Terca dia 10 Primeiro dia do evento... Comeca o JavaOne 2003!
Dormi pouco pois fiquei escrevendo as noticias, e acordei super cedo, porque tinha que fazer o registro para participar como imprensa... O JavaOne ja vai comecar drenando todas as energias! Como imprensa, entramos mais cedo na sala do keynote, mas a fila do lado de fora era gigantesca. Ao descer a escada, o numero de pessoas aguardando para entrar era assustador! Conversei rapidamente com John Gage e Rob Gingel, antes do show comecar. Conseguimos reunir um grupo de uns 10 brasileiros, os outros, ficaram perdidos no mar de gente... Mas ja da pra fazer barulho John Gage abriu rapidamente o evento, e o tema do keynote -- e do evento -- eh "Java Everywere" (Java em todo lugar). Comecamos com um video bem montado, com um clima de "Matrix", mostrando como Java esta em todos os cantos, mas muitas vezes nem percebemos. O objetivo esse ano eh mostrar como a tecnologia Java esta, e estara, presente em nossas vidas, talvez de forma invisivel. O keynote do dia foi de Jonathan Schwartz, Vice Presidente do grupo de Software da Sun, o grupo responsavel pela tecnologia Java. Jonathan citou diversas estatisticas, que nao deu para anotar tudo, mas algumas mais importantes mostram bem como Java esta mesmo em todos os lugares: 53 operadoras oferecem aplicacoes Java em mais de 150 modelos de telefones celulares com Java, para um total de mais de 100 milhoes de telefones em funcionamento hoje. Serao mais 250 milhoes de telefones nos proximos 6 meses. Ja existem em funcionamento hoje 300 milhoes de JavaCards, e muitos mais em microprocessadores em todos os lugares. Juntando com o JavaCard que vai dentro dos telefones GSM (se voce tem um TIM ou um OI ai no Brasil, voce tambem tem um), ja sao cerca de 1.2 bilhao de Java Virtual Machines espalhadas pelo mundo, uma gigantesca oportunidade de negocios! No mundo de desenvolvimento, ja sao 3 milhoes de desenvolvedores, e cerca de 500 grupos de usuarios em todo mundo, sendo que existem grupos em 93% dos paises do mundo. Nos sabemos bem disso, afinal, o SouJava esta entre os maiores e mais ativos do mundo. No Java Community Process ja sao 661 membros, sendo que a maioria das especificacoes nao sao lideradas pela Sun, o que nos da uma ideia da abertura da plataforma. E falando em plataforma, diversas iniciativas vao buscar fixar a ideia central da tecnologia: "uma plataforma, uma arquitetura, uma rede, um java". Varias acoes serao tomadas para afinar o discurso de que as tecnologias se complementam e eh uma arquitetura de ponta a ponta. Isso eh algo que nos desenvolvedores convivemos no dia a dia, mas que ainda confunde usuarios e diretores de empresas. Por isso, esta se falando no "Sistema Java", como a integracao de todas essas tecnologias ao redor das ideias fundamentais de Java: compatibilidade, seguranca e mobilidade. A Vodaphone, maior operadora de celular do mundo, esteve presenta com Guy Laurence, CEO da empresa. Guy mostrou uma pesquisa que procurou identificar o que as pessoas levavam ate mesmo inconscientemente para qualquer lugar que fossem, e o resultado foi: chaves, dinheiro, uma caneta e o celular. Guy perguntou: nao seria uma maravilhosa oportunidade se voce pudesse colocar Java em uma dessas 4 coisas? E eh o que ja temos, Java em telefones celulares. Guy mostrou como tem evoluido o mercado de Java nos telefones, e citou que o programa piloto da Vodaphone vendeu 1 milhao de celulares com Java nos primeiros 6 meses, e que Java ja eh hoje a segunda maior fonte de renda da Vodaphone. Mostrando a integracao de J2EE com J2ME, entrou a GE Medical Systems, com seu presidente, Brian DeBusk. Brian mostrou um projeto bacana, mas para mim, o impacto causado foi negativo... O projeto em si deixou muita gente de queixo caido, mas era um projeto muito parecido com o que eh feito aqui no Brasil pelo InCor... Na verdade, similar, mas muito menor e sem as funcionalidades que o sistema do InCor ja apresenta a tempos... Foi uma pena, que um sistema assim estivesse sendo mostrado, enquanto o nosso aqui, muito melhor e ja em producao, ficasse escondido... O Brasil ainda tem muito que aprender sobre como divulgar as maravilhas que fazemos... Mas o projeto da GE foi interessane no que diz respeito ao uso de JINI junto com J2EE para a implementacao da solucao. Sera que algum dia todos vao perceber o quao poderosa eh essa combinacao? Jonathan falou tambem do futuro de Java. Melhorar a plataforma, faze-la mais facil, esse eh o objetivo. Mais facil para poder atingir mais desenvolvedores. Queremos chegar a 10 milhoes nos proximos anos. Queremos integrar mais a plataforma e expandi-la ainda mais na rede. So boas noticias para nos desenvolvedores. John Fowler, CTO de software d Sun, falou sobre Java ser a liberdade. Esse tem mesmo sido o tema de minhas palestras mais recentes, e citei nos ultimos artigos na JavaMagazine. Queremos uma tecnologia com maior poder de expressao, mais riqueza e mais ferramentas, mas sem perder a simplicidade, na verdade, com menos complexidade. Na plataforma J2EE 1.4 vai sair ja suportanto todos os padroes do WS-I, e sera portanto a primeira plataforma a suportar as novas especificacoes de WebServices. Existe um bom trabalho de integracao com .NET, assim, quem nao tiver opcao, pode sempre ter opcao. E esta sendo feito um enorme trabalho de facilidade de desenvolvimento. Ted Farrell, da Oracle, falou sobre ferramentas e sobre a especificacao JSR-127 (Java Server Faces), fazendo uma rapida demonstracao do uso de JSF em uma ferramenta de desenvolvimento. John Fowler falou tambem sobre J2ME e a definicao da arquitetura completa de wireless, e de J2SE -- Java no desktop -- mostrando como o trabalho de integracao esta evoluindo, com novas ferramentas e novas facilidades no desenvolvimento de aplicacaoes de desktop. Performance foi outro topico, e John mostrou a evolucao de Java e em especial os grandes ganhos de performance na ultima versao lancada (1.4.2). Para mostrar os resultados disso, Blake Stone, CTO da Borland, vaio mostrar o impressionante portifolio de ferramentas de desenvolvimento da Borland -- JBuilder, Optimize-It, StarTeam, Together -- todas em Java, integradas, mostrando a forca de Java no desktop! John falou ainda sobre a forca do JCP e da comunidade Java, com o lancamento do portal java.net, uma comunidade de desenvolvedores. O SouJava esta la, convidado como membro fundador do site, assim como o DFJUG, mostrando bem a forca de Java no Brasil. Essa sera uma das mais importantes comunidades Java do mundo, voce nao pode ficar de fora. Veja em www.java.net. Jonathan voltou e falou que o objetivo eh crescer o mercado, e mostrar que Java ja esta, e vai estar mais ainda, em todos os lugares. Para isso, eh importante fortalecer a marca Java, e que nos proximos meses e anos veremos cada vez mais a marca Java. Java ja eh hoje uma das 10 mais fortes marcas de technologia no mundo, e possuiu um incrivel porcentual de 85% de reconhecimento. E para manter essa lideranca em reconhecimento, foi anunciado oficialmente o novo logo de Java. Um logo mais limpo, mais "iconizado", e aproveitaram para misturar movimento e som. Ficou muito legal o logo, e acho que ajudara para que o logo Java apareca bem em pequenas telas de celulares e icones de computadores. Gostei. Uma nova campanha de "Java Powered" esta sendo lancada, e procurara mostrar essa nova experiencia do usuario Java que ira mostrar "Java Everywere", e ampliar ainda mais o nosso mercado e as oportunidades. O foco eh sempre no desenvolvedor. De acordo com Jonathan, esse sera o melhor JavaOne ate agora. Durante o keynote the Jonathan, o Brasil foi citado algumas vezes, por causa dos projetos e por causa dos grupos de usuarios. John Gage aproveitou isso para falar que durante o JavaOne, ninguem pode ser timido, porque esse ano, todos sao "brasileiros" no evento! Uau! Fim do keynote, varios brasileiros fizeram uma muvuva na frente do palco, afinal, um pouco de tietagem faz parte. Como muitos estavam no JavaOne pela primeira vez, conversamos com John Gage e com James Gosling. Tiramos varias fotos, e James vistiu imediatamente a camiseta que demos para ele, com o tema brasileiro "Independencia ou Morte". James pediu para tirar um foto, e pouco depois, colocou uma foto minha junto com ele no site dele! Puxa, por essa eu nao esperava! http://webelogs.java.net/jag/ Depois do keynote, nao houve folga! O dia foi bem puxado. Visitei o pavilhao, onde conversei com muitas empresas buscando trazer investimento para o Brasil. Conversei tambem com diversas pessoas da Sun, tentando conscientiza-los da importancia de suportar a comunidade de desenvolvedores brasileiros, inclusive considerando a traducao para o Portugues. Essas coisas nao sao assim rapidas, mas agua mole em pedra dura... No stand de Jini, conversei com Jim Waldo e Bill Venners, dois dos mais importantes membros da comunidade Jini. Assisti a uma palestra de Jini ministrado por Jim Waldo, que foi legal, apesar de meio basica. Assisti tambem uma de performance que na verdade so serviu para apontar quais sao as palestras de performance no JavaOne esse ano... terrivel! Foi a primeira palestra "bookmark" que assisti na minha vida... Ja a noite, passamos rapidamente na festa da Motorola, que foi dentro do Museu de Arte Moderna de Sao Francisco, muito massa. La encontrei com o pessoal da Nextel, e conversei rapidamente com John Gage que apareceu quando eu estava saindo. Estavamos atrasados para a primeira apresentacao dos brasileiros! Assisti a palestra de Nilton Guedes, que foi muito legal! Nilton mostrou como ele esta usando Java para fazer acompanhamento de movimentos do corpo humano a partir de uma camera comum. Com uma aplicacao capaz de capturar os movimentos de uma pessoa, Nilton arrasou com mais um uso de Java fora do comum! Assisti depois a apresentacao do MisterM, moderador do SouJava. Com um ingles britanico impecavel, MisterM fez uma excelente apresentacao sobre como solucionar problemas em projetos J2EE! Bem, depois de tudo isso, fui dormir, amanha tem mais! Bruno. ______________________________________________________________________ Bruno Peres Ferreira de Souza Brazil's JavaMan http://www.javaman.com.br mailto:[EMAIL PROTECTED] if I fail, if I succeed, at least I live as I believe
