OK! Rog�rio e demais colegas! Grato pela ajuda, pois tinha d�vidas! Obrigado!

As condi��es do jogo que nos conduz ao paradoxo de S. Petersburgo talvez pare�am
bastante artificiais; entretanto, � f�cil realiz�-las por meio de uma
combina��o � qual se d� o nome de martingale de S. Petersburgo. Admitamos que
dois jogadores, Pedro e Paulo, disputem partidas de cara ou coroa,
reservando-se Pedro o direito de fixar a parada e de interromper o jogo quando
lhe convier. Tais condi��es n�o s�o irrazo�veis, se a fortuma de Paulo for
superior � de Pedro; o jogo permanece equitativo e a esperan�a matem�tica de
cada jogador continua nula, pois em cada partida suas possibilidades de ganho
equivalem aos seus riscos de perda. Se admitirmos o ponto de vista adotado por
Joseph Bertrand, n�o se levar� em conta o duplo fato de que a fortuna e a
dura��o da vida dos dois jogadores s�o igulmente limitadas. O resultado obtido
� verdadeiramente singular e mais paradoxal que o paradoxo de S. Petersburgo,
porquanto significa dizer que Pedro, jogando constantemente um jogo eq�itativo,
pode assegurar por meio de martingale as mesmas vantagens que no jogo de S.
Petersburgo, sem pagar em troca um c�ntimo a Paulo. O privil�gio concedido a
Pedro de fixar a parada e interromper o jogo segundo a sua conveni�ncia
revela-se como que exorbitante e injusto quando aplicado nas condi��es onde
interv�m virtualmente o infinito, isto �, quando o n�mero m�ximo de partidas
n�o � prefixado ou, o que d� no mesmo, quando a cifra m�xima da parada n�o �
determinada. Esta introdu��o do infinito virtual basta para tornar injusto um
jogo eq�itativo.


Tenham todos um �timo feriado!



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