Olá , Um fato que todos tem que concordar , é que dificilmente alguém iria pensar em uma turma com infinitos alunos ; por isto avalio a questão imprópria para um exame de qualificação da Uerj !!!!!! .
Abraços Bob Em 19 de setembro de 2012 20:37, Athos Couto <[email protected]>escreveu: > Pelo contexto que a questão foi aplicada e também por ser a única maneira > de se resolver a questão, a análise que deve ser feita é a que se aprende > no ensino médio: > Probabilidade é igual ao número de vezes que o evento esperado ocorre, > sobre o número de elementos do conjunto universo. > Resumindo, nesse problema é como se considerássemos o número de pessoas > que fizeram a prova infinitos. > > ------------------------------ > Date: Wed, 19 Sep 2012 06:49:23 -0300 > Subject: Re: [obm-l] probabilidade > From: [email protected] > To: [email protected] > > > > Em 18 de setembro de 2012 23:00, Bernardo Freitas Paulo da Costa < > [email protected]> escreveu: > > 2012/9/18 Athos Couto <[email protected]>: > > Provinha da UERJ? > > Hehe... > > > > 20% acertaram porque sabiam. > Ok > > > 80% chutaram. Eram 4 alternativas e uma certa. 25% de chance de acertar. > Certo. > > > Portanto, 0,8*0,25 = 0,2 = 20% acertaram chutando. > Hum, não sei não... marcar uma opção ao acaso não quer dizer que vai > ser isso. Veja bem, se você lançar um dado 6 vezes, não vai sair > necessariamente uma vez cada número. Claro que quanto mais vezes você > jogar, mais as proporções de cada número vão ficar próximas de 1/6 > (lei dos grandes números) mas haverá também uma pequena oscilação > (proporcional à raiz quadrada do número de vezes que você jogar o > dado; Teorema central do limite). O que você fez vale, portanto, para > uma turma infinita (coitado do professor que corrigir as provas!). A > quantidade de alunos que acertou já é ela mesma uma variável aleatória > (Binomial, se eu não confundo os nomes), e a resposta depende (óbvio) > de cada valor possível. > > Enfim, tudo depende do contexto do problema. Se você espera que o > sujeito seja um mínimo crítico quanto à contextualização, esse tipo de > enunciado "mundo real" é uma bela desgraça porque tá querendo dizer > uma coisa ("os outros se dividem em 4 grupos de mesmo número e cada > grupo marcou uma das respostas") por uma via errada ("marcar uma opção > ao acaso entre as 4") e esperando que o sujeito "deduza" o que era > para ser compreendido a partir de uma formulação que tem um sentido > completamente diferente. Matemáticamente falando, inclusive. E isso é > imperdoável. Contexto e "mundo real" é bom, mas adivinhação por "ah, > isso é um problema de vestibular, então não pode estar querendo nada > muito complicado, então na verdade o que ele quer dizer é tal coisa" é > apenas um entrave na educação. > -- > Bernardo Freitas Paulo da Costa > > > Olá , > > É justamente este problema que surgiu com os meus colegas . Pois > fazendo com uma turma de 5 alunos e estudando os casos possíveis e > favoráveis , a resposta não batia . Com uma turma de 10 alunos , > analisando os casos possíveis e favoráveis também bate diferente a > resposta E agora ? como devemos analisar esta questão ? > > Agradeço desde já > > Bob > > ========================================================================= > Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em > http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html > ========================================================================= > > >

