-----Mensagem original-----
De:
Marcial Armando Salaverry <[EMAIL PROTECTED]>
Para:
Grupo de Discussão da USP <[EMAIL PROTECTED]>
Data:
Sábado, 1 de Abril de 2000 23:27
Assunto: [otorri.]
[otorrino] Re: Paralisia facial traumática
Prezado Pierre Jorge
Já mandei meu parecer hä alguns dias
mas creio não ter sido recebido por não constar na caixa de
entrada. Você está com um caso de paralisia facial imediata
após fratura de crânio.
Ao que me parece ela tem uma fratura cominutiva na
altura do gânglio geniculado. Trata-se
de um caso de uma lesão em continuidade do
tronco do facial. Ela vai ficar com sequelas na
fronte onde só existe
fibrilação e também sequelas na hemiface, pois
não é possível saber
quanto de comprometimento existe dentro do tronco
do facial. Se ela obtar por não operar
vai ficar com sequelas. Se for feita uma cirurgia
de descompressão também vai ficar com
sequelas. Os cirurgiões de nervos
periféricos dizem que se trata do problema de what to
do
when no caso de operar ou não
e se positivo when to do what que tipo de cirurgia
descompressão ou ressecção ? E até onde
? Na década de 60 fiz muitas
descompressões
e os resultados não foram bons. Passei a
fazer cirurgias mais radicais e tive os melhores
resultados. É a dificuldade de saber o que
fazer diante de um nervo traumatizado mas com a continuidade preservada. Os
melhores resultados eu passei a obtê-los com ressecção,
no seu
caso fazer uma transatical e ressecar
o gânglio geniculado inserindo um enxerto.
Quando eu dei meu parecer inicial de
bom prognóstico em AICO 0-20 é um critério que tem sido
para mim válido em todas as paralisias quando se parte da
premissa que o nervo está
íntegro o que não se aplica nas
paralisias traumáticas
imediatas.
Um abraço do colega M.Salaverry