Caro Prof. Salaverry
 
        Recebi suas duas mensagens. Mais uma vez obrigado pelas orientações. 
 
 
Um abraço,
 
Jorge Pierre.
-----Mensagem original-----
De: Marcial Armando Salaverry <[EMAIL PROTECTED]>
Para: Grupo de Discussão da USP <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Sábado, 1 de Abril de 2000 23:27
Assunto: [otorri.] [otorrino] Re: Paralisia facial traumática

Prezado Pierre Jorge
 
Já mandei meu parecer hä alguns dias mas creio não ter sido recebido por não constar na caixa de entrada. Você está com um caso de paralisia facial imediata após fratura de crânio.
Ao que me parece ela tem uma fratura cominutiva na altura do gânglio geniculado. Trata-se
de um caso de uma lesão em continuidade do tronco do facial. Ela vai ficar com sequelas na
fronte onde só existe fibrilação e também sequelas na hemiface, pois não é possível saber
quanto de comprometimento existe dentro do tronco do facial. Se ela obtar por não operar 
vai ficar com sequelas. Se for feita uma cirurgia de descompressão também vai ficar com
sequelas. Os cirurgiões de nervos periféricos dizem que se trata do problema de what to do
when no caso de operar ou não e se positivo when to do what  que tipo de cirurgia descompressão ou ressecção ? E até onde ?  Na década de 60 fiz muitas descompressões
e os resultados não foram bons. Passei a fazer cirurgias mais radicais e tive os melhores
resultados. É a dificuldade de saber o que fazer diante de um nervo traumatizado mas com a continuidade preservada. Os melhores resultados eu passei a obtê-los com ressecção, no seu
caso fazer uma transatical e ressecar o gânglio geniculado inserindo um enxerto.
Quando eu dei meu parecer inicial  de bom prognóstico em AICO 0-20 é um critério que tem sido para mim válido em todas as paralisias quando se parte da premissa que o nervo está 
íntegro o que não se aplica nas paralisias traumáticas imediatas.    
Um abraço do colega M.Salaverry 

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