Diante do que � noticiado na mensagem abaixo,
vou perguntar ao final exatamente o necess�rio
( quatro perguntas )  para esclarecer se em Goi�s est� ocorrendo
algo diferente dos outros estados brasileiros no que diz respeito
ao conflito de interesses de sobreviv�ncia existente
entre traumatizado encef�lico severo e os pacientes da
lista de espera para transplantes de �rg�os vitais. 
 
 
O primeiro, hoje, podendo retornar para uma vida normal 
( se n�o lhe retirarem os �rg�os )
os outros, desesperados pela retirada desses �rg�os
( que somente ser�o vi�veis para recep��o se retirados
com o doador vivo )  para terem uma sobrevida,
com o sacrif�cio da vida daquele que est� reduzido
temporariamente a um sil�ncio
indefeso sobre leito de UTI.
 
 
A prop�sito, nunca � demais assinalar que 80%
dos integrantes dessa fila de desesperan�ados,
at� ela chegou devido
�  _ hipocrisia _ de nosso sistema federal de sa�de
e  da medicina em geral.
 
 
 
O que diriam esses 80% de integrantes dessa fila de espera
se ficassem sabendo que NUNCA precisariam de um transplante
SE   houvesse medicina preventiva prim�ria.
E no caso desses 80%  ( os que aguardam por rim )
essa preven��o consistiria no simples controle da hipertens�o !
 
 
� preciso lucrar com a doen�a.
Ent�o h� que se promover os transplantes.
Segue-se ter pena de quem precisa de um �rg�o.
Mas n�o h� que se ter a dignidade de evitar facilmente
que um cidad�o evolua para a destrui��o de seus �rg�os
por falta de orienta��o m�dica.
 
 
O Governo Federal � hip�crita.
O sistema de sa�de p�blica � hip�crita.
 
 
O Governo Federal gasta fortunas para promover transplante,
mas N�O gasta a saliva dos m�dicos em  evitar o transplante
pela medicina preventiva e pela propaganda preventiva.
Gasto ( ... lucro de quem ? ) que seria incomparavelmente menor. 
E por essa raz�o, por ser muito menos oneroso evitar o transplante,
� que se deixa parcela da popula��o chegar 
� condi��o de candidata ï¿½ transplanta��o. 
 
 
Quest�es de fato sobre a situa��o de Goi�s:
 
1.   O homicida teste da apn�ia 
( desligamento do respirador por 10 minutos ),
continua sendo utilizado em Goi�s
para diagnosticar morte encef�lica?
 
 
Observo que a Resolu��o CFM 1.480/97
manda os m�dicos fazerem esse teste por delega��o
normativa de Lei Federal.
 
 
 
2.    O diagn�stico meramente cl�nico neurol�gico
( exame cl�nico: aquele feito apenas com os sentidos
do olhar, tato, vis�o e audi��o do m�dico )   continua sendo 
utilizado em Goi�s como o PRINCIPAL sobre todos os demais
para fazer o diagn�stico da morte encef�lica ?
 
2.1 -  DEPOIS do teste da apn�ia � que em Goi�s,
como nos demais estados, s�o realizados os
" exames confirmat�rios " ?
 
 
Observo que temos desde setembro de 1998
provas judiciais  ( definitivas quanto ao perguntado ) 
a esse respeito, que n�o veiculei nas listas da Internet ou na m�dia
( assim como muitas outras tamb�m n�o o foram ),
e das quais muito poucos t�m conhecimento at� agora,
por necessidade de preserva��o do agir eficiente.
Est�o elas agora juntadas na Interpela��o Judicial
ajuizada dia 26 de junho.
 
 
 
3.    A hipotermia moderada est� sendo oportunizada
ao traumatizado encef�lico severo em Goi�s,
como vem sendo proporcionada no
Hospital de Cl�nicas de S�o Paulo 
( contra a vontade do CFM ) ?
 
 
4.  Que metas tra�adas s�o as mencionadas?
 
N�o tenho conhecimento sobre a alus�o feita,
apesar da men��o de nossos nomes, e
provavelmente a maioria das pessoas a quem
essa presta��o de contas foi dirigida tamb�m
n�o tem.
 
 
 
 
As minhas _informa��es _  e n�o a minha colabora��o
( n�o houve ), e as de C�cero ( idem ) _ restringiram-se _ 
ao que foi disponibilizado para todos na Internet,
e n�o � suficiente para fazer com que o CFM mude
o diagn�stico de morte encef�lica por mais errado que
se demonstre estar esse arbitr�rio procedimento.
 
 
 
Quem interessou-se est� bem informado.
Mas n�o pode enfrentar os fatos tal como se apresentam
no ambiente coletivo e nem o
_ jarg�o m�dico_  e o racioc�nio " t�cnico "
dos �rg�os de Classe M�dicos.
 
 
 
 
Pelas informa��es n�o h� que haver
qualquer agradecimento,
porque s�o vistas como um dever.
 
 
 
O que vai muito al�m, e  �  _ participa��o _,
e que tem essa for�a de mudan�a, continuar� 
sendo posto em a��o objetiva pelos que aceitaram
o convite em _ participar _ da Interpela��o Judicial,
impondo transpar�ncia sobre os fatos, e n�o pol�micas,
para que n�o se perca em momento
algum a necess�ria fidelidade a verdade t�cnica
e cient�fica atual,
_ predominantemente neurol�gica _,
com os quais estamos em progressivo envolvimento
desde o seu in�cio, nos primeiros anos da d�cada de 80.
 
 
Agrade�o a todos aqueles que atenderam e
_ entenderam _
a import�ncia do apelo para a Interpela��o Judicial,
outorgando procura��o. 
Optaram por participar e n�o por esperar
que institui��es ou terceiros fizessem por eles
aquilo que quem faz melhor � o pr�prio interessado.
 
Na pr�tica, ï¿½ muito mais do que uma Interpela��o.
 
 
Ver�o como resultado de suas _ participa��es _
a verdade ser demonstrada e pol�micas desfeitas.
 
( Quem quiser receber o texto da Inicial, exclu�das as
qualifica��es dos 73 Autores, pode fazer contato comigo. )
 
 
Celso Galli Coimbra
    OABRS 11.352
 
 
-----Mensagem Original-----
Enviada em: Ter�a-feira, 20 de Junho de 2000 08:53
Assunto: Prestando Contas II

N�o me lembro exatamente se prometi em todas as listas, mas prestar contas nunca � demais.
 
A promessa foi de que n�o abandonaria a pol�mica sobre os transplantes de �rg�os, mas adotaria uma linha de a��o de acordo com a conjuntura do Estado de Goi�s onde o Minist�rio P�blico � presente no cen�rio dos fatos.
 
No s�bado, 17/06, participei de mesa redonda na I Jornada de Hepatologia, patrocinada pela Santa Casa de Miseric�rdia, onde, em fase final, se instala um grupo de transplantes de f�gado. A atividade teve dois eixos �ticos: o m�dico e o jur�dico, e o principal jornal do Estado dedicou especial aten��o, com uma p�gina inteira de entrevista comigo e com o Dr. Jos� Alvarenga [neurologista].
 
O resultado foi positivo e imediato, n�o surgindo no plen�rio nenhum dissenso quanto � necess�ria converg�ncia valorativo-normativa de prote��o ao bem m�dico-jur�dico vida, quer para evitar a evolu��o do coma profundo para a morte cerebral nos traumatizados encef�licos, quer no diagn�stico da morte cerebral atrav�s de cautelas ultra legem, quer na abordagem da fam�lia para obten��o da autoriza��o.
 
Para tranquilidade dos goianos o evento foi encerrado com um agradecimento "primeiro a Deus", numa clara demonstra��o de que, por aqui, a ci�ncia n�o est� alheia � cultura nem desconhece que o Homem tem destina��o maior do que simplesmente existir.
 
Produzi para o evento uma monografia sobre os aspectos �ticos e jur�dicos nos transplantes que, ap�s a distribui��o do CD-ROM com o conte�do de todo o evento, disponibilizarei em e-book na Biblioteca do UJGOI�S com o t�tulo: "O Direito de Matar e de Curar".
 
Mais uma vez agrade�o a todos que, com seus subs�dios e incentivos, est�o colaborando, direta ou indiretamente, para que as metas tra�adas sejam alcan�adas, principalmente os irm�os Galli, C�cero e Celso.
 
Serrano Neves
Procurador de Justi�a Criminal
do Estado de Goi�s
-----------------------------------
Endere�os da lista:
Para entrar: [EMAIL PROTECTED]
Para sair: [EMAIL PROTECTED]
Mensagens: http://www.mail-archive.com/[email protected]
Bate-papo: http://www.grupos.com.br/grupo/bate_papo.phtml?grupo=penal
-----------------------------------

Cold Fusion Brasil
Tudo que você queria saber sobre cfml
http://www.coldfusionbrasil.com.br/cgi-bin/banner.cfm?id=10&tipo=2

Responder a