Caros colegas,
Desde que comecei a observar as discuss�es deste grupo, n�o pude parar de
abrir os e-mails e me surpreender com a quantidade de informa��o. O que
venho notando � que a informa��o contamina o nosso espir�to ativo, e
praticamente se torna imposs�vel calar para quest�es do nosso pr�prio
interesse. Ap�s o primeiro texto que li do Marcos Sarvat com enfoque a nossa
realidade profissional, fiquei feliz pois percebi que existem pessoas s�rias
bem posicionadas preocupadas em defender um ideal profissional digno.
Hoje estou vendo mais discuss�es sobre a dignidade profissional. Acho que se
quizermos mudar algo, o caminho � esse! Discutir, discutir e discutir! Para
tornarmos esse assunto, que para muitos � chato e ut�pico, um assunto
interessante e real. Temos todos os motivos para erguer essa bandeira que
muitos est�o sustentando abaixo de cr�ticas e �ncompreens�es. � nosso dever
o trabalho de preservar a dignidade da nossa profiss�o, assim devemos no
m�nimo discutir o assunto no nosso ambiente de trabalho para ajudar a
divulga��o da informa��o.
Um fraterno abra�o a todos,
Luiz Cantoni ...

-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Cc: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Quarta-feira, 12 de Julho de 2000 00:43
Assunto: [otorri.] Honor�rio e dignidade profissional


Tocantes as palavras do colega Jos� Cabral. Permitam-me a seguinte
reflex�o:
Temos que nos valorizar como profissionais, que nos dedicamos, nos
especializamos e procuramos utilizar os conhecimentos adquiridos para
oferecer o melhor ao nosso paciente. Claro que vivemos disparates
financeiros relacionados aos honor�rios pagos pelos conv�nios e
"administradoras de sa�de" (e outros encontrados na nossa pr�pria tabela),
com valores que n�o representam a responsabilidade que o m�dico precisa
assumir diante da sociedade ao executar certos atos e procedimentos . N�o
devemos nem podemos "escolher" entre ganhar consultas de X CHs ou cirurgias
de Y CHs, mesmo porque n�o se deve agregar valor financeiro ao dever �tico.
A conduta m�dica deve ser de acordo com a necessidade do paciente (muitas
vezes do pequeno paciente, que ter� todas as consequ�ncias nocivas � sua
sa�de, desenvolvimento f�sico e intelectual, caso seu m�dico n�o execute uma
adenoidectomia, por exemplo, por achar-se mal remunerado). Deve-se lutar,
ent�o, pela valoriza��o profissional, remunera��o digna e principalmente:
Respeito.
Precisamos passar por uma reestrutura��o pol�tica muito grande, no sentido
de fortalecer a classe, impedindo a carteliza��o da sa�de pelas empresas
nacionais e transnacionais, verdadeiros intermedi�rios  (na acep��o mais
pejorativa do termo), que ora agem visando apenas o lucro e "domina��o de
mercado", sob prejuizo direto dos dois pilares principais que as sustentam:
o m�dico e o paciente, que v� burlados seus direitos, sob a forma de
contratos de ades�o abusivos em suas cl�usulas leoninas, entre outras formas
de desrespeito � vida, � s�ude e � fun��o social que essas empresas se
prop�em a realizar. As diversas sociedades m�dicas devem se reunir no
sentido de uma coes�o, a fim de salvaguardar os alicerces da medicina. Uma
boa id�ia, acredito ter lido aqui, seria uma Ordem dos M�dicos do Brasil,
como a dos advogados, englobando AMB, CFM e suas afiliadas. Cria��o de uma
empresa de administra��o de sa�de, sob os cuidados dessa organiza��o, onde
todos os m�dicos seriam "credenciados". Esta medida nos tornaria fortes o
suficiente para combater as atrocidades cometidas pelos que v�em a medicina
�nica e exclusivamente como fonte de lucro, a qualquer custo. Chega de
glosas, liminares para conseguir liberar cirurgias e internamentos, entraves
e quest�es judiciais.
Fa�o essa reflex�o, qui�� vision�ria, pois sou jovem m�dico, com menos de 06
anos de formado, exatamente no meio do meu curso de especializa��o,
procurando aprimoramento profissional, para exercer a medicina com
compet�ncia, responsabilidade e respeito pelo meu paciente e sua sa�de.
Espero acreditar em dias melhores, com reconhecimento, valoriza��o
profissional e honor�rio justo.

Silvio Caetano Almeida Alves Dias
Feira de Santana - Bahia.
-----Mensagem original-----
De: Jos� Cabral <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Ter�a-feira, 11 de Julho de 2000 22:43
Assunto: Re: [otorri.] TABELA AMB


Em nome da �tica profissional respondo-lhe caro colega, que o caminho para
"ganhar mais" como m�dico, n�o � abandonar o paciente � propria sorte com
suas doen�as que "n�s m�dicos" temos o poder de tratar, fugindo da nossa
responsabilidade. O caminho est� sendo dado pelo Marcos Salvat atrav�s da
sua luta por melhores condi��es de remunera��o e trabalho. Procure ler os
E-Mails d�le.
   Respondo-lhe que, como m�dico crist�o, eu VOU SIM OPERAR POR 200 OU
300CH, apesar de n�o precisar mais disto!
    Desculpe a sinceridade, mas, este forum � exatamente para isto.
    Um grande abra�o.
    Jos� Cabral  ..........    [EMAIL PROTECTED]

----- Original Message -----
From: CASSIO SCOMAZZON
To: [EMAIL PROTECTED]
Sent: Tuesday, July 11, 2000 4:00 PM
Subject: Re: [otorri.] TABELA AMB


       Quem ainda se arrisca a ir ao Hospital , perder consultas de 100 ch
no consult�rio , correr os riscos conhecidos etc. para fazer uma
adenoidectomia por 200-300 ch ??????????????
----- Original Message -----
From: Natanael
To: [EMAIL PROTECTED]
Sent: Tuesday, July 11, 2000 2:49 PM
Subject: Re: [otorri.] TABELA AMB


            Sugest�o para inclus�o na Tabela AMB

            * Drenagem de abscesso cervical na ORL (Angina de Ludwig) sob
anestesia geral.

            Natanael
----- Original Message -----
From: Casimiro
To: [EMAIL PROTECTED]
Sent: Saturday, July 08, 2000 3:07 PM
Subject: [otorri.] TABELA AMB


GOSTARIA DE RECEBER COMENT�RIOS E SUGEST�ES PARA A REFORMULA��O DA TABELA DA

AMB, ( VALORES , INCLUS�O OU REMO��O DE PROCEDIMENTOS) VISTO QUE TEREMOS
REUNI�ES A ESTE RESPEITO EM BREVE  JUNTO A SOCIEDADE BRASILEIRA DE
OTORRINO.

CASIMIRO - RJ

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