> >  Morei quatro anos e meio nos Estados Unidos. Fui
> para l�, em 1989, 
> > trabalhar no Banco Mundial como consultor de
> inform�tica. Voltei em 1994, 
> > ap�s chegar � conclus�o de que, feliz ou infeliz,
> meu lugar era aqui 
> > mesmo (e ap�s quatro invernos chegar a essa
> conclus�o n�o foi dif�cil...).
> > 
> >  Por�m, viver tanto tempo por l� mudou
> radicalmente minha vis�o do mundo. 
> >  Morar fora deveria ser obrigat�rio para todos os
> brasileiros. Tenho 
> > certeza de que isso tornaria o Brasil um outro
> pa�s. As verdadeiras 
> > diferen�as entre o Brasil e os EUA levam tempo
> para ser percebidas. Elas 
> > t�m muito mais a ver com o que os americanos s�o,
> acreditam e praticam do 
> > que com o que eles t�m, podem ou sabem. Abaixo,
> algumas das principais 
> > li��es que, a meu ver, temos que aprender com
> nossos primos do norte. 
> >  O Governo N�O RESOLVE NADA, quem resolve s�o as
> pessoas e A SOCIEDADE. 
> >  Essa foi a primeira li��o que aprendi nos EUA.
> Ningu�m espera que o 
> > governo resolva nada - pelo contr�rio, o americano
> detesta o governo, 
> > especialmente o federal. Exatamente o contr�rio do
> brasileiro, que acha 
> > que tudo � culpa do governo e que tudo est� como
> est� (e est� sempre ruim)
> > 
> > porque o governo n�o resolve. Tudo mesmo, desde a
> infla��o � seca do 
> > Nordeste, incluindo a polui��o do ar, o tr�nsito,
> a viol�ncia, a educa��o 
> > p�blica e a mis�ria. 
> >  Para o americano, o governo que importa � o
> local, o da sua cidade. � 
> > onde se discute a qualidade das escolas e se
> elegem os chefes de pol�cia, 
> > por exemplo. Mas, mesmo assim, os cidad�os n�o
> hesitam em ir � luta e 
> > atacar de frente seus problemas, em vez de esperar
> sentados pelo governo, 
> > qualquer que ele seja. 
> >  � o que acontece com as m�es e pais que controlam
> o tr�nsito em frente 
> > das escolas p�blicas, com os programas de
> neighborhood watch, nos quais 
> > a vizinhan�a inteira se une para combater
> assaltos, e com os programas de 
> > volunt�rios, em que pessoas de todas as classes -
> incluindo as altas - 
> > dedicam parte de seu tempo (e n�o apenas de seu
> dinheiro) a uma causa 
> > social. Os americanos praticamente inventaram as
> ONGs - chamadas de 
> > non-profits, que existem para promover todo tipo
> de causas e bandeiras, 
> > da defesa do consumidor � defesa da ecologia. �
> claro que em pa�ses como 
> > o nosso existem fatores estruturais que s� podem
> ser mudados por a��es 
> > do Estado. Na esmagadora maioria dos casos,
> entretanto, os problemas 
> > podem ser resolvidos ou melhorados se a sociedade
> e os cidad�os se 
> > mobilizarem. 
> >  Fa�a o que eu digo E FA�A O QUE EU FA�O. 
> >  Uma das caracter�sticas do comportamento
> brasileiro que mais contribuem 
> > para o nosso atraso social � a relatividade com
> que julgamos o certo e o 
> > errado. 
> >  Se os outros fazem, � errado. Se somos n�s que
> fazemos, bem, a� depende. 
> >  Pode ser apenas o jeitinho brasileiro. Todo mundo
> se escandaliza com a 
> > corrup��o no governo, mas uma grande parte dos
> escandalizados n�o se 
> > recusa a, por exemplo, comprar mercadoria
> contrabandeada. Como � que 
> > essas pessoas acham que essa mercadoria chegou
> aqui? Trazida por anjos? 
> > N�o seria isso uma forma indireta, mas ativa, de
> corrup��o de funcion�- 
> > rios do pr�prio governo que criticamos? 
> >  Todo mundo critica a nossa pol�cia. Mas, de novo,
> uma boa parte dos 
> > cr�ticos n�o se nega a usar expedientes
> alternativos para escapar de uma 
> > multa na estrada. Meus favoritos s�o os que
> reclamam da viol�ncia urbana 
> > e, de vez em quando, consomem sua por��ozinha de
> droga. Ser� t�o dif�cil 
> > ver que est�o financiando seu pr�prio assalto?
> Ultrapassar sinal vermelho 
> > j� foi um expediente para ser usado a altas horas
> da noite em locais 
> > perigosos - agora vale para qualquer hora e lugar.
> O americano p�ra at� 
> > num sinal em cruzamento de estradas vazias no meio
> do deserto. O Brasil 
> > tem 25 000 mortos em acidentes de tr�nsito por
> ano; em dois anos morrem 
> > tantos brasileiros quanto morreram americanos em
> toda a Guerra do Vietn�. 
> >  Tudo o que vale a pena ser feito vale a pena SER
> BEM-FEITO. 
> >  Essa � a lei m�xima n�o escrita do esp�rito
> empresarial americano. 
> >  Funciona assim: se voc� � um garoto que est� l�,
> no seu primeiro emprego,
> > 
> > fritando hamb�rgueres, voc� est� tentando ser o
> melhor fritador de ham- 
> > b�rgueres do m�s. Do ano. Do pa�s. Voc� est�
> realmente se esfor�ando. 
> > Voc� quer bater o recorde de hamb�rgueres fritos
> por hora da sua lancho- 
> > nete. Anos depois, quando voc� j� for um executivo
> poderoso, voc� vai 
> > ter no seu curr�culo um lugar de honra para o seu
> primeiro emprego, o de 
> > fritador de hamb�rgueres. 
> >  Posso ouvir voc� pensando: isso n�o existe aqui
> porque no Brasil frita- 
> > dores de hamb�rguer nunca chegam a executivos.
> Certo? Errado. O hamb�r- 
> > guer aqui � apenas uma met�fora (embora, no caso
> americano, seja uma 
> > posibilidade real e concreta). A dura realidade
> (talvez vis�vel apenas 
> > para quem j� morou fora) � que poucos
> profissionais no Brasil, sejam de 
> > que n�vel forem, colocam paix�o e empenho no seu
> trabalho. Isso � porque 
> > o trabalho n�o os leva a lugar nenhum, voc� vai
> dizer de novo. De novo 
> > errado. Conhe�o, na minha �rea de atua��o,
> in�meros casos de oportunida- 
> > des abertas esperando candidatos com iniciativa e
> vontade de vencer. Um 
> > dos meus maiores desafios como gerente tem sido
> recrutar pessoas com 
> > garra e motiva��o. E, em todo caso, executar mal
> uma tarefa d� quase 
> > tanto trabalho quanto faz�-la bem. Pense bem: se
> fazer um excelente 
> > trabalho n�o vai levar voc� a lugar nenhum, o que
> vai? A Tele-Sena? 
> >  Os casos mais flagrantes est�o nos setores de
> servi�os e com�rcio. A 
> > diferen�a � gigantesca. Entre uma loja nos EUA e
> voc� � saudado - good 
> > morning, how are you doing? - por vendedores
> sorridentes, que imediata- 
> > mente se colocam � sua disposi��o (e certamente
> est�o pensando em bater 
> > o recorde de vendas da loja, ser promovidos a
> gerente, a diretor, a 
> > presidente...). 
> >  Eu entro numa loja brasileira e a balconista, que
> est� fazendo as unhas, 
> > nem olha para mim (o caso � verdadeiro). 
> >  Se voc� acha que pode, VOC� PODE. 
> >  Essa � a m�xima que melhor descreve, na minha
> opini�o, a filosofia de 
> > vida da sociedade americana. Ela perdeu um pouco a
> sua for�a devido � 
> > banaliza��o, de forma prim�ria e superficial, pela
> ind�stria de auto- 
> > ajuda e suas receitas enlatadas de sucesso. Mas
> n�o deve ser esquecida. 
> >  Essa m�xima pode ser lida de v�rias formas. A
> minha interpreta��o 
> > preferida � de que todos n�s somos capazes de
> atingir objetivos muito 
> > mais ambiciosos do que pensamos ser poss�vel. Uma
> s�rie de fatores e 
> > circunst�ncias - a maneira como fomos criados,
> nossa hist�ria familiar, 
> > nossa cultura, nossos meios de informa��o, nossa
> pr�pria energia indi- 
> > vidual - colabora para formar nossa percep��o do
> qu�o longe podemos ir 
> > e do quanto podemos realizar. Uma das grandes
> influ�ncias nessa percep��o 
> > � a nossa pr�pria hist�ria nacional. 
> >  Pense bem: se nos �litmos 100 anos o seu pa�s
> conquistou a maioria dos 
> > Pr�mios Nobel, venceu a maioria das guerras,
> dominou o planeta econ�mica 
> > e culturalmente, dividiu e depois fundiu o �tomo e
> colocou um homem na 
> > Lua, voc� tamb�m n�o sentiria que pode conquistar
> o mundo? A� est� a 
> > quest�o: os americanos acreditam em si mesmos
> devido � sua hist�ria, 
> > ou � a hist�ria o resultado direto dessa cren�a?
> N�o importa. O que 
> > interessa � aprender o quanto a cren�a na
> capacidade de tra�ar o pr�prio 
> > destino � importante para a constru��o de um pa�s
> e do futuro de cada um. 
> >   
> > 
> > *Roberto Bezerra Motta � gerente de tecnologia da
> informa��o da Telemar 
> >   
> > 
> 
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