Inspirada na Lei de Talião a estratégia "Olho por Olho" foi comprovada 
cientificamente por Robert Axelrod, como sendo a mais eficaz estratégia nos 
jogos humanos, chegando ao ponto de subestimar o "equilibrio de Nash" 
especialmente nos casos de "jogos reiterativos". Quanto ao problema do 
comprador e vendedor que discutem um contrato em que o preço de cada ítem e a 
quantidade a ser negociada estão ainda por determinar...É claro que resulta em 
vantagem para ambos os jogadores entrar em acordo e, de alguma forma, partilhar 
o lucro potencial de $10. A par disso, se eles vão partilhar o lucro igualmente 
e pretendem conseguir um resultado "justo", o preço de venda deve ser fixado em 
$7. O atacadista, contudo, pode ter em vista algo melhor do que resultado 
justo. Se ele fixar o preço em $8 e não em $7, continuará a ser do melhor 
interesse do varejista comprar ambos os ítens, embora venha venha a conseguir 
um lucro de apenas $3 e não de $5. (Se ele comprar apenas um ítem, seu lucro 
será de $2 e se nada comprar, nada lucrará). O mecanismo de negociação que dá 
ao atacadista o primeiro movimento, permite-lhe exercer pressão sobre o 
varejista e disso retirar vantagem. É certo que o varejista não precisa agir 
mecanicamente em seu "interesse próprio", permitindo ver-se explorado. Acresce 
que num jogo de pura negociação, em que comprador e vendedor discutem 
livremente e simultaneamente acerca de quantidade e preço, os jogadores nem 
sempre chegarão a fixar $7 como preço de venda. Fatores devidos à personalidade 
dos participantes podem afetar o preço de uma ou de outra forma. Embora as 
consequências de exigir que o atacadista faça o primeiro movimento não possam 
ser previstas com precisão, o efeito geral é, contudo - e claramente - o de 
emprestar a esse atacadista prioridade.
 
Alice e Beto vão a um restaurante concordando de antemão em dividir a conta. Em 
consequência, o custo para Beto de pedir uma sobremesa de $10 é apenas $5 
(Alice paga a outra metade). Similarmente, o custo para Alice de pedi-la é 
apenas $5. Cada um avalia a sobremesa em $6. Se a adquirissem juntos e 
conversassem cooperativamente sobre isto, nenhum deles iria pedir a sobremesa. 
Mas ambos são muito gentis! Assim Alice e Beto enfrentam a seguinte matriz de 
payoffs. Por exemplo, quando Alice não pede sobremesa, mas Beto o faz, ela está 
pior em $5 (a parte dela do custo de Beto) e Beto está melhor em $1 líquido ( 
$6 do valor da sobremesa menos $5 dos custo). Se ambos se valerem da estratégia 
maximin, quem pedirá sobremesa e por que?
 
Nota: Vale salientar que este problema pertence ao e-mail anterior. Já o 
problema do cartel formado por duas firmas faz parte da estratégia "pagar na 
mesma moeda". 
 
 
Abraços e desculpem o engano!
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