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Caro Ricardo, s�o atitudes passivas como essa
("infelismente o mercado pressiona....., no mundo todo � tudo muito
parecido....., m�dicos ingleses e americanos est�o ganhando mal..., etc."),
e desde h� muito tempo, que t�m nos levado � situa��o em que nos
encontramos. Estamos na m�o dos consumidores de sa�de (i.e. medicina de grupo,
cooperativas, etc.). s� que n�s temos as laranjas. Vamos nos
mobilizar e mudar, para valer, essa situa��o. Chega de
comodismo.
Abra�os
Pavan
P.S. Podemos todos passar muito bem sem laranja.
Substitua por ma��, uva, etc.. Agora, ser� que o farmac�utico ou balconista da
farm�cia da esquina trata uma mastoidite, uma abascesso periamigaliano,
meningite, infarto do mioc�rdio, fratura exposta, etc. com pastilhas, aspirina,
ampicilina, etc.? Chega de abacaxi, pepino, nabo.....
----- Original Message -----
Sent: Thursday, September 21, 2000 9:46
AM
Subject: [otorri.] Re: [otorri.]
D�vida
Prezado Gustavo,
Concordo com tudo o que voce falou, a realidade � essa
mesmo.
Infelizmente este problema profissional, � uma quest�o de
mercado que trancende nossa especialidade. Temos um pa�s com concentra��o de
renda muito alta em alguns locais e faz com que todos naturalmente converjam
para estes locais. Existe um grande n�mero de m�dicos formados a cada ano,
existem m�dicos da Am�rica do Sul imigrando para o Brasil pois a situa��o em
seus pa�ses est� pior ainda ( na Argentina quase todos os m�dicos tem outros
empregos, como motorista de taxi por ex.). Ali�s no mundo inteiro est�
parecido. A m�dia dos m�dicos na Inglaterra (sistema totalmente estatizado)
ganha em torno de US$ 5000,00 que para o custo de vida local � pouco. Nos EUA
as medicinas de grupo est�o na mesma press�o que ocorre no Brasil. A
diferencia��o que voce falou � portanto muito importante, quem como voce,
montou sua carreira solidamente (titulo de especialista etc..) deve ser sem
d�vida diferenciado. Devemos � tentar promover uma melhor distribui��o de
nossa especialidade pelo Brasil e melhorar a forma��o do
otorrinolaringologista, isto trar� mais mercado e �rea de trabalho e prest�gio
entre os colegas de outras especialidades. Acho tamb�m que o caminho seria o
t�rmino dos credenciamentos e a livre escolha, mas infelizmente o mercado
pressiona e no final vale a velha lei do mercado, tem muita laranja o pre�o da
laranja abaixa, mas as laranjas de qualidade continuam vendendo bem
!!!!
abra�os
Ricardo Bento
Prezado Pedro e demais
Colegas,
Vamos considerar a real situa��o da distribui��o dos otorrinos no
Brasil: uns 300 munic�pios brasileiros com otorrinos, etc... como foi
discutido anteriormente. Pois bem, � uma pr�tica muito comum no interior do
Brasil, e n�o precisa ir muito longe (posso citar a minha cidade que �
Franca-SP), alguns colegas que fizeram um estagio n�o reconhecido, n�o
completaram a resid�ncia, ou terminaram a gradua��o e se lan�aram no
mercado de trabalho e na parede em letras garrafais colocam : OUVIDO,
NARIZ E GARGANTA, prestando atendimento em otorrinolaringologia, tomando
espa�os de quem fez tudo direitinho.. N�o s�o membros da SBORL, n�o tem
t�tulos de especialista e n�o completaram a resid�ncia. Fazem algumas
cirurgias de A+A, septo, tumorzinho, etc... e quando a coisa complica,
vaselinam e encaminham o caso para a gente ou outros colegas e n�s
seguramos a "bucha". Atendem conv�nios tanto quanto a gente, n�o
complicam para eles, pedem poucos exames e s�o adequados para aquilo
que interessa aos patr�es da medicina de grupo, barganham pre�o baixo
de consultas e e de exames de audio ( muitas vezes explorando as
fonoaudi�logas) em benef�cio pessoal excluindo a concorr�ncia do plano de
sa�de e concordando com pre�os mais baixos da consulta e procedimentos,
etc...
N�o
discuto o direito deste colega em exercer a medicina no que bem
entende, mas concorrem com a gente corpo a corpo, se adequam ao "sistema" e
na hora do vamos ver o paciente quer resolver sua otite, amigdalite e,
muitas vezes nem sabe o nome do m�dico que o conv�nio encaminhou e
emitiu a guia.
A realidade do interior, mesmo em cidades maiores como a nossa �
dif�cil. Em cidades grandes ou em capitais a realidade profissional � outra.
Ent�o o que fazer para proteger o colega que fez residencia, tem o t�tulo
de especialista, � membro da SBORL em dia com suas anuidades. Eu lhes
pergunto, ser� mesmo que idealmente ocorrer� o credenciamento universal ???
Eu acho que na minha cidade isto nunca ocorrer�... seria �timo, mercado de
trabalho livre, f�rum de discuss�o, o ideal... mas colegas, o buraco � mais
embaixo. Enquando o CRM permitir o livre exerc�cio de
especialidades, sem crit�rios, sem provas de t�tulos e reexames peri�dicos,
todos e quaisquer um poder�o fazer o que bem entende. Os conv�nios contratam
quem bem lhes conv�m, pagam oque querem e para cada um que sai tem dois para
entrar no lugar.
Uma outra situa��o que reflete a realidade de como se exerce a
medicina no interior do Brasil � a necessidade do colega ser cotista de um
hospital que detem um conv�nio para trabalhar. Cobra-se de US$ 40.000 a US$
80.000 para ser membro daquele hospital e por conseguinte ter acesso aqueles
doentes conveniados e, n�o � s� em institui��es particulares, a Unimed de
Franca pediu R$ 50.000 para que o colega pudesse entrar para a
cooperativa, internar e operar no hospital da cooperativa e na Santa Casa,
que � p�blica.
Que reservassa de mercado !!!! Pr� trabalhar ou � rico ou bem
nascido !!! Coitado daquele como eu que quando come�ou n�o tinha nem onde
cair morto.. Reserva de mercado para quem pode
mais... Este
� o mundo verdadeiro, real e selvagem da medicina, aqui e
agora. Acho
que a SBORL est� no caminho certo, o Dep. Defesa Profissional, na pessoa do
Marcos e de outros tantos � excelente, o Ricardo teamb�m tem boas ideias,
mas... Os
planos de defesa e avan�os devem ser planejados e executados a curto m�dio e
longo prazo. Qual a for�a juridica da SBORL como sociedade para impedir o
inadequado exerc�cio da ORL??? quanto tempo voces acham que vai demorar para
se efetivarem as mudan�as?? E aqui no interior paulista, em Macap� ou
Xanxer�???
Achei mesmo interessante o selo, podem at� achar papagaiada mas,
sinceramente, tenho orgulho de ser membro da SBORL, da SBCCP, ter seus
T�tulos de Especialista e fix�-los na parede, foi dif�cil para mim, para meu
colega l� em Boa Vista ou Macap� ou mesmo em Passo Fundo e para tantos
outros chegarmos l�. Por que n�o valorizarmos o que j� � nosso, est�
em nossas m�o e n�o custar� tanto
??? Um grande
abra�o a todos e...desculpem-nos o
desabafo.
Gustavo.
At 19:12 19/09/00 -0300, you wrote:
Confesso que gostaria de
entender a senten�a: Hoje em dia
qualquer um coloca na tabuleta : > "OUVIDO , NARIZ E GARGANTA" e
sai por a� fazendo amigdalectomia" escrita por
alguem do grupo. alguem poderia me ajudar nessa tarefa?
Obrigado
pedro
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