O meu ponto é o seguinte Bruno. Para que tentar ensinar uma criança da 8a série fazer o mesmo que a calculadora faz? Quem garante que ele vai se tornar um programador de calculadoras? Como vc mesmo disse temos que fazer com que as crianças entendam o espírito da coisa. Acho bem mais proveitoso o professor discutir o que é um número real ao invés de querer que as crianças saiam boas de conta. Eu me refiro a começar discutindo o que é um número naural a partir dos axiomas de Peano. Discutindo se os conceitos que nós temos de número fazem sentido ou não. Progredindo para os números racionais. Mostrando para os alunos que número não é um simbolo ou uma ferramenta de fazer contas e sim uma idéia ao mesmo tempo intuitiva e sofisticada que se comporta de maneira muito interessante e que nos lembra a coisas bem familiares.
Enfim, saber o que a calculadora faz é importante. Mas tem coisas muito mais importantes que saber racionalizar um número. O que esperamos que a criança aprenda sabendo ela transformar uma fração com raíz no denominador em uma fração com raíz no numerador? Queremos que ela aprenda que ela é mais lenta que a calculadora em fazer cálculos ou que ela tenha consciencia de que o que o cérebro dela faz nenhum computador faz? On 2/19/08, Bruno França dos Reis <[EMAIL PROTECTED]> wrote: > > Julio, concordo que com o uso de calculadoras e computadores o quadro é > muito diferente. Porem acho importante formar o senso critico das pessoas. E > com um passo tão simples, que pode até mesmo ser feito mentalmente em muitos > casos, o aluno pode julgar e interpretar o seu resultado antes mesmo do seu > colega do lado terminar de abrir o zipper da mochila pra pegar a > calculadora. > > Alem disso, é importante conhecer o funcionamento daquilo que a > calculadora ou o computador faz, para nao nos tornarmos escravos da > tecnologia e acreditarmos em barbaridades que programas podem nos dizer. Não > é raro vc achar um programa que solta uma resposta completamente absurda > para um dado calculo, devido a limites da manipulacao de dados na memoria do > computador que não foram previstos pelo programador (e não é raro > programadores não tomarem o devido cuidado...) > > Abraço > Bruno > > On 19/02/2008, Julio Cesar Conegundes da Silva <[EMAIL PROTECTED]> > wrote: > > > > Pelo que eu sei, a muitos anos atrás era menos trabalhoso calcular o > > valor dígito à dígito de uma fração onde havia radicando só no numerador do > > que uma fração com radicando só no numerador. Hoje em dia com calculadoras e > > computadores as pesoas nem se lembram mais disso. > > > > Na minha opinião acho que seria mais interessante mostrar, por exemplo, > > que raiz de dois não é racional (e convencer os alunos que matemática não é > > uma coisa arbitrária ou inventada a esmo) do que ficar ensinando fazer > > várias contas que o coitado do aluno trabalha, trabalha, trabalha e depois > > se esquece um passso tem que estudar denovo. > > > > On 2/19/08, vitoriogauss <[EMAIL PROTECTED]> wrote: > > > > > > Olá colegas, > > > > > > Estou ensinando radiciação na 8ª. > > > > > > Vou entrar em racionalização de denominadores, porém no site do > > > BIGODE, o mesmo diz que racionalização só é importante para a "prova de > > > radiciação".. . > > > > > > Ou seja, não é interessante ensinar racionalização, pois não há > > > mudança no resultado. > > > > > > Eu não concordo, particulamente, porque a matemática não é feita de > > > coisas sem uso, digamos assim. Deve existir uma aplicabilidade. > > > > > > > > > > > -- > > Julio Cesar Conegundes da Silva > > > > > -- > Bruno FRANÇA DOS REIS > > msn: [EMAIL PROTECTED] > skype: brunoreis666 > tel: +33 (0)6 28 43 42 16 > > e^(pi*i)+1=0 > -- Julio Cesar Conegundes da Silva

