Legal Bernardo!

Vc está dizendo que se f_n é uma sequência de holomorfas, uniformemente 
limitadas por um M em um compacto K, que convirja neste conjunto para uma 
função f, então a convergência é uniforme? É essa a idéia?

De fato, muito legal esta abordagem complexa. Não tinha me ocorrido. Eu fiz de 
uma forma mais elementar. Como o intervalo é compacto, |x| é limitado por um M. 
Para n > 1/M, |x/n| < 1 e, portanto, 1 + x/n> 0. Logo, as f_n tornam-se 
monotonicament crescentes no intervalo compacto. Como convergem para a 
exponencial, que é contínua, o teorema de Polya implica que a convergência seja 
uniforme.

Mas eu gostei muito dessa abordagem complexa, quero entender mais.

Abraços.

Artur Costa Steiner

Em 08/01/2013, às 19:06, Bernardo Freitas Paulo da Costa 
<[email protected]> escreveu:

> 2013/1/8 Artur Costa Steiner <[email protected]>:
>> Esse aqui me parece interessante
>> 
>> Seja (f_n) a sequência de funções dadas e R por f_n(x) = (1 + x/n)^n = 1, 2, 
>> 3 ......
>> 
>> Conforme se sabe, esta sequência converge para f(x) = e^x. Mostre que, em 
>> todo intervalo compacto, a convergência é uniforme.
> Como se diz, a demonstração mais rápida para um resultado real usa um
> caminho complexo...
> 
> 1) note que todas as funções são holomorfas
> 2) princípio do máximo nos compactos de C: max | f_n(x) - f(x) | é
> atingido no bordo, pois é uma função holomorfa. Assim, todo mundo
> "dentro" converge pelo menos tão rápido quanto o "mais lento do bordo"
> (provavelmente deve inclusive para fazer melhor, usando umas
> desigualdades inspiradas de séries de potências, eu penso em Harnack,
> mas isso não importa)
> 3) Agora, basta mostrar que, para um compacto K fixo, de bordo B, esse
> máximo tende a zero conforme n -> infinito. Na verdade, por conta das
> fórmulas de Cauchy, basta mostrar que é limitado em todo B, e daí
> segue que "em cada B' dentro de B" vai tender a zero.
> 4) Ou seja, a gente quer mostrar que f_n é limitada, independente de
> n, num compacto dado.
> (Até aqui, isso é totalmente geral, e "rápido". Aliás, a parte de ser
> "limitada" aparece em vários resultados de convergência de funções
> (sub)harmônicas )
> 5) |(1 + x/n)^n| <= (1 + |x|/n)^n <= exp(|x|)
> 
> Se essa última desigualdade é famosa, mas um pouco difícil de provar,
> qualquer outra no mesmo espírito serve. O importante é que seja
> independente de n. Para isso, a gente pode inclusive usar uma
> informação do enunciado: (1 + M/n)^n -> exp(M), e portanto para n
> suficientemente grande, isso é menor do que exp(M) + 1, por exemplo.
> 
> Uma coisa muito legal dessa demonstração é que ela "troca" a
> uniformidade em x pela uniformidade em n ;-)
> 
> Abraços,
> -- 
> Bernardo Freitas Paulo da Costa
> 
> =========================================================================
> Instruções para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
> http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
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http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
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