Uma possível prova para x negativo, caso de n par, é:

Seja f(u) = u^n - n^ u. Então, f’(u) = n u^(n - 1) - n^u ln(n) < 0 para u < 0, 
pois n  - 1 é ímpar e n > e. Logo, f é estritamente decrescente em (-oo, o). E 
como f(-1) = 1 -1/n > 0 e f(0) = 0, f tem uma raíz negativa x, que se encontra 
em (-1, 0). 

Façamos y = -x, de modo que y está em (0, 1). Como n é par, isto nos leva a que

y^n = 1/n^y (1)

Se y for racional, então y =p/q para inteiros positivos p e q. Substituindo 
acima, chegamos a que

y = 1/[n^p)^(1/nq)]

Como y é racional, o mesmo se verificar para o denominador do 2o membro da 
equação acima. E como este é da forma a^(1/b), a e inteiros positivos, então o 
denominador é inteiro. Segue-se assim que y = 1/m para algum inteiro m >= 2, 
pois y está em (0, 1).

Substitui do em (1) e fazendo alguma álgebra, chegamos a (m^m)^n = n. Mas para 
todo m >= 2 e todo n >= 2 temos que (m^m)^n >= 4^n > n, o que comprovamos 
facilmente por indução. Logo, nunca temos (m^m)^n = n, contradição que mostra 
que y é irracional.

Se y for algébrico, então y^n é algébrico. E como n é algébrico distinto de 0 e 
de 1, o Teorema de Gelfond/Schneider mostra que n^y e, portanto seu inverso, 
são transcendentes.  Assim, de (1) obtemos a contradição algébrico = 
transcendente,  a qual mostra que y e, portanto, x= -y, são transcendentes. 

Artur


Enviado do meu iPad



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 acredita-se estar livre de perigo.


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