Prezado Cabral,
 
A disfonia espástica, mais comumente chamada de disfonia espasmódica, ou, no Brasil, de Distonia laríngea tem como tratamento standart a injeção de toxina botulínica nos grupos musculares afetados.
 
Em sua maioria (85-90%), a disfonia espasmódica é do tipo adutora, quando a injeção deve ser realizada no músculo tireo-aritenóide. Existe controvérsia da dosagem. Minha conduta é 2,5 U em ambos TAs. Alguns autores utilizam doses maiores, unilateralmente. Os efeitos colaterais são soprosidade persistente, engasgos e aspiração. Os sintomas retornam tipicamente entre 3 e 6 meses, devendo nova injeção ser realizada.
 
A injeção é realizada, transcutânea, sob guia de eletromiografia ou endoscópica (consultório).
 
Para os casos de abdutora, injeta-se no crico-aritenóideo posterior - tecnicamente mais difícil.
 
A toxina botulínica tem como nome comercial - BOTOX - e é comercializado pela Allergan. O problema é o custo - cerca de 400 reais um frasco com 100 unidades.
 
O tratamento fonoterápico não apresenta resultados satisfatórios e o tratamento cirúrgico - avulsão de nervo recorrente ou miectomia do TA são opções.
 
Espero ter ajudado,
 
Um abraço,
 
Geraldo D. Sant'Anna
 
Geraldo Druck Sant'Anna, MD
Disciplina de Otorrinolaringologia  - FFFCMPA / Santa Casa
Porto Alegre, RS BRASIL
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-----Original Message-----
From: José Cabral <[EMAIL PROTECTED]>
To: Grupo de Discussão - Otorrino <[EMAIL PROTECTED]>
Date: Quinta-feira, 13 de Abril de 2000 14:27
Subject: [otorri.] Dsifonia espástica.

Gostaria de saber da experiência do Grupo em "Disfonia espástica", novas condutas etc....
 
    Atenciosamente
 
           ------  José Cabral  -------
                   UFRN/CJC
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