Pessoal, segue aqui um breve relato das apresentações nesse tópico, apesar que quero mover um tópico sobre o assunto para nosso fórum no Discuss <https://discuss.okfn.org/c/local-groups/okbr>. Aqui estão as apresentações minha <http://pt.slideshare.net/everton137/meritocracia-dados-abertos-e-universidades-pblicas> e do Alexandre <https://pt.wikiversity.org/wiki/Utilizador:Solstag/Sistemas,_informa%C3%A7%C3%A3o_e_a_confiabilidade_do_conhecimento_cient%C3%ADfico-acad%C3%AAmico> .
Primeiro eu gostaria de agradecer ao Alexandre pela excelente apresentação e pelos diversos exemplos dado por ele. Naveguem pela apresentação dele que vão descobrir um monte de coisa nova. Estou certo que a palestra dele vai trazer mais estudantes para o grupo de trabalho em ciência aberta. Agora vou relatar minha apresentação em palavras, enquanto o vídeo não sobe no site da USP. Minha apresentação ficou dividida em 3 partes: 1) Definindo meritocracia 2) O que são dados abertos 3) A importância da universidade pública Ao definir meritocracia, eu tentei mostrar que existe a boa e a má meritocracia, enfatizando que estamos a todo instante sujeitos a processos de avaliação e que devemos fazer o máximo para atingirmos condições de igualdade num momento em que tivermos que fazer escolhas, já que muitas vezes os recursos e espaços são limitados. Para uma distinção entre uma boa e uma má meritocracia, recomendo o artigo do Donal Low, *Good Mericracy, Bad Meritocracy* <http://www.ipscommons.sg/good-meritocracy-bad-meritocracy/>, mencionando o caso de Singapura onde a meritocracia é considerada um princípio de sua governança. Sobre a limitação de recursos e espaço, mencionei os processos seletivos que todos lá estão sujeitos, a prova que filtrou seu ingresso na universidade (FUVEST), as avaliações dos professores em cada disciplina, os processos seletivos para ganharem uma bolsa de estudos ou um emprego, um concurso para um docente em uma universidade ou até mesmo a escolha de um namorado ou namorada. Mencionei inclusive o quão injusto pode ser um processo seletivo como a FUVEST (eu só vi a prova uma vez, em 1998, então não sei bem como está, mas lembro que na época considerei o processo da Unicamp muito mais adequado para avaliar as qualidades de um estudante recém formado), dizendo que, se talvez tivéssemos um processo que desse uma maior igualdade de oportunidade para todos estudantes brasileiros, talvez muitos deles não estariam lá. Citei o exemplo de um processo que criamos recentemente para a contratação de um projeto de nossa organização, que tenho recursos limitados, tempo limitado e temos que fazer uma única escolha entre dezenas de candidatos interessados. O mesmo ocorre nos concursos públicos de uma universidade pública, que talvez muitos lá não sabiam, mas a falta de transparência e medidas simples para diminuir a desigualdade de oportunidade faz com que aumente as chances de cartas marcadas e a escolha nem sempre dos melhores. Por isso quis também enfatizar a importância de avaliações dos docentes, da mesma forma que eles são e sempre serão constantemente avaliados. E sabemos que isso pouco ocorre, vide casos em que pesquisadores dessa mesma universidade cometem plágio ou pouco fazem em relação aos seus acordos contratuais, desperdiçando assim o dinheiro público proveniente de uma maioria pobre que pouco acesso tem ao espaço dos campi dessa universidade. Mencionei inclusive o absurdo que é o fato da Cidade Universitária no Butantã ter começado a fechar seus portões no começo da década de 90, com o argumento que os cidadãos estavam sujando esse campus, enquanto temos constantemente eventos para uma minoria que ocorrem quando há interesses econômicos envolvidos. Por que não abrirem os museus e auditórios para atividades científicas e culturais nos finais de semana? A USP é a contradição em si, se formos pensar na missão da universidade a partir dos pilares definidos pela nossa constituição: pesquisa, cultura e *extensão*. E foi nessa parte, a extensão, que quis avaliar também o quão injusto podem ser alguns processos de avaliação. Aqui tem um vídeo <http://iptv.usp.br/portal/video.action?idItem=546> onde falo um pouco sobre essa questão, num workshop sobre o futuro da USP quando completara seus 75 anos em 2008. Alguns questionamentos que fiz foi como estimular algumas atividades de extensão por parte de alguns docentes, focando no compartilhamento de seu conhecimento para o público leigo, a maioria que está fora dos muros do feudo do conhecimento universitário em plena sociedade da informação. Muito legal ao rever esse vídeo pois nele eu menciono que pesquisei sobre a história da USP e pouco achei, assunto que retomei recentemente por aqui <http://open-knowledge-foundation-brasil-rede-pelo-conhecimento-livre.50579.x6.nabble.com/okfn-br-Historia-livre-das-universidades-brasileiras-td5119.html>, mas nem lembrava desse esforço há 7 anos atrás. Por fim, apesar dos poucos estudantes do curso de sistema de informação, as perguntas foram muito boas. Havia apenas *um docente* e em torno de 25 estudantes. Durante essa *proposta de discussão* sobre meritocracia e a importância da universidade pública, vale mais um relato. Um dos organizadores veio me falar que alguns grupos e professores reclamaram do tema: *meritocracia*. Não me espanta. É natural no atual sistema aqueles com ojeriza a avaliações não gostarem nem mesmo de discutir o assunto. Tentei ver com esse estudantes, que está de parabéns pela organização do evento, quem reclamou, mas ele ficou um pouco constrangido em falar. Para minha tristeza, um evento tão bacana organizado por esses estudantes de sistemas de informação, tinha esse número irrisório de pessoas. Número bem pequeno em relação ao total de alunos do curso, com o número de um único professor, gostaria de repetir, simbolizando o porquê desse quadro. Minhas críticas abertas de 12 anos atrás <https://blogdotom.wordpress.com/2009/10/12/herege-peca-desculpas-ao-seu-professor/>, quando era um novo estudante de pós-graduação, continuam válidas, é o que parece. A USP ser um conjunto de escolas, não uma universidade, e essa falta de uma cultura do debate e confronto de ideias <https://blogdotom.wordpress.com/2009/05/05/ping-pong-intelectual/> é algo que, me parece, vai demorar muito tempo para mudar. Pelo menos foi gratificante as boas perguntas sobre o tema proposto e uma estudante veio falar que foi a melhor palestra do evento, além de outros dizerem que entenderam melhor o que quis dizer, apesar do receio sobre o tema, e pediram um artigo meu sobre o assunto. Mas o vídeo vai ficar registrado e teremos uma primeira apresentação dentro dessa universidade em seu sitema de vídeos <http://iptv.usp.br>. Vou tentar falar com os docentes da Escola USP responsávels pelo curso "Meritocracia e Gestão do Desempenho <http://www.usp.br/escolausp/?p=289>", dentro dessa mesma universidaade. Quem sabe não pode ajudar a estimular uma cultura meritocrática e processos de avaliação mais justos, diminuindo o número de parasitas universitários e almejando a *excelência* que todos nós que financiamos essa universidade esperamos. Everton Em 20 de agosto de 2015 07:19, Everton Zanella Alvarenga <[email protected]> escreveu: > As apresentações serão transmitidas ao vivo: > > http://iptv.usp.br/portal/transmission.action?idItem=29163 > > Em 18 de agosto de 2015 15:50, Everton Zanella Alvarenga <[email protected]> > escreveu: > >> Caros, >> >> confirmando, nessa quinta-feira teremos duas apresentações da Open >> Knowledge Brasil na USP Leste. A saber: >> >> 10h-11h: >> *Meritocracia, Dados Abertos e Universidades Públicas* >> Resumo: Vamos discutir a importância da publicação de dados pelas >> universidades públicas brasileiras alinhada com a lei de acesso à >> informação, sancionada no final de 2011. E levantaremos exemplos onde dados >> e informaçoes públicos produzidos pela universidade podem fomentar uma >> discussão sobre a formação de uma cultura meritocrática na universidade. >> Palestrante: Everton Zanella Alvarenga <http://br.okfn.org/time/#tom> >> >> Subsídios para a palestra: >> >> - Equality of Opportunity >> <http://plato.stanford.edu/entries/equal-opportunity/>, enciclopédia >> de Stanford de Filosofia >> - Relatórios e contas anuais da Open Knowledge Brasil >> <http://br.okfn.org/relatorios-e-contas-anuais/> >> - Relatório e contas anuais da USP >> >> >> 11h-12: >> >> *Sistemas, informação e a confiabilidade do conhecimento >> científico-acadêmico* >> Resumo: Vamos falar sobre como a gestão e processamento de informações >> científicas é chave para salvar vidas e permitir novos modos de descoberta. >> Palestrante: Alexandre Hannud Abdo <http://br.okfn.org/conselhos/#abdo> >> >> Divulguem. Todos estão gentilmente convidados a participar. >> >> Everton >> Open Knowledge Brasil - Rede pelo Conhecimento Livre >> > >
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