aproveitando a deixa ... uma parada do Mano_Dja:

http://br.youtube.com/watch?v=SejhCUh98xw

;)))

mc´braz

2008/9/10 fabi borges <[EMAIL PROTECTED]>

>
>
> ---------- Forwarded message ----------
> From: Moana mayall <[EMAIL PROTECTED]>
> Date: 2008/9/10
> Subject: Na (obs)cena funk do Rio... (Registros em vídeo + Manifesto
> Esquizotrans)
> To: moana mayall <[EMAIL PROTECTED]>
>
>
>
>
> E eles estão aí, ocupando ruas, guetos e palcos ... cruzando a (obs)cena
> funk carioca, liberando suas línguas ferinas, entre arrepios, risos e
> apalpadelas gerais...!!! Feirantes, casais, crianças, gente "descolada",
> sem-teto e até a Guarda Municipal estão presentes... não há tanto a
> transgredir em plena feira domingueira da Glória, mas dá para tirar outras
> casquinhas também.
>
> No queer funk-core dos "Solange, tô aberta", ou no funk pop lesbian da MC
> Chuparina, o queer movement, o pós-feminismo e outras vozes... Eles estão
> por dentro, mandando suas mensagens trans-psicanalíticas e tirando sarro da
> monocultura "gostosa" do star-system... divertindo e abduzindo mil outras
> humanas "máquinas desejantes"...botando a mão, dedos, coxas e bundas na
> massa!
>
>
> *Vejam* os registros em "videoclipe-docs" -em plano-sequência- de *"Solange,
> tô aberta" ("Fuder Freud") *e *"MC Chuparina" ("Comi a Britney em Nova
> Iorque")*,  na ocupação "Independência Total" do coletivo "La Rica" na
> feira da Glória (Rio de Janeiro, 7/9/2008). Colaboração minha com os
> movimentos... registrando o grito de independência ou morte de todos os
> gêneros!!!!!
>
>
> Solange, tô aberta ::   http://www.youtube.com/watch?v=qcDwdkeFYUM
>
> MC Chuparina  ::   http://www.youtube.com/watch?v=YpuPiUCz0Qo
>
>
>
>
> Abaixo, manifesto vindo do Zine Esquizotrans, de Fabiane Borges, Hilan
> Bensusan e Tina Galinda ...
>
> (mais em: http://esquizotrans.wordpress.com/)
>
>
> Manifesto Esquizotrans
>
> Não acreditamos mais no esgoto a céu aberto que separa a alma da genitália.
> Nem conseguimos mais nos enganar com a pornografia da carochinha de que não
> há almas dentro da alma, nem genitálias dentro da alma, nem genitálias
> dentro das genitálias, nem papai noel sem xoxota. Deixamos essas
> Padre-Marias e Ave-Nossas para quem se aflige de todo escroto e todo o
> clitóris de saudade do missionário gostoso que comia as tupinamboas sempre
> enfiando alguma trosoba desocupada  nos buracos permitidos pelos carimbos da
> Igreja, do Hospital e do Corpo de Bombeiros. Nós queremos ser bonobos de
> meia-buceta, orangotangos com línguas eretas, e queremos enfiar nossas
> bucetas pré-fabricadas dentro dos bueiros molhados das favelas de onde um
> dia sairá a super-traveca, o hermafrodita da racha pintuda e da mão boba –
> ele vai nos salvar com seu coração feito de granada de ânus, dois olhos
> verdes apontados para dentro das vaginas em que se disfarçam os pênis, um
> montinho de vênus que é floresta tropical pubiana onde habitam buracos,
> protuberâncias, nascentes gosmentas, Monique Wittig e um leopardo. E os dois
> olhos, um querendo te comer e outro querendo te dar. Crocantes. E
> intransigentes.
>
> Não aceitamos a tirania da monossexualidade sã e salva; deixem a Electra
> comendo o Édipo de pauzinho. Chega destas obsessões  com porcas e parafusos
> fixos, nem somos feitas de aço inoxidável e nem de desejos curáveis, eles
> são obscenos e tem neconas mesmo que sem zarô, cavalas em disparada, necas
> de pitibiriba. Que tal eu virar Elke Maravilha e depois o Barack Obama e
> depois a Herculine Barbin e depois Max Ernst com uma bunda de Carla Peres
> antes de você terminar de gozar? Não aceitamos a tirania das monoidentidades
> e vamos passar a portar mais de um equipamento sexual, seremos portadores de
> mais de uma fissura retroativa em mutação, portadores de mais de uma
> carteira de identidade – uma para cada órgão do corpo que formos inventando.
> Não me diga que se lembra? Finja que está fingindo, improvise no seu bairro
> as pernas abertas e passe por baixo delas porque depois do arco-íris há uma
> língua, um gemido e uma hiena. Que é de lixo que somos feitos; pinto no
> lixo, reciclado em cotovelo, tornozelo virado da mãe do avesso, toda
> retráctil.
>
>
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Nao e' bastante nao ser cego para ver as arvores e as flores. Nao basta
abrir a janela para ver os campos e os rios.(Alberto Caeiro)
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isto e', ninguem.(Pedro Maciel)
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