O general João Baptista Figueiredo, de 82 anos, último presidente do regime militar, morreu hoje (24/12), em sua casa, em São Conrado, na zona sul do Rio. Figueiredo sofria de insuficiência cardíaca e respiratória, e já esteve internado três vezes no último ano, por causa de problemas respiratórios e renais.
 
Bastante abalado, o ex-chefe do Gabinete Militar e presidente do Conselho de Segurança Nacional do ex-presidente Figueiredo, general Danilo Venturini, afirmou hoje que guarda uma lembrança positiva dele. "Era um homem voltado para a causa pública, jamais mediu esforços pelo bem do País", afirmou Venturini. Segundo ele, Figueiredo foi injustiçado. "A história ainda vai fazer justiça a ele". Venturini também foi ministro da reforma agrária no governo Figueiredo.
 
O Comando do Exército divulgou hoje nota oficial lamentando a morte do ex-presidente João Batista Figueiredo, na qual ressalta que ele sempre agiu "no cumprimento de suas missões e com tenacidade, buscando atingir todos os objetivos a que se propôs". "A História, por certo, lhe prestará a mais justa homenagem", prossegue a nota, assinada pelo Centro de Comunicação Social.
"O Exército, consternado, se associa à dor da família enlutada pela inestimável perda e rende a sua homenagem ao chefe militar honrado, que dedicou sua vida ao Exército Brasileiro", diz a nota. O Exército acrescenta que Figueiredo "dirigiu como presidente da República, os altos destinos do País em uma conjuntura de grandes transformações políticas e sociais".

Fonte: Agência Estado de Notícias

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