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� o seguinte:
Hip�tese 1: Suzana matou PC e se suicidou.
Hip�tese 2: Suzana matou PC e foi morta em seguida
por um dos PMs (com ou
sem anu�ncia de Augusto).
O resto � novela, fantasia e conspiracionismo numa
hist�ria recheada de
incompet�ncia e oportunismo (Badan x
Sanguinetti).
Um processo-crime movido pela "opini�o publicada" (m�dia do sudeste).
Mesmo que se admita o processo, haveria que se incluir o Dep. Augusto
Farias entre
os r�us, caso contr�rio a acusa��o fica sem p� nem cabe�a (j� que tronco
n�o tem mesmo
porque o M.P. n�o tem nem id�ia sobre quem teria feito o qu� no interior da
casa).
sds.,
Eduardo Halfeld
*********** REPLY
SEPARATOR ***********
On 25/06/00 at 04:17 [EMAIL PROTECTED]
wrote:
Por favor, leiam c/
aten��o!!
Se desejarem emitam
opini�es, OK?!
Quando � q ter�o coragem de
prender este "pilantra" q mandou matar o pr�prio irm�o,
hein????
WALDEMIR FARIAS
J�NIOR
ALAGOAS
Hist�ria sem fim
Filhos de PC Farias n�o acreditam que o assassinato do pai tenha
sido tramado pelos empregados
 Os
suspeitos Josemar (1) e Jos� Geraldo (6) faziam a seguran�a de PC
no dia do assassinato. Adeildo (5) e Leonino (3) ajudaram Reinaldo a
entrar no quarto do empres�rio. Genival (2) e Marize acharama bala e
Manoel (4) estava na guarita | Marize Vieira
n�o costumava reclamar da vida. Sempre foi pobre. S� aos 35 anos passou a ter
emprego fixo. At� ent�o, o marido, Leonino Carvalho, sustentava o casal e os
tr�s filhos. Por dez anos trabalhou como soldador para a Petrobr�s no Gasoduto
do Nordeste. Depois foi caseiro numa fazenda em Satuba, no sert�o de Alagoas.
Em 1990, Elma Farias empregou-o como jardineiro na mans�o de cinco su�tes e 4
mil metros quadrados que acabara de inaugurar no bairro Mangabeiras, em
Macei�. O casar�o foi erguido pelo marido de Elma, o empres�rio Paulo C�sar
Cavalcante Farias. PC, como era conhecido, pagou a obra com parte dos US$ 100
milh�es que arrecadara entre empres�rios para financiar a vitoriosa campanha
eleitoral de Fernando Collor de Mello � Presid�ncia da Rep�blica, em 1989.
Leonino trabalhou alguns meses como jardineiro em Mangabeiras e foi promovido
a caseiro da resid�ncia de veraneio de Elma e PC, na Praia de Guaxuma. Ali
Marize ganhou o primeiro emprego. Tornou-se cozinheira. Genival Fran�a
ajudava-os, na fun��o de gar�om. Servia os patr�es � beira do mar e na
piscina. Os tr�s se divertiam ouvindo as hist�rias do vigia noturno de
Guaxuma, Manoel Alfredo da Silva.. Ex-agricultor num ro�ado de mandioca, milho
e feij�o, Manoel � daqueles nordestinos simples, de fala mansa. Acredita em
tudo o que ouve e s� faz o que quer. Eram felizes.
Marize, Leonino,
Genival e Manoel reclamam de n�o ter sossego h� quatro anos. S�o acusados de
tramar e executar o assassinato de PC Farias e a morte da namorada, Suzana
Marcolino, com quatro policiais militares que integravam a seguran�a pessoal
do empres�rio. Ir�o a j�ri popular ainda este ano. Reinaldo Lima Filho, o mais
articulado da turma, � o principal suspeito de ter planejado os crimes.
 Perfil - Marize
Vieira
Descoberta De acordo com os depoimentos que
vem dando h� quatro anos, foi a primeira a encontrar a bala que
matou Suzana Marcolino. Recolheu-a do ch�o da casa de Guaxuma ao
arrumar os m�veis da sala
Depress�o Acusada de
participar da morte de PC, foi internada diversas vezes. Toma
regularmente o anticonvulsivo Gardenal. "Sou inocente, mo�o", diz
a quem a interpela
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 Praia
de guaxuma, 23/06/1996 PC e Suzana s�o encontrados mortos
| O assassinato de PC e a morte de Suzana ainda
n�o foram tecnicamente esclarecidos. H� dois laudos periciais sobre o caso.
Num deles, o legista Fortunato Badan Palhares afirma que Suzana matou o
namorado e depois se suicidou. Daniel Mu�oz e Domingos Tochetto, tamb�m
legistas, dizem que o epis�dio pode n�o ter se passado como Badan o descreveu
no laudo que assinou - mas n�o elucidam as duas mortes ocorridas no dia 23 de
junho de 1996. Josemar Faustino, Adeildo Santos e Jos� Geraldo da Silva s�o os
outros PMs acusados.
Os policiais aguardam o julgamento cumprindo
tarefas burocr�ticas na Pol�cia Militar de Alagoas. Nas folgas, Reinaldo, Jos�
Geraldo e Adeildo trabalham para o deputado Augusto Farias, irm�o de PC, e
para os filhos do empres�rio - �rf�os de pai e m�e. Elma Farias morreu de
insufici�ncia card�aca em julho de 1994. "Eles est�o conosco porque n�o
acredito que tenham participado da morte de papai", diz Paulo Augusto C�sar,
hoje com 18 anos, o ca�ula de PC. "N�o tenho d�vidas sobre o que ocorreu
naquela casa h� quatro anos", assevera Ingrid, irm� de Paulo Augusto. "Suzana
era uma mulher estranha e seria imposs�vel imaginar que pessoas t�o simples
como o jardineiro, a cozinheira, o gar�om e o vigia de nossa casa tivessem
praticado um crime perfeito."
 A mans�o dos �rf�os
 Herdeiros Estudantes, Paulinho e Ingrid
mant�m a rotina normal dos adolescentes
| Ingrid e Paulo Augusto ainda
guardam as cinzas da m�e no casar�o que ser� alugado para um
buf�
Paulo Augusto e Ingrid pretendem mudar de casa
durante as f�rias de julho. Planejam alugar a uma empresa de buf�
de festas a mans�o erguida pelos pais no bairro Mangabeiras, com
vista panor�mica de todo o litoral de Macei�. A casa imita o
padr�o arquitet�nico do Hotel Maksoud Plaza, em S�o Paulo. O
grande sal�o de estar � circundado pelas su�tes e pelos
escrit�rios. H� ainda sal�o de jogos, quadra de t�nis, campo de
futebol so�aite e piscina com uma formid�vel vista da capital
alagoana. "A gente aluga a casa e passa a morar num apartamento �
beira-mar", diz Paulo Augusto.
� duro viver ali. As cinzas
de Elma, cremada h� cinco anos em respeito a um pedido que fizera
ao marido, est�o guardadas no quarto do casal. "Quando todo esse
caso acabar, eu e o Paulinho vamos jogar as cinzas no Rio Sena, em
Paris, como ela desejava", imagina Ingrid. O pai deles queria
cicerone�-los na viagem como forma de homenagear a mulher. "N�o
consigo me sentir bem na mans�o. Ela tem o cheiro dos charutos do
Paulo", diz o deputado Augusto Farias, irm�o de PC.
Augusto
� o tutor de Ingrid e Paulinho. Administra os bens dos sobrinhos e
garante que se tornou caro demais manter a resid�ncia de
Mangabeiras. "Eles t�m um rendimento de R$ 25 mil com o aluguel de
todos os im�veis deixados pelo pai", revela. "Isso d� para
sustentar a casa e a vida escolar dos dois, mas n�o sobra."
Paulinho estuda num cursinho e prepara-se para o vestibular de
Direito no fim do ano. Ingrid cursa administra��o de empresas no
Centro de Estudos Superiores de Macei� (Cesmac). Gostam de morar
em Alagoas, mas t�m amigos espalhados pelo mundo. "Uma na Su�cia,
um na �frica do Sul, um na Su��a e dois nos Estados Unidos",
contabiliza ela. Estabeleceram esses contatos quando estudavam num
internato na Su��a. Al�m da advocacia, Paulinho pretende enveredar
pelos caminhos da pol�tica. "At� pensei em me candidatar a
vereador", diz. Foi aconselhado por um amigo a esperar um pouco e
tentar a candidatura a deputado federal.
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Leandro Fortes, de
Bras�lia
Fotos: S�rgio Dutti/�poca; Reprodu��o
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