Peter, não é a primeira vez que vejo você discorrendo sobre o assunto
sem muitas referências concretas ao que está falando.

O que mudou agora em 2015??

Do que está falando exatamente em relação a PLOS? Da notícia do blog deles:

http://blogs.plos.org/plos/2015/01/streamlined-formatting-plos-article/

De onde está tirando toda essa sua teoria por trás da mudança do
template LaTeX na PLOS?

 Isso vai levar um tempo, mas o PDF de uma coluna não só é
mais barato de produzir, como também mais barato (custo de raspagem
de dados) de comparar e demonstrar que está contido no XML.

De que custo está falando? Os artigos submetidos para a PLOS possuem
um template LaTeX bem definido. Se o template vai utilizar duas ou
uma coluna isso é indiferente na escrita do artigo. Aliás, um dos
emails seus relacionados a essa discussão você comentou da impossibilidade
do uso do LaTeX para publicações profissionais. Desculpe, mas isso é
simplesmente um profundo equívoco. Não só existe milhares de livros
publicados usando TeX/LaTeX, como não apenas a PLOS aceita as submissões
neste formato, mas Nature, Science, Evolution, PNAS, F1000 etc são algumas
das revistas que aceitam (algumas delas sendo uma necessidade) as
submissões dos artigos utilizando-os. Dê uma olhada por exemplo aqui:

https://www.overleaf.com/gallery/tagged/academic-journal

Nada contra a discussão do tema, mas apontar a mudança de um
template da PLOS como algo relacionado a XML-Publishing me parece uma
conexão um tanto quanto espúria.

Edgar

On 04/06/2015 09:46, Peter Krauss wrote:
Sinopse: dados abertos e conhecimento aberto científicos irão se
beneficiar da redução de custos e da maior proximidade entre
publicações XML, PDF e EPUB.

- - - -

Comecemos pelo exemplo: compare o PDF de dois artigos aleatórios da
revista PlosONE, um recente de 2015 outro de 2014 ou antes,
  PDF PlosONE de 2015 [1]; 
  PDF PlosONE de 2014 [2].

Surpresa?  O de 2015 está mais "feinho"!  Involução? Falha no
sistema? 

Não é falha... Explico, dentro de uma perspectiva histórica e
tentando encaixar o Brasil nesse contexto.

Em 2011 lançamos uma "profecia patriótica", de que o processo
produtivo das revistas científicas seria mais eficiente e muito mais
barato,
  http://www.datagramazero.org.br/out11/Ind_com.htm [3]
a eficiência vem sendo lentamente conquistada nas revistas
brasileiras pela iniciativa do SciELO de adotar o XML como "dual" do
PDF, desde 2013
   http://blog.scielo.org/blog/2014/04/04/xml-porque/ [4]
mas o custo não: ainda hoje a diagramação de artigos científicos
nas revistas brasileiras segue o modelo produtivo artesanal
tradicional, os retoques e revisões são impostos por uma cultura de
"fazer bonito no papel". 
A exigência dos autores e editores brasileiros em revisar a _prova
tipográfica_, e não levarem a sério e se restringirem à _revisão
do conteúdo_ antes dessa _prova_, tem um custo financeiro altíssimo.
O tal do processo XML-Publishing só vai ser significativamente mais
econômico se não houver intervenção humana nem loops de
revisão...
Essa cultura tem sido a maior barreira à profecia de 2011.

Isso não ocorre apenas no Brasil, mas em revistas onde autores e
editores mantém no subconsciente, como modelo, as suas Rolls-Royces
(ex. Nature [5])... É como um indústria de carros 1.0 querendo
imitar o design tradicional de alto luxo, a um custo de dois carros...
Injustificável para as revistas, inclusive de alto impacto, que
praticamente não publicam mais em papel.

O que mudou agora em 2015?? 

Maior revista científica do mundo, e OpenAccess [6] de maior impacto,
a PLOS ONE [7], depois de "engolir" durante anos que os autores
pagavam muito caro para estar na revista, decidiu iniciar a sua
cruzada contra a cultura irracional da revisão da prova tipográfica.
O contrato do autor com a revista é em torno do conteúdo (do XML!),
não da sua visualização no papel.

Na Web esse dilema do "PDF feinho" é também rotulado de "dilema do
_fluid_ vs _rigid_", já citado aqui na Lista pelo Andrés,

  http://clintlalonde.net/2015/05/02/are-you-analog-or-digital/ [8]

O que ocorreu na PlosONE, de qualquer forma, não foi uma decisão de
design, mas uma decisão de processo produtivo.
...

As revistas científicas ainda não podem "aposentar o PDF" pelo mesmo
motivo que os Diários Oficiais: o PDF é que tem valor de registro
oficial. Isso vai levar um tempo, mas o PDF de uma coluna não só é
mais barato de produzir, como também mais barato (custo de raspagem
de dados) de comparar e demonstrar que está contido no XML.
...
Agora o subconsciente dos autores e editores científicos brasileiros
já tem para onde olhar... Que tal iniciar uma campanha nas
universidades brasileiras?
   POR FAVOR SONHEM EM SER UMA PLOS ONE!



Links:
------
[1]
http://www.plosone.org/article/fetchObject.action?uri=info:doi/10.1371/journal.pone.0126791&representation=PDF
[2]
http://www.plosone.org/article/fetchObject.action?uri=info:doi/10.1371/journal.pone.0104033&representation=PDF
[3] http://www.datagramazero.org.br/out11/Ind_com.htm
[4] http://blog.scielo.org/blog/2014/04/04/xml-porque/
[5]
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Welcome,_Nature._Seriously_(from_PLoS)_(5405189157).jpg
[6] https://en.wikipedia.org/wiki/Open_access
[7] https://en.wikipedia.org/wiki/PLOS_ONE
[8] http://clintlalonde.net/2015/05/02/are-you-analog-or-digital/

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