Caru, sobre a sistematização da metodologia de trabalho colaborativo, além do que abordas no artigo, existe a necessidade de um arcabouço técnico. De modo simplista, a parte técnica que permitiu que a comunidade de software livre decolasse foi um editor de texto e o compilador gcc. O resto foi como uma avalanche.

Então, tenho insistido no arcabouço técnico para a formação de uma comunidade de hardware livre são necessárias as ferramentas equivalentes ao editor de texto e ao gcc para o design de instrumentos. Me refiro não apenas a eletrônicos, mas instrumentos científicos e educacionais  e outros equipamentos relevantes. Respectivos exemplos são o repositório de hardware livre do CERN (eletrônicos), instrumentos ópticos abertos para serem construídos em impressoras 3D (instrumentos científicos) , e o Global Village Construction set do Open Source Ecology (equipamentos relevantes para escala industrial) - ainda fortemente dependentes de ferramentas fechadas. Portanto, para o florescimento de uma cultura livre que inclua os equipamentos, são necessários padrões de dados abertos e os respectivos programas que permitam a sua utilização. Caso contrário, a ferramenta que permite o estudo e modificação do projeto se torna o gargalo para a livre circulação de conhecimento.

Da importância do empreendimento, não tenho dúvidas. O que está em aberto é o seu desenvolvimento: bazar, líder, crowdfunding, inteligência coletiva, ...  ?
Imagino que a okfn possa abraçar a causa - está fazendo um ótimo trabalho no ckan, por exemplo.

https://pt.wikiversity.org/wiki/Ferramentas_livres para quem quiser elaborar.

Abraço,
Rafael

Em 02-07-2013 03:02, Caru Schwingel escreveu:

Olá, 
obrigada pela acolhida!!

Rafael, sim, a metodologia e sistematização do processo produtivo,
acho isso fundamental para replicação. Para mim, a sedução
pelo conhecimento aberto ocorre pela lógica por detrás do 
desenvolvimento, da colaboração. 

Como modelo, considero o processo de formação da
Colivre - a cooperativa - o mais interessante que conheço 
(e tive a sorte de poder acompanhar sua formação).
Neste artigo, apresentado e publicado - em 2005 - na Bienal de 
(O Copyleft e o Desenvolvimento Colaborativo como Bases da Cultura Livre)
apresento no final algumas ideias desde o PSL-BA, onde nasceu a Colivre. 
Gosto do plano de planejamento e execução de seus projetos. 
E também a perspectiva da aplicação do Noosfero como CMS e 
Rede Social.

Estive sexta passada na Colivre conversando com Vicente Aguiar
sobre como estão modificando sua metodologia de trabalho.
Seria e será bem interessante se puderes falar com ele no FISLE. 
Estarão com um estande lá, viajam amanhã de manhã. 

Por sincronicidade, soube e vi este seu e-mail quando lá estava. 
Vicente participou de nossa reunião sobre o estatuto e combinou
com Tom de conversarem no Fisle.
Acho que tem tudo a ver sua integração na Okfn, bem como a
apropriação de modelos e sistematização de processos - metodologias.
Bora lá?

Abraço,
Caru.


Caru Schwingel / Carla Schwingel
@caru / 
~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~


Em 26 de junho de 2013 14:38, Rafael Pezzi <[email protected]> escreveu:
Oi Caru,

Saudações de boas vindas!

Também tenho interesse no que abordaste no mestrado: a lógica de desenvolvimento de software livre. Em particular, estou buscando encontrar e promover alguma forma de construção de ferramentas de software para enriquecer a infraestrutura de ciência aberta e de recursos educacionais abertos.

Coloquei no ar a página Ferramentas livres na Wikiversidade, pensando no Encontro de Ciência Aberta onde nos conhecemos. O objetivo é encontrar e viabilizar o desenvolvimento destas ferramentas, talvez até desenvolver um método para execução de projetos coletivos - que envolva desde o levantamento da demanda, formação de equipe de execução, estimativa de custos e prazo para execução, levantamento de fundos, execução e seu acompanhamento.
Tenho pensado no modelo da Coolivre.

O que achas?

https://pt.wikiversity.org/wiki/Ferramentas_livres

Abraço,
Rafael


Em 25-06-2013 16:29, Caru Schwingel escreveu:
Olá, tudo bem? 

Sou Caru e entro na lista depois de participar do evento de Ciência Aberta
na USP na outra semana e do workshop. Sexta passada conversei com Tom
sobre a atuação e perspectivas do capítulo brasileiro da OKF, e fiquei ainda 
mais interessada em participar.

Sou jornalista de formação (UFRGS), com pós-graduação no Ciberpesquisa
e GJOL da UFBA. Pós-doc no projeto de transmissão de imagens em super 
alta resolução (4K3D) por  redes telemáticas, do Lab. de Fotônica do Mackenzie
(CPqD, RNP).
Trabalhei na Procergs, de 1995 a 1998, com a produção de conteúdos para o 
provedor VIA RS e nas discussões estratégicas para a implementação da internet 
no estado. Lá, em 2000, conheci o Projeto Software Livre - RS e mudei o foco da
pesquisa do mestrado para buscar entender a lógica das equipes (em hierarquias
- empresas) e dos grupos (sem hierarquia - de forma distribuída, comunidades) de 
produção/desenvolvimento de produtos/serviços para a internet. 

Desde 2000, dou aulas em cursos de graduação e pós-graduação. E montei duas 
empresas de Comunicação e Tecnologia, uma em Porto Alegre, outra em Salvador.
Em São Paulo, faço parte do grupo que pensou, sonhou e estruturou a Casa da Cultura
Digital no ano de 2008. Em 2009, alugamos a primeira casa na Barra Funda e trabalhei 
- junto e a convite de Rodrigo Savazoni - nos produtos de proposição do Fórum da CD 
(documento de proposição do Fórum e dos cinco eixos de discussão, projeto da plataforma 
do CulturaDigital.Br, metodologia de mobilização - com o levantamento de mais de dois mil 
nomes de pesquisadores, ativistas, produtores da cultura digital no país - levantamento dos 
padrões de digitalização dos acervos, e sistematização da atuação dos oficineiros/resultados/
avanços dos projetos do governo federal  em cultura digital, especificamente o Cultura Viva, 
Gesac e da Casa Civil). Produtos para o Ministério da Cultura e Rede Nacional de Ensino
e Pesquisa.

Em Salvador, participei do PSL-BA, e prestamos serviço ao Programa Identidade
Digital - programa de inclusão digital do governo do estado. 

A escolha para ir estudar em Salvador ocorreu muito porque em 1997, 1998 era o único
curso de Comunicação no país a ter toda a produção de seus professores online, disponível,
aberta.


Com um abraço,
Caru.

Caru Schwingel 

@caru 


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Prof. Rafael P. Pezzi
Instituto de Física - UFRGS
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Fone: 51 3308 6444
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