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Por favor, leiam c/
aten��o!!
Se desejarem emitam opini�es,
OK?!
Quando � q ter�o coragem de
prender este "pilantra" q mandou matar o pr�prio irm�o,
hein????
WALDEMIR FARIAS
J�NIOR
ALAGOAS
Hist�ria sem fim
Filhos de PC Farias n�o acreditam que o assassinato do pai tenha sido
tramado pelos empregados
 Os
suspeitos Josemar (1) e Jos� Geraldo (6) faziam a seguran�a de PC
no dia do assassinato. Adeildo (5) e Leonino (3) ajudaram Reinaldo a
entrar no quarto do empres�rio. Genival (2) e Marize acharama bala e
Manoel (4) estava na guarita | Marize Vieira n�o
costumava reclamar da vida. Sempre foi pobre. S� aos 35 anos passou a ter
emprego fixo. At� ent�o, o marido, Leonino Carvalho, sustentava o casal e os
tr�s filhos. Por dez anos trabalhou como soldador para a Petrobr�s no Gasoduto
do Nordeste. Depois foi caseiro numa fazenda em Satuba, no sert�o de Alagoas. Em
1990, Elma Farias empregou-o como jardineiro na mans�o de cinco su�tes e 4 mil
metros quadrados que acabara de inaugurar no bairro Mangabeiras, em Macei�. O
casar�o foi erguido pelo marido de Elma, o empres�rio Paulo C�sar Cavalcante
Farias. PC, como era conhecido, pagou a obra com parte dos US$ 100 milh�es que
arrecadara entre empres�rios para financiar a vitoriosa campanha eleitoral de
Fernando Collor de Mello � Presid�ncia da Rep�blica, em 1989. Leonino trabalhou
alguns meses como jardineiro em Mangabeiras e foi promovido a caseiro da
resid�ncia de veraneio de Elma e PC, na Praia de Guaxuma. Ali Marize ganhou o
primeiro emprego. Tornou-se cozinheira. Genival Fran�a ajudava-os, na fun��o de
gar�om. Servia os patr�es � beira do mar e na piscina. Os tr�s se divertiam
ouvindo as hist�rias do vigia noturno de Guaxuma, Manoel Alfredo da Silva.
Ex-agricultor num ro�ado de mandioca, milho e feij�o, Manoel � daqueles
nordestinos simples, de fala mansa. Acredita em tudo o que ouve e s� faz o que
quer. Eram felizes.
Marize, Leonino, Genival e Manoel reclamam de n�o ter
sossego h� quatro anos. S�o acusados de tramar e executar o assassinato de PC
Farias e a morte da namorada, Suzana Marcolino, com quatro policiais militares
que integravam a seguran�a pessoal do empres�rio. Ir�o a j�ri popular ainda este
ano. Reinaldo Lima Filho, o mais articulado da turma, � o principal suspeito de
ter planejado os crimes.
 Perfil -
Marize Vieira
Descoberta De acordo com os depoimentos que vem
dando h� quatro anos, foi a primeira a encontrar a bala que matou
Suzana Marcolino. Recolheu-a do ch�o da casa de Guaxuma ao arrumar
os m�veis da sala
Depress�o Acusada de participar
da morte de PC, foi internada diversas vezes. Toma regularmente o
anticonvulsivo Gardenal. "Sou inocente, mo�o", diz a quem a
interpela
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 Praia de
guaxuma, 23/06/1996 PC e Suzana s�o encontrados mortos
| O assassinato de PC e a morte de Suzana ainda
n�o foram tecnicamente esclarecidos. H� dois laudos periciais sobre o caso. Num
deles, o legista Fortunato Badan Palhares afirma que Suzana matou o namorado e
depois se suicidou. Daniel Mu�oz e Domingos Tochetto, tamb�m legistas, dizem que
o epis�dio pode n�o ter se passado como Badan o descreveu no laudo que assinou -
mas n�o elucidam as duas mortes ocorridas no dia 23 de junho de 1996. Josemar
Faustino, Adeildo Santos e Jos� Geraldo da Silva s�o os outros PMs
acusados.
Os policiais aguardam o julgamento cumprindo tarefas
burocr�ticas na Pol�cia Militar de Alagoas. Nas folgas, Reinaldo, Jos� Geraldo e
Adeildo trabalham para o deputado Augusto Farias, irm�o de PC, e para os filhos
do empres�rio - �rf�os de pai e m�e. Elma Farias morreu de insufici�ncia
card�aca em julho de 1994. "Eles est�o conosco porque n�o acredito que tenham
participado da morte de papai", diz Paulo Augusto C�sar, hoje com 18 anos, o
ca�ula de PC. "N�o tenho d�vidas sobre o que ocorreu naquela casa h� quatro
anos", assevera Ingrid, irm� de Paulo Augusto. "Suzana era uma mulher estranha e
seria imposs�vel imaginar que pessoas t�o simples como o jardineiro, a
cozinheira, o gar�om e o vigia de nossa casa tivessem praticado um crime
perfeito."
 A mans�o
dos �rf�os
 Herdeiros Estudantes, Paulinho e Ingrid
mant�m a rotina normal dos adolescentes
| Ingrid e Paulo Augusto ainda
guardam as cinzas da m�e no casar�o que ser� alugado para um
buf�
Paulo Augusto e Ingrid pretendem mudar de casa
durante as f�rias de julho. Planejam alugar a uma empresa de buf� de
festas a mans�o erguida pelos pais no bairro Mangabeiras, com vista
panor�mica de todo o litoral de Macei�. A casa imita o padr�o
arquitet�nico do Hotel Maksoud Plaza, em S�o Paulo. O grande sal�o
de estar � circundado pelas su�tes e pelos escrit�rios. H� ainda
sal�o de jogos, quadra de t�nis, campo de futebol so�aite e piscina
com uma formid�vel vista da capital alagoana. "A gente aluga a casa
e passa a morar num apartamento � beira-mar", diz Paulo
Augusto.
� duro viver ali. As cinzas de Elma, cremada h�
cinco anos em respeito a um pedido que fizera ao marido, est�o
guardadas no quarto do casal. "Quando todo esse caso acabar, eu e o
Paulinho vamos jogar as cinzas no Rio Sena, em Paris, como ela
desejava", imagina Ingrid. O pai deles queria cicerone�-los na
viagem como forma de homenagear a mulher. "N�o consigo me sentir bem
na mans�o. Ela tem o cheiro dos charutos do Paulo", diz o deputado
Augusto Farias, irm�o de PC.
Augusto � o tutor de Ingrid e
Paulinho. Administra os bens dos sobrinhos e garante que se tornou
caro demais manter a resid�ncia de Mangabeiras. "Eles t�m um
rendimento de R$ 25 mil com o aluguel de todos os im�veis deixados
pelo pai", revela. "Isso d� para sustentar a casa e a vida escolar
dos dois, mas n�o sobra." Paulinho estuda num cursinho e prepara-se
para o vestibular de Direito no fim do ano. Ingrid cursa
administra��o de empresas no Centro de Estudos Superiores de Macei�
(Cesmac). Gostam de morar em Alagoas, mas t�m amigos espalhados pelo
mundo. "Uma na Su�cia, um na �frica do Sul, um na Su��a e dois nos
Estados Unidos", contabiliza ela. Estabeleceram esses contatos
quando estudavam num internato na Su��a. Al�m da advocacia, Paulinho
pretende enveredar pelos caminhos da pol�tica. "At� pensei em me
candidatar a vereador", diz. Foi aconselhado por um amigo a esperar
um pouco e tentar a candidatura a deputado federal.
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Leandro Fortes, de
Bras�lia
Fotos: S�rgio Dutti/�poca; Reprodu��o
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