
fora com dois ou três anos de uso, montei um projeto de reciclagem de
computadores. O objetivo é vender computadores usados por um preço
relativamente barato. Acredito que não seja todo mundo que pode dispor
de 999 Reais para comprar uma máquina nova à vista. Parcelado fica
mais fácil, mas nem todos tem acesso a crédito. Uma boa máquina, com
dois ou três anos de uso, com recursos médios e que tenha passado por
uma boa revisão pode fazer quase tudo que uma máquina nova faz e custa
um terço, até um quarto, do valor de uma nova. No entanto, tenho
encontrado uma dificuldade muito grande em conseguir peças e
componentes. No início desse ano levei um balão dos grandes da
Ecomicro de São Paulo. Paguei à vista por diversas peças e componentes
e o Sr. José Hesberg Filho me mandou lixo. Literalmente. Tá certo que
ele trabalha com reciclagem e ferro-velho, mas não vamos
exagerar...Mas tudo bem. Com o tempo isso se resolve. Se vocês
souberem de alguém ou alguma empresa CONFIÁVEL que forneça material
reciclado de informática me mandem o endereço e o telefone. Quero
esclarecer aqui, que o projeto de reciclagem de computadores a que me
referi não recebe qualquer tipo de incentivo municipal, estadual ou
federal. Nunca consegui apoio em nem uma dessas esferas. Também não
tem apoio de comerciantes ou empresas locais. Todo o projeto é
"financiado" por mim mesmo, ou seja, é um projeto totalmente SEM
recursos. Muitas vezes troco serviços por equipamentos, peças e
componentes. Se formos analisar que a cidade onde moro é pequena
(27.000 hab.), o nível de desemprego e subemprego é grande, que não
tem escolas técnicas, que o pessoal está saindo daqui para ir tabalhar
em Santa Catarina e que existem 8 empresas estabelecidas que oferecem
serviços na área de Informática, trocar serviços por equipamentos
usados é no mínimo contraproducente (ou como diz minha mulher,
burrice). Apesar de tudo e com todos os percalsos, esse ano já
consegui reciclar e recolocar no mercado 8 computadores, entre 486,
Pentium 200 e Pentium II. A média de preço unitário foi de 250 Reais.
No ano passado coloquei 21. E pela mesma média de preços. Acho que
poderia fazer bem mais se encontrasse forncedores de material
reciclado bom e barato. Também acho que poeria fazer mais se tivesse
algum tipo de incentivo ou patrocínio. Sonhar é preciso. Estou à
disposição para ajudar no que puder. Um abraço.
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