Prezada K�tia,

A crian�a se enquadra naquele grupo de perda neurossensorial sem causa
definida.
Se n�o h� na hist�ria nenhuma causa prov�vel, � importante que voce descarte
uma surdez auto-imune (por ser progressiva). Uma surdez de origem gen�tica
tamb�m pode ser descartada atrav�s de exames que identificam altera��es de
algum gen conhecido como causador de DNS.
Existem locais que estes exames podem ser realizados.
Se a surdez for est�vel e a paciente est� sem problemas sociais e
educacionais n�o h� o que fazer no momento. Se for progressiva e auto imune
pode ser tentado tratamento auto imune al�m � claro de adapta��o de protese.

abra�os

Ricardo Bento
FMUSP

-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Sexta-feira, Mar�o 31, 2000 08:30
Assunto: [otorri.] Perda neurossensorial em crian�as


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Gostaria de saber,se algum colega disp�e de material sobre perda
neurossensorial em crian�as.Estou com um caso interessante-T.W 8 anos sexo
feminino.
A paciente realizou audiometria h� 3 meses atr�s,onde observou-se uma perda-
neurossensorial bilateral em"U". N�o h� hist�rico de infec��es de ouvidos,
ou de garganta e ou pnemonias,onde poderiam ter-se utilizados de ATB.
Repeti o exame audiom�trico,onde permanece curva tipo "U "bilateral de
grau moderado � severo por�m com discrimina��o de 86%,fiz exame timpano-
m�trico com curva tipo "A".J� realizado TC de condutos auditivos internos,
onde constatou-se normalidade.Ao exame ORL;
Otoscopia:leve hiperemia de membrana � esquerda, O.D:normal.
Oroscopia:normal
N�o h� linfonodos presentes,nem outra altera��o.
N�o h� hist�rico familiar,nem problemas gestacionais,incluindo
prematuridade.
A paciente n�o fala alto,nem tem problemas escolares,o exame foi realizado
por curiosidade da m�e.
Atualmente a m�e encontra-se bastante ansiosa,existe mais alguma coisa a
ser realizada? Sugeri um mapeamento gen�tico,por�m � vi�vel???
Quais as prov�veis causas? Caso algu�m tenha experi�ncia,por favor entre
em contato,ou algum artigo sobre o assunto.

                     Grata pela aten��o,



                                 Katia Caldeira-Foz do Igua��.





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