Oi, Leandro e Albert

Acompanho de longe a ótima discussão e gostaria apenas de complementar o último parágrafo do Leandro:
"...e principalmente no caso de Einstein, cientista que sempre foi muito honesto em relação aos próprios trabalhos..."
colocando como pé de página um "talvez nem tanto Leandro, nem tanto..."

Não sei o que de verdade existe (ninguém sabe) mas há muitos anos (porque tenho muitos anos :-) ) leio o pouco que existe sobre Mileva, a ex-primeira mulher do Einstein...

Só para entretê-lo (há milhares de páginas sobre o assunto), veja em
http://www.pbs.org/opb/einsteinswife/   ou
http://home.comcast.net/~xtxinc/mileva.htm

Abraços,
Nehab


[email protected] escreveu:
Meu Caro Albert!

Se você continuar a tecer elogios como estes publicamente, vou acabar me apaixonando!
Aliás, por que uma nova thread, se o seu e-mail dirige-se unicamente a mim?

Vejamos...

Eu concordo totalmente com você que a TRR foi uma grande revolução no campo da física.
Permita-me, contudo, uma breve correção.

No item 2, você diz: A transformada de Galileu não é invariante em relação à transformada de Lorentz.

Não é uma transformada que é invariante em relação à outra. São as equações. A física deve ser a mesma quando
observada de referenciais equivalentes, e esta equivalência é dada pela mudança de referencial.

Acredito que você esteja se referindo à descoberta de que as equações de Maxwell não são invariantes pela
transformada de Galileu. Daí a busca por outro tipo de transformação que deixasse estas equações
invariantes, a transformada de Lorentz.


O que eu não compreendo é que toda a sua resposta parece dedicada a provar que não há como eu entender
rapidamente, ou achar fácil, a TRR. Meu caro Albert, temo que você não precisava ter escrito tanto para isto.

Eu nunca disse, nem pretendo fazê-lo jamais, que a TRR seja fácil de entender. Ainda há muitos aspectos
dela que me escapam à compreensão. O que eu disse foi que, do ponto de vista matemático, o que ela usa
não é complicado. Qualquer aluno de graduação tem uma formação suficiente de álgebra linear.


O ponto que levantei, e você poderá observar que os argumentos da minha última resposta são unicamente
para defendê-lo, foi a falsidade da sua afirmação de que os matemáticos encurtam demonstrações porque
eles são vaidosos e querem criar coisas abstrusas, difíceis de entender, vendo prazer nisso.
Mais ainda, que Einstein teria sido o exemplo máximo disso.

Mencionei a referência curta do O'Neill para lhe mostrar que é possível escrever sucintamente sobre um tópico
complicado, e não para dar a entender que como são 20 páginas o assunto é fácil. Perdoe a ambiguidade.

Assim, vou concluir dizendo que continuo discordando da sua afirmação original, e principalmente no caso de
Einstein, cientista que sempre foi muito honesto em relação aos próprios trabalhos, não tenha dúvidas disto.

Um abraço,

- Leandro.

========================================================================= Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html =========================================================================

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