Prezados colegas:
 
Mais do que plano ou fono
me assusta um homo
(apenas licen�a de rima)
que n�o entenda uma poesia
que claro dizia
n�o me bata,
apenas debata
logo e de fato
com o outro candidato!
 
Agora em prosa nada prosa, com vergonha da falta de vergonha (nunca vi nojo de poesia!):
 
Bem, entendo que debate pol�tico n�o deva incluir agress�es, sejam � minha capenga poesia ou � intelig�ncia dos colegas, com acusa��es de censura (!) e sofismas do tipo "nem s� de poesia vive o homem ou o m�dico", quando sabemos que nem s� de nada vive o m�dico, seja s� da Medicina, s� da Universidade, s� da fam�lia, ou seja l� do qu� f�r...
 
Mas como mero encarregado de defender otorrinos, n�o aprendi, confesso, a me defender deles, seja no Rio ou no Brasil como um todo (e j� vi cada coisa!). O que devo dizer � que se a campanha de um ou mais candidatos ir� se basear em temas de Defesa Profissional, isto muito me honra, pois sempre considerei que este assunto afetava muito o dia-a-dia dos colegas, mas este di�logo de alto n�vel que vejo surgir aqui deve dar-se, na minha opini�o de s�cio da SBORL, entre os candidatos, pois estranho muito a estrat�gia non sense de atacar quem mais lhe defendeu, mais do que qualquer outra Sociedade de Especialidade (anestesia � parte) conseguiu fazer at� hoje. 
 
A situa��o est� ruim? Sim, ainda est�, mas estaria muito pior se n�o tiv�ssemos agido intensamente em muitos momentos cruciais, seja com pedras ou palavras, contra planos (managed care, seguradoras, cooperativas, por ex.) ou outras �reas, (sejam cir pl�sticos, cab e pesco�o, maxilo-faciais ou fonos, por ex). E saibam, estamos hoje com excelentes perspectivas, que ir�o depender em muito do F�rum de Natal e da pr�xima Diretoria para deslanchar. Vale uma compara��o para pensarmos: se o ensino est� ruim ou p�ssimo, ser� por culpa dos professores de ORL? Ou ser� que justamente n�o est� pior por causa deles? Ser� que nossa resposta deveria depender do lado que estivermos num momento eleitoral? 
 
Colegas, todos j� vimos muita pol�tica ruim destruindo boas Pol�ticas que j� surgiram neste Pa�s, e para que tudo fique bem �s claras, sem jogos de palavras ao vento da Internet, sugiro que seja realizado um debate aberto entre os candidatos, na Assembl�ia de Natal - seria muito democr�tico e mais elegante - afinal, somos colegas e, a rigor, temos (ou devemos ter) os mesmos objetivos.
 
Abra�os a todos
Marcos Sarvat
Diretor de Defesa Profissional da SBORL
 
Sent: Thursday, September 07, 2000 10:50 PM
Subject: [otorri.] Re: [otorri.] Justi�a e Independ�ncia

Prezados Colegas,
 
 
Gostei muito da poesia do Marcos Sarvat, pena que n�o s� de poesia vive o m�dico e o que estamos vendo ultimamente � que poesia n�o est� sendo eficaz na defesa profissional, basta ver que a remunera��o dos planos de sa�de s� est�o piorando e nossa especialidade tem sido mais e mais invadida por fonoaudi�logos, dentistas etc...
 
O Marcos confunde ainda a Sociedade de Laringologia e Voz com a SBORL, uma vez que a primeira tem s�cios fonos, cantores etc... A SBORL � FILIADA � AMB, uma associa��o M�DICA, para defender os interesses dos M�DICOS.
 
Me admiro tamb�m o Marcos n�o ter lido direito a proposta da modifica��o estatut�ria da Diretoria atual da SBORL, se os colegas abrirem o anexo o qual escaneei da minuta estatut�ria publicada no INFORMATIVO SBORL e que ser� votada em NATAL. Atentem, por favor ao artigo 11o. "A SBORL poder� receber como Membro Correspondente, pessoa f�sica n�o m�dica, especialista em �reas afins com a ORL, etc..."
Veremos logo logo em muitos impressos:
 
Dra. MARIA DA SILVA
Fonoaudi�loga
Membro da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia
 
A popula��o confunde em quase toda sua totalidade achando que fonoaudi�loga � m�dica (perguntem aos seus pacientes), com isso vai confundir mais ainda.
 
Pe�o tamb�m que, aproveitando a oportunidade de ter escanear a minuta dos estatutos que ser�o votados em Natal, para que os colegas e em especial o Marcos Sarvat, que leiam tamb�m o artigo 32o. (do qual sou favor�vel) no qual � vedada a reelei��o para o cargo de Presidente da SBORL e incoerentemente a Diretoria da qual ele faz parte est� propondo a reelei��o do atual Presidente pois o artigo s� valer� para a pr�xima gest�o.  
 
Quanto � Campanhas, meu caro Marcos, podemos falar bastante. Quando Presidente da Sociedade Brasileira de Otologia (Sociedade exclusivamente m�dica) colocamos em pr�tica 2 campanhas preventivas, a primeira em 1997 realizada por mais de 1000 colegas em todo o Brasil (Semana Nacional de Preven��o � Surdez) na qual quase 100.000 pessoas foram examinadas e submetidas � audiograma gratuito e farto material informativo foi distribu�do (5.000.000 de folhetos) dizendo o que � o m�dico ORL e o que � a Fonoaudiologia (os 2 importantes em sua �rea de atua��o, por�m com distin��o de m�dico faz diagn�stico e tratamento), al�m � claro dos problemas preventivos da audi��o.
A empresa de telemarketing VOX realizou pesquisa em todo o Brasil, conclu�ndo que 83,3% da popula��o brasileira (125 milh�es de pessoas) ouviu falar em problemas de ouvido naquela semana, seja na campanha em si ou seja nas mais de 2000 mat�rias publicadas em jornais, TV, r�dio e revistas de todo o pa�s.
 
Esta campanha foi t�o abrangedora que o Minist�rio da Educa��o procurou a Sociedade de Otologia para realizar a Campanha "Quem Ouve Bem Aprende Melhor" que faz parte do Programa Nacional da Sa�de do Escolar destinando 5.000.000 de reais para tal. 2.850.000 crian�as da primeira s�rie do ensino fundamental de escolas p�blicas de todas as cidades com popula��o acima de 50.000 habitantes, passaram por triagem nas escolas e receberam material informativo juntamente com os pais e professores, destas 263.000 que n�o passaram nos testes escolares, est�o sendo no momento sendo atendidas por uma rede de mais de 500 cl�nicas que manifestaram o interesse de participar (ap�s consulta a todos os ORLs, do mailing que t�nhamos), estas cl�nicas est�o recebendo 12 reais por crian�a atendida atrav�s de conv�nio com o Minist�rio da Sa�de, que destinou quase 4.000.000 de reais s� para o atendimento. Nas cidades que n�o tem cl�nicas credenciadas , est� havendo mutir�es. Eu mesmo pessoalmente no fim de semana passado estive em Gurupi, no Estado de Tocantins, onde junto com mais 4 colegas atendemos 600 crian�as, e posso dizer para voces que foi desde meus velhos idos de Projeto Rondon..., uma das maiores emo��es que eu senti como m�dico, pela aceita��o das crian�as e pelo envolvimento dos pais e professores, foi extremamente gratificante e inesquec�vel. A semana que vem vamos a 10 cidades do Par� e do Amazonas, com apoio do Ex�rcito Brasileiro, pois em muitas destas localidaes s� se chega de barco ou helicoptero. Muitas crian�as e pais nunca tinham ouvido falar de Otorrinolaringologista.
O Minist�rio da Sa�de j� garantiu atrav�s de conv�nio firmado o tratamento cirurgico daqueles que precisarem (em forma de mutir�es) e j� foram comprados 1500 aparelhos de audi��o.
No ano 2000 passar�o por triagem 3.250.000 crian�as (cidades acima de 40.000 habitantes).
 
A atual diretoria da SBORL, se retirou do comit� executivo desta maravilhosa campanha, por problemas menores, pessoais e mesquinhos,  pois havia no comit� executivo da Campanha pessoas que n�o agradavam os membros da Diretoria que tinham problemas pessoais no servi�o no qual trabalhavam. A SBORL tem que ser maior do que isso, n�o tem nada a ver com problemas pessoais (que existem em todo o servi�o, em toda cidade, em todo estado) ela tem que ser DE TODOS OS OTORRINOS DO BRASIL, tem que se abrir para todos, sen�o continuar� como est�, com menos da metade dos ORLs. do Brasil como s�cios.
 
Posso falar em nome dos mais de 500 colegas de todo o Brasil, que assinaram nosso plano de trabalho, que � META PRINCIPAL do GRUPO RENOVA��O- SOCIEDADE PARA TODOS a realiza��o de v�rias campanhas como forma de divulga��o de nossa especialidade e de atendimento social, campanha de Voz para professores da rede p�blica, de c�ncer bucal, de respira��o nasal etc... com mutir�es de TRATAMENTO e dizer ainda que o que mais me colocou em d�vida para decidir se aceitava esta empreitada para presid�ncia da SBORL era o fato de ter que me afastar da execu��o direta da Campanha "Quem ouve Bem Apende Melhor" por motivo de tempo, mas vamos lev�-la para a SBORL, e queremos que o envolvimento dos colegas seja cada vez maior para que nossa especialidade seja divulgada e para que ele seja mais conhecido dentro de sua pr�pia comunidade.
 
E para terminar minhas coloca��es sobre este assunto neste grupo, digo que a solicitada interven��o solicitada pelo Marcos Sarvat ao Dr. Claudio Lazarini, WEB MASTER e idealizador junto comigo deste grupo de discuss�o, nunca ser� realizada, posto que a minha gera��o lutou e sofreu nas d�cadas de 60 e 70 para conseguir a democracia e o direito livre de express�o educada, conciente e IGUAL PARA TODOS, e n�o seria agora no ano 2000 que ter�amos nossa palavra cortada. A discuss�o sobre a SBORL � de extrema import�ncia para todos os ORLs, pois h� 10 anos n�o h� 2 chapas concorrendo para a SBORL, o grupo atual est� h� 8 anos em sua dire��o, j� teve tempo suficiente para fazer in�meras boas coisas para a SBORL, o ideal � que tivesse muito mais chapas com muito mais id�ias e que todos pudessem ter mais op��es de escolha, mostraria que nossa sociedade est� viva e ativa.
 
Sempre demos, damos e sempre daremos o direito a qualquer colega de colocar suas manifesta��es neste grupo.
 
Nem s� de poesia vive o homem....
 
 
Ricardo Bento
-----Mensagem original-----
De: Marcos Sarvat <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Quinta-feira, Setembro 07, 2000 12:37
Assunto: [otorri.] Justi�a e Independ�ncia

Prezados Ricardo Bento e demais colegas:
 
Agrade�o a refer�ncia � import�ncia e �s naturais dificuldades da Defesa Profissional, que esperamos todos seja cada vez estimulada, em todos os sentidos, na SBORL, nas Regionais e, em especial � claro, pelos pr�prios otorrinolaringologistas. H� muito o que corrigir e construir, e contamos com todos os interessados para decidirmos juntos o que fazer, l� no F�rum de Natal - dia 16 de outubro.
 
Para esclarecer os colegas sobre as inten��es e a��es da Def Prof, desejo me concentar em alguns coment�rios:
 
1. Atuar em busca da Liberdade de Escolha, Credenciamento Universal, Autonomia e Dignidade em trabalho e honor�rios, al�m de ser vital ao exerc�cio �tico da Medicina, tem uma direta rela��o com a quest�o das fronteiras com outras especialidades e profiss�es, pois se for mantida a for�a de credenciamento dos planos de sa�de, eles v�o credenciar (o que j� fazem) somente os que aceitarem honor�rios mais baixos, que n�s sabemos serem as firmas de Audiologia de n�o-m�dicos. Estas sim est�o de fato amea�ando o mercado do ORL bem formado, pois � dif�cil competir com os valores t�o baixos que tais grupos aceitam. Ou seja, embora n�o pare�a, a causa da febre do paciente n�o � a fono, mas o conv�nio por tr�s da remunera��o de 90% da assist�ncia m�dica privada em nosso Pa�s. 
 
2. N�o existe proposta de mudan�a estatut�ria que pretenda incluir fonoaudi�logos como s�cios da SBORL, e, pelo contr�rio, todos devem ler a carta do presidente da SBLV no �ltimo "Vox Brasilis", distribu�do a todos os s�cios m�dicos (os mesmos 2.500 s�cios da SBORL), que esclarece perfeitamente esta quest�o.
 
3. O trabalho multidisciplinar est� mais que consagrado em "audi��o, voz, fala e linguagem". Todos n�s m�dicos otorrinolaringologistas trabalhamos as altera��es e enfermidades da �rea ORL, contando em muitas situa��es com os conhecimentos e interven��es de outros profissionais, sejam m�dicos (neuro, psiq, endocino, por ex.), ou n�o (fonoaudiol�gos, psic�logos e odont�logos, por ex.).
 
4. Em prol do melhor atendimento ao paciente, devemos construir um bom relacionamento com todas as profiss�es da �rea de sa�de, o que nos obriga a respeit�-los, prestigi�-los e critic�-los, tamb�m. Esta constru��o � dif�cil, e muitos conflitos, excessos e absurdos surgem, e podem e devem ser enfrentados e superados - � esse o nosso trabalho. E mais, a quest�o das fronteiras jamais foi esquecida, basta lerem o relat�rio da mesa do F�rum de Porto Alegre, dedicada a este tema, que vem sendo seguido nestes anos, em v�rias a��es.
 
5. A quest�o do cartaz no �nibus nunca chegou ao Depto. de Def Prof da SBORL. Apesar de sua repercuss�o restrita, concordo que deva haver um protesto da SBORL, e o conceito de qualquer mensagem ï¿½ popula��o deve sempre incluir algo como "Procure seu m�dico, etc...", como fizeram v�rias campanhas - ele deve ser o ponto de partida de qualquer avalia��o.
 
6. Atuar na popula��o para fixar o m�dico como refer�ncia inicial funciona mil vezes mais e repercute fortemente, pensando no sentido positivo. Assim foi a Campanha Nacional da Voz 1999, que relembro a todos, alcan�ou dezenas de milh�es de brasileiros, em hor�rio nobre, durante 1 semana, na VOZ de Xuxa, Patricia Pillar, Toni Garrido, Fernanda Abreu, Gabriel Pensador e Silvia Massari, e que n�o conseguiu obter o apoio de algumas universidades e do nosso minist�rio da sa�de, assolado por um economista: 
 
Informes:
a. Cada letra dos textos da Semana da Voz teve a participa��o do Dr. N�dio Steffen, coordenador nacional da Campanha,  do presidente da SBORL e de seu diretor de Def Prof.
b. N�o seria aceito pela emissora uma cita��o do tipo "procure seu otorrinolaringologista", que gostar�amos de ter feito.
c. O valor das inser��es em m�dia desta Campanha se mede em milh�es de reais.
d. A repercuss�o em termos de retorno para profissionais e servi�os de todos os envolvidos poderia ser medido tamb�m em milh�es de reais - "pacientes alertados = consult�rios cheios". 
d. A Campanha da Voz deve seu sucesso � enorme participa��o conjunta de m�dicos, fonoaudi�logos e (menor) de prof de canto de todo o pa�s. 
 
Dizia a mensagem geral, com Xuxa e Patricia Pillar:
    Tem coisas que s� a sua Voz pode transmitir
    Cuide bem dela
    Qualquer altera��o, procure logo seu m�dico
    Semana Nacional da Voz - Logotipo: Promo��o Soc Brasileiras de Otorrinolaringologia e Laringologia e Voz
    De 12 a 16 de abril
    Afine a sua sa�de
    Cuide da sua Voz
    
E mais duas outras op��es de propaganda, determinando uma hierarquia de procura do paciente - tecnicamente mais que justificada:
 
Esta para pais e crian�as, com Silvia Massari e a sua boneca "Dona Santa":
    ...� para voc� cuidar da voz do seu filho
    A rouquid�o infantil n�o � normal
    Leve seu filho ao m�dico
    Ele tamb�m poder� precisar de um fonoaudi�logo
    Se voc� n�o cuidar, ele poder� ficar assim...
    Semana Nacional da Voz - Logotipo: Promo��o Soc Brasileiras de Otorrinolaringologia e Laringologia e Voz
      De 12 a 16 de abril
    Afine a sua sa�de
    Cuide da sua Voz
 
Ou ainda esta para cantores, com Toni Garrido, Fernanda Abreu e Gabriel Pensador:
    Qualquer altera��o, procure logo seu m�dico
    Voc� poder� ser tratado por ele, por um fonoaudi�logo ou por um professor de canto
    Semana Nacional da Voz - Logotipo: Promo��o Soc Brasileiras de Otorrinolaringologia e Laringologia e Voz
      De 12 a 16 de abril
    Afine a sua sa�de
    Cuide da sua Voz
 
Como m�dicos, talvez controlemos os meios, quase nunca os resultados.
E na Defesa Profissional, temos apenas o compromisso de tentar salvar o paciente, mesmo que ele n�o se queixe oficialmente (por medo e vergonha?), e nem pare�a ï¿½s vezes querer ser salvo...
 
Abra�os a todos
E feliz Sete de Setembro!
Marcos Sarvat [EMAIL PROTECTED]
Diretor de Defesa Profissional da SBORL
 
 
    
 

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