|
...Acredito, por�m, que, �s
vezes, ocorre a contra-m�o ao seu pensamento, Hetan. Isto �, de vez em quando �
a sociedade que � influenciada (e, at�, transformada) pelo
Direito.
No mais, achei excelente a sua resposta, Hetan! A prop�sito,
sua derradeira conclus�o, em alus�o ao art. 1� da Carta Magna, foi bem
ilustrativa da real situa��o pela qual passamos. Sua distin��o entre
"Estado Democr�tico de Direito" e o "Estado de Direito
Democr�tico" foi reconhecidamente muito boa!
Sem maiores
coment�rios,
Um abra�o!
Guilherme da
Rocha Ramos
----- Original Message -----
Sent: segunda-feira, 12 de junho de 2000
20:55
Subject: [penal] RES: Drogas e o Estado
brasileiro
Ilustre
Listeiros
Tenho que o essencial
� combater o poder econ�mico dos narcotraficantes e n�o somente colocar
"peixes menores na cadeia". Leis draconianas somente aumenta a penas destes, e
os "grand�es" continuam a corromper a nossa sociedade e institui��es p�blicas
e seus agentes.
Precisamos tamb�m
tratar qualquer depend�ncia como uma s�ria quest�o de sa�de
publica.
O Estado assumindo
esta responsabilidade ataca diretamente este poder econ�mico. O
dependente n�o atendendo as recomenda��es do tratamento, respondem
penalmente.
�queles que traficam
drogas il�citas n�o ter�o em nada sua responsabilidade penal
diminu�da.
Vejo na Hist�ria
que o Direito n�o modifica a sociedade. Os pa�ses sovi�ticos
viveram no cedro de uma ideologia , instrumentalizada pelo Direito
Oficial do Estado Comunista.
Acabou a domina��o,
inclusive atrav�s do Direito, a sociedade atropelou os
Pol�ticos Juristas
oficiais.
Outro exemplo.
O Direito na Inform�tica esta sendo erigido diante das necessidades
f�ticas de um mundo virtual que estamos come�ando a
experimentar.
Por derradeiro, quando
abro a constitui��o em seu artigo 1.� leio “Estado Democr�tico de Direito",
ao contr�rio ter�amos Estado de Direito Democr�tico. Sinceramente,
prefiro o primeiro.
Cordialmente
Hetan
-----Mensagem
original----- De: [EMAIL PROTECTED]
[mailto:[EMAIL PROTECTED]] Enviada em: segunda-feira, 12 de
junho de 2000 17:43 Para: [EMAIL PROTECTED] Assunto:
[penal] Drogas e o Estado brasileiro
Guilherme,
Permitam-me
uma opini�o. Penso que um debate sobre este tema deve, inicialmente,
restringir-se � aprecia��o apenas da quest�o da libera��o das drogas (ou de
algumas delas) por si s�, mantidas as demais condi��es atuais, sem analisar,
num primeiro momento, os outros argumentos externos ao objeto da
an�lise. Do contr�rio, antes de nos aprofundarmos no assunto mais
imediato, correremos o risco de entrar, prematuramente, em discuss�o custosa
e improdutiva sobre se o governo teria ou n�o condi��es de adotar programas
eficazes de preven��o e tratamento, sem, contudo, termos colhido as opini�es
dos demais sobre o n�cleo do problema. O que penso que deve ser analisado,
primeiramente, � se a libera��o da produ��o e comercializa��o das drogas, e
a conseq�ente descrimina��o do seu uso, trar� imediatamente mais benef�cios
do que preju�zos, desconsiderando, neste primeiro momento, se o Estado � ou
n�o capaz de conceder tratamento aos dependentes, ou se tem ou n�o vontade
pol�tica de executar um processo de libera��o, ou, ainda, se � ou n�o
possivel politicamente uma decis�o desse vulto. Neste sentido eu concordo
integralmente com o Juber Baesso.
J� a afirma��o do Hetan de que
"temos que a liberalidade para as drogas legalizadas como o
�lcool e o fumo tamb�m n�o contribu�ram em nada para resolver o problema"
traz � tona uma certa d�vida sobre objetivos, pois acredito que o problema
n�o � acabar com o v�cio, posto que este est� longe do alcance do direito,
mas sim evitar as nefastas conseq��ncias das proibi��es, das quais a
experi�ncia norte-americana da "lei seca" e a nossa proibi��o do aborto s�o
vivas amostras. Ou seja, do ponto do vista do dirieto n�o h� problemas a
resolver com rela��o ao �lcool e ao fumo.
Permita me tamb�m, caro
Hetan, discordar vigorosamente da sua assertiva sobre "erronia (sic) id�ia
de que o Direito modifica a Sociedade, alardeada especialmente pelos
economistas". O Direito modifica a sociedade sim, e o exemplo da
criminaliza��o das drogas � caracter�stico desse poder. A conclus�o de que o
Direito influencia a sociedade e dela recebe tamb�m influ�ncias e conhecida
e repetida, especialmente pelos estudiosos de direito
constitucional.
Abra�os,
At 15:13 12/06/2000
+0000, you wrote:
Caros
Listeiros, Associo-me plenamente � sua opini�o,
Fabiana, com rela��o � "preocupa��o" (???) estatal com rela��o aos
dependentes de drogas, haja ou n�o legaliza��o. Costumo afirmar que a quest�o da
pol�mica em torno da legaliza��o, ou n�o, das subst�ncias entorpecentes e
psicotr�picos em geral � apenas levada em considera��o acerca de se a
legaliza��o, em si, � a solu��o. Acredito piamente que a quest�o deve ser
elaborada e discutida em dois n�veis, a saber: 1�) A libera��o das drogas � solu��o
melhor que a repress�o ao consumo e tr�fico das
mesmas? 2�) Em
se respondendo positivamente com rela��o � primeira indaga��o, de pronto
vir� outra: o Brasil teria condi��es e, antes mesmo
disso, interesse em
adotar, seriamente, um programa de preven��o e tratamento dos
dependentes? No que toca � primeira pergunta, ainda
me restam algumas d�vidas, mas em princ�pio sou contra a legaliza��o. No
entanto, seja ou n�o a favor, fato certo e not�rio � que a resposta �
segunda seria, com toda a certeza, negativa. Pa�ses como a Holanda
responderam positivamente � primeira indaga��o, mas tiveram a
responsabilidade de, com seriedade para com a sa�de p�blica, compostura
social e vontade pol�tica, responder concretamente � segunda. E o Brasil,
nessa est�ria toda, mal sabe responder �
primeira... Tudo gira em torno da rela��o entre a
expectativa de solu��o (em sendo positiva a quest�o da legaliza��o das
drogas) e a possibilidade de viabilizar e concretizar essa expectativa. No
Brasil, aquela expectativa, nem de longe, opera nessa possibilidade, n�o
sejamos ing�nuos. Da� porque, mudando um pouco o aspecto
do tema aqui debatido, vou adiante, e pergunto modestamente aos
partid�rios da legaliza��o: o nosso pa�s tem condi��es e/ou
interesse nisso? Acho dif�c�limo, como muit�ssimo bem explicitou Fabiana,
que o governo, que j� abandonou o sistema de sa�de p�blica (vejamos os
"excelentes" hospitais p�blicos de nosso pa�s, salvo rar�ssimas e her�icas
exce��es), ainda se preocupasse em pagar o tratamento de pessoas que
procuraram o mal da depend�ncia ps�quica ou f�sica. Se �quelas que s�o
afetadas por males cr�nicos de sua sa�de que n�o foram por elas procurados
(doen�as, ferimentos graves, etc.) n�o se d� a devida (ou quase nenhuma)
aten��o, ent�o -- sejamos sinceros -- com muit�ssimo menos raz�o os
viciados ter�o, com exce��o dos familiares (e olhe l�...), quem os
acude. Abra�os! Guilherme da Rocha
Ramos
----- Original Message -----
From: [EMAIL PROTECTED]
To: [EMAIL PROTECTED]
Sent: s�bado, 10 de junho de 2000 20:55 Subject:
[penal] Re: [penal] RES: [faroljuridico2] Drogas e Viol�ncia
Urbana
Prezado
Etan;
Conhe�a agora a opini�o de mais uma pessoa e seu depoimento
pessoal...
"Quando eu tinha mais ou menos 14 anos passei por uma fase dif�cil, nada
relacionado � fam�lia, apenas minha transi��o - mudan�a para a idade
adulta - foi meio dolorida. Nessa �poca conhec� pessoas de todos
os n�veis e depend�ncias, daquelas que afirmam beber socialmente, fumar
esporadicamente e cheirar sempre que tem vontade. Nesse mesmo
tempo me foi oferecido drogas, e, apesar de todo o conselho da minha
m�e, experimentei algumas. Veja bem, n�o estou sendo hip�crita
como o Clinton que diz que "fumou, mas n�o tragou" , eu fumei, traguei
e, acima de tudo, viajei. Satisfeita minha curiosidade em rela��o
a uma determinada droga, fui conhecer de perto outra... e aconteceu
exatamente a mesma coisa: n�o vi vantagem alguma. Devo ter
feito o mesmo percurso umas duas, tr�s, vezes, e parei nelas.
Muitas pessoas que entraram comigo ficaram no meio do
caminho.
Atualmente sou uma viciada em nicotina, fumo, sem pensar, dois ma�os por
dia, e, apesar de ter come�ado "menina ainda" , com uns 15 anos,
n�o culpo ningu�m pelo meu v�cio, apenas a mim mesma. Ainda que eu
j� tenha passado por muitos problemas por causa do cigarro, acho um
absurdo qdo vejo na televis�o que fulano quer indeniza��o da
Philip Morris, por exemplo. Assim � f�cil: na hora do
"bem-bom" , todo mundo quer, quando n�o d� mais pra fumar: "d�-me o seu
dinheiro pois vc � o culpado"...
Sou a favor da legaliza��o; se tem quem vende � porque tem quem compra,
e, n�o vai ser por causa de uma lei que v�o deixar de faz�-lo,
entretanto, da� afirmar que isso diminuiria o tr�fico de drogas e
influ�ncias, eu n�o concordo; cigarro paga imposto e na avenida na
frente da empresa em que trabalho, por exemplo, tem um senhor vendendo
"mercadoria importada" , ingenuidade pensar que os "pequenos" que
s�o os culpados pela entrada de tais mercadorias no pa�s, tem muita
gente grande nessa hist�ria.
Concordo que sou radical, at� admito cr�ticas (desde que construtivas) a
esse respeito, mas n�o acredito naquela velha hist�ria de que "foram os
amigos do meu filho que o levaram a isso" , � quest�o de personalidade
ou falta dela. Sei de m�dicos e doutos no assunto que afirmam que
a depend�ncia varia de pessoa pra pessoa, sei que a intelig�ncia
do ser humano tamb�m � vari�vel, mas, cada um que responda por seus
erros e que aguente suas consequencias. Trabalho com planos de
sa�de, e, desista se vc pensa que o governo vai gastar um centavo a mais
com viciados, o Estado n�o se preocupa com a origem do problema, seja
ele qual for, depois joga a culpa nos planos de sa�de e m�dicos.
Se ele (Estado) vai arrecadar mais impostos com a libera��o n�o
vai ser para o tratamento que essa verba vai ser dedicada. Nem sei se
acredito em tratamento para esse caso. Sou a favor da libera��o,
legaliza��o, porque n�o entendo hipocrisia, mas, por outro lado, entendo
que isso n�o vai mudar muita coisa, ou quase nada. Entretanto, se
continuar (o Estado) a jogar toda a culpa no velho e conhecido
morro e favela (ainda que os melhores pontos de venda sejam os bares da
moda) , ele apenas estar� fazendo o mais c�modo pra ele: culpa dos
bandidos, n�s proibimos, ainda que muitos Estados (enquanto unidades
federativas) tenham se fortalecido (politicamente, inclusive) com as
drogas. Por fim: n�o acredito que v�o conseguir legaliza��o: �
mais f�cil tratar um ou outro que n�o morreu por sorte, do que lotar
postos de sa�de com maiores
problemas. PS: n�o sei de outras cidades, mas em
Sorocaba/ SP (acompanhei o caso) uma m�e quis que o Estado
custeasse o tratamento da filha: sabem a resposta do promotor:
"podemos prend�-la...".
Desculpem o comprimento da mensagem.
Abra�os Fraternais; Fabiana
Godoy
----- Original Message -----
From: Hetan
To: [EMAIL PROTECTED]
Sent: Saturday, June 10, 2000 10:52 AM Subject:
[penal] RES: [faroljuridico2] Drogas e Viol�ncia Urbana
Caro Juber
Est� � uma delicada quest�o de pol�tica
criminal.<?xml:namespace prefix = o ns =
"urn:schemas-microsoft-com:office:office" />
Se por um
lado vc diz, com raz�o, que "n�o produzir� nenhum efeito qualquer o
endurecimento da legisla��o espec�fica as pessoas desclassificadas e
inescrupulosas que se dedicam ao tr�fico fazem tudo por dinheiro e n�o
haver� de ser a amea�a de pena mais grave que as afastar� da busca da
fortuna il�cita". Temos que a liberalidade para as drogas legalizadas
como o �lcool e o fumo tamb�m n�o contribu�ram em nada para resolver o
problema.
Tem-se um sofisma que institucionalizou no
direito latino. A erronia id�ia de que o Direito modifica a Sociedade,
alardeada especialmente pelos economistas. A crise do Direito Penal
hoje est� em maior grau na aplica��o do Direito, especialmente devido
a sua morosidade, e n�o na exist�ncia de normas
punitivas.
Sejamos pragm�ticos.
O
enriquecimento do Poder do Traficante se d� unicamente porque a lei ao
estabelecer a proibi��o da comercializa��o do trafico, indiretamente
criou uma reserva de mercado �queles que traficam, exercendo estes o
monop�lio da atividade.
Ora o que a nova lei precisa
fazer � retirar o monop�lio dos traficantes e fazer o Estado assumir
este monop�lio.
O viciado encontra no Estado um
fornecedor mais barato com menor riscos. Sua paga ser� cumprir um
tratamento contra a depend�ncia.
O n�o cumprimento do
tratamento implicar� em restri��es direito culminado
progressivamente na restri��o de sua liberdade.
� o
modelo Ingl�s.
O modelo da comercializa��o n�o resolve o
problema, exceto com iniciativas como a dos EUA, importando em pesadas
indeniza��es aos dependentes. O qu� em si � um contra-senso. O Governo
autoriza o uso de uma droga e reconhece vinte anos depois o seu mal,
punindo a Ind�stria. -O Governo n�o deveria suspender o uso do cigarro
e do fumo nos EUA?
O nosso modelo repressivo t�o somente
criou um Monop�lio para os traficantes. Seu poder aumenta, e, de fato,
se n�o for denunciado pela grande m�dia, somente responde as penas da
lei os mais desfavorecidos economicamente.
O Modelo do
Monop�lio seria uma alternativa intermedi�ria. Surgiriam problemas
quanto a efetiva��o do modelo. O Estado � uma institui��o preparada
para esta nova responsabilidade? Teria ele condi��es reais de assistir
todos os dependentes e prestar-lhes a devida assist�ncia
m�dica.
Lembremo-nos que a Inglaterra guarda sonoras
diferen�as culturais, sociais e institucionais com o
Brasil.
O grande benef�cio da mudan�a para o Monop�lio
seria em curto prazo quebrar a organiza��o atual do narcotr�fico.
Estes trataram de novas pol�ticas de manuten��o do poder ficando
vulner�veis.
Oxal� tenhamos ent�o vontade pol�tica para
inferir-lhes um golpe fatal.
Cordialmente
Hetan -----Mensagem original----- De: Juber [mailto:[EMAIL PROTECTED]] Enviada em:
sexta-feira, 9 de junho de 2000 16:02 Para:
[EMAIL PROTECTED] Assunto: [faroljuridico2] Drogas
e Viol�ncia Urbana
-
- Produ��o, com�rcio e uso de drogas hoje il�citas:
A quest�o n�o � de tratar-se de coisa de rico ou de pobre.
A diferen�a est� na modalidade, qualidade, quantidade e possibilidade.
Os usu�rios tanto podem ser ricos como pobres: cada um tem sua
problem�tica motivadora. Ricos e pobres sofrem os mesmos danos
terr�veis das drogas.
Quando se fala em descriminar o uso e
legalizar a produ��o e comercializa��o das drogas sempre surgem
pessoas que n�o t�m condi��es de defender uma tese a favor ou contra
que perguntam: "voc� sabe se essas pessoas que defendem a legaliza��o
das drogas e a descrimina��o do uso s�o ou j� foram usu�rias de
drogas?" Costumo responder: "conhe�o muitos defensores da legaliza��o,
mas somente dois que declaram suas condi��es pessoais: um homem
p�blico respeit�vel que defende a legaliza��o e se declara usu�rio de
drogas e eu que defendo a legaliza��o e tamb�m declaro minha condi��o
pessoal, isto �, n�o uso, nunca usei e n�o tenho vontade de usar
drogas e, se voc� pensa em usar drogas, pelo conhecimento que tenho
como estudioso do assunto, recomendo que desista da id�ia.
A
descrimina��o do uso de drogas sem a devida legaliza��o da produ��o e
comercializa��o �, no m�nimo, uma quest�o incoerente, ou seja, seria
dizer que o indiv�duo pode usar drogas desde que a adquira de um
traficante.
A legaliza��o da produ��o e comercializa��o das
drogas e a descrimina��o do uso n�o v�o evitar que pessoas continuem
morrendo em conseq��ncia do uso, mas � de se perguntar: a proibi��o
est� evitando que algu�m use drogas?
Penso ser necess�ria a
legaliza��o para esvaziar o objeto motivador do tr�fico (o dinheiro
f�cil e farto) que gera corrup��o de juizes, promotores, policiais e
outros, al�m de eleger governantes e parlamentares como tem
demonstrado a CPI do narcotr�fico.
N�o produzir� nenhum efeito
qualquer endurecimento da legisla��o espec�fica as pessoas
desclassificadas e inescrupulosas que se dedicam ao tr�fico fazem tudo
por dinheiro e n�o haver� de ser a amea�a de pena mais grave que as
afastar� da busca da fortuna il�cita.
A legaliza��o far� com
que as fam�lias possam conhecer mais cedo o problema e dar a aten��o
necess�ria; acabar� o aliciamento nas escolas e lugares outros; n�o
mais existir� a guerra entre traficantes e entre estes e policiais
acabar�o as "balas perdidas" que atingem inocentes.
A
arrecada��o tribut�ria poder� ser direcionada para campanhas
preventivas e de tratamento dos dependentes.
Finalmente, as
drogas l�citas, como cigarros comuns e bebidas alco�licas, tamb�m
devem merecer aten��o orientadora.
Por �ltimo: o tr�fico n�o �
coisa s� de ricos, mas, certamente, � motivado pelo dinheiro f�cil e
farto, "lavado nos pa�ses que lavam mais branco".
Observa��es
finais: os m�dicos sabem bem da dificuldade e sofrem quando t�m que
decidir entre a vida da parturiente ou do fruto da concep��o.
A
quest�o social resultante do tr�fico de drogas � semelhante: j� tomei
minha dolorosa decis�o: � necess�rio e urgente que se legalizem a
produ��o e comercializa��o das drogas e se descriminem o uso.
Juber Alves Baesso
PS: Gostaria de saber a opini�o de outros operadores do direito
sobre o assunto e, tamb�m, de pessoas de outras �reas de conhecimento
que eventualmente estejam nesta rede.
Conhe�a o 1� site jur�dico para internet m�vel! FAROL
JUR�DICO WAP http://www.faroljuridico.com
------------------------------
Subscribe: [EMAIL PROTECTED]
Unsubscribe: [EMAIL PROTECTED]
P�gina: http://www.mail-archive.com/[email protected]
------------------------------
------------------------------
Subscribe: [EMAIL PROTECTED]
Unsubscribe: [EMAIL PROTECTED]
P�gina: http://www.mail-archive.com/[email protected]
------------------------------
-----------------------------------
Endere�os da lista:
Para entrar: [EMAIL PROTECTED]
Para sair: [EMAIL PROTECTED]
P�gina: http://www.mail-archive.com/[email protected]
-----------------------------------
Manoel Carlos Cerqueira
Rio de Janeiro, Brazil
<[EMAIL PROTECTED]> or
<[EMAIL PROTECTED]> -----------------------------------
Endere�os da lista:
Para entrar: [EMAIL PROTECTED]
Para sair: [EMAIL PROTECTED]
P�gina: http://www.mail-archive.com/[email protected]
-----------------------------------
 http://www.coldfusionbrasil.com.br/cgi-bin/banner.cfm?id=10&tipo=2-----------------------------------
Endere�os da lista:
Para entrar: [EMAIL PROTECTED]
Para sair: [EMAIL PROTECTED]
P�gina: http://www.mail-archive.com/[email protected]
-----------------------------------
 http://www.coldfusionbrasil.com.br/cgi-bin/banner.cfm?id=10&tipo=2
-----------------------------------
Endere�os da lista:
Para entrar: [EMAIL PROTECTED]
Para sair: [EMAIL PROTECTED]
P�gina: http://www.mail-archive.com/[email protected]
-----------------------------------
 http://www.welcome.com.br |