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From: Celso Galli
Coimbra
Sent: Sunday, March 11, 2001 6:58 AM
Subject: [Direito_Saude] CFM: Morte encefalica: QUESTAO ECONOMICA --
nao de ETICA ( Ao Coordenador do Sistema Nacional de Transplantes, ALBERTO
BELTRAME ) Resposta ao Coordenador do Sistema Nacional de Transplantes,
ALBERTO BELTRAME,
( parte II, ainda sobre "Crime e Transplantes", por
ele respondido )
===============
A �ltima edi��o do Jornal do CFM ( n�mero 125, de janeiro
de 2001 ) demonstra que sua atual gest�o recusa-se a ostentar o m�nimo de
TRANSPAR�NCIA no trato com assuntos de interesse p�blico, _uma
vez mais_ , recusando-se a oferecer ( mesmo
� classe m�dica, j� que o jornal do
CFM � endere�ado a todos os m�dicos do pa�s
) respostas t�cnicas a cr�ticas
t�cnicas publicadas em revistas t�cnicas
especializadas internacionais sobre a INVALIDADE
do atual procedimento declarat�rio de morte encef�lica.
Em sua p�gina 03, traz o artigo "Sobre os
crit�rios para diagn�stico de morte encefalica" em que, _mais uma
vez_ o MERO "apoio", sem
demonsta��o t�cnica alguma ( e por isso autorit�rio e
dogm�tico ), � sistem�tica vigente � apenas "renovado" .
Nas p�ginas 8 e 9 do mesmo n�mero do jornal, o
conselheiro OLIVEIRO GUANAIS
DE AGUIAR, em seu interessante artigo intitulado _"A �tica m�dica e a bio�tica"_, escreve: "... Alguns desses exemplos s�o: ... direito � eutan�sia,
ao aborto e � recusa de tratamentos;
_REDEFINI��O DE CRIT�RIOS DA MORTE ENCEF�LICA PARA FINALIDADES
PRAGM�TICAS_, etc... "
�, no m�nimo interessante a cita��o de
_"finalidades pragm�ticas da redefini��o
de crit�rios da morte encefalica"_ por esse Conselheiro do CFM. O que OLIVEIRO DE AGUIAR quer mesmo dizer com esse
"pragmatismo" da morte ?
Quanto ao _"pragmatismo"_ do Dr. OLIVERO, � interessante notar-lhe sobretudo a desinforma��o. Sua afirma��o refere-se �s CRESCENTES
TENTATIVAS de membros do CFM e do CREMESP de
dilatarem a defini��o de morte encef�lica de tal
forma que possa incluir os pacientes em ESTADO VEGETATIVO ( _ o que
foi oficialmente reconhecido nas atas da Comiss�o T�cnica da Morte Encef�lica
Brasileira ) .
H� no entanto um artigo publicado no BMJ
em 1996, que foi motivo no ano passado de um
document�rio da BBC de Londres, e que tem sido repetidamente
veiculado no Discovery Channel ( a �ltima vez em
fevereiro_2001 ).
O artigo e o document�rio relatam que
43% dos PACIENTES DIAGNOSTICADOS COMO EM ESTADO
VEGETATIVO encontram-se de fato CONSCIENTES,
ouvindo e entendendo tudo o que se passa a sua volta, mas incapazes
de comunicar-se devido � completa ou quase completa incapacidade
motora ( inclusive impossibiitados sequer de
moverem voluntariamente a musculatura da m�mica e a respons�vel
pelos
movimentos do globo ocular, devido � les�o da via cortico-nuclear ) e � cegueira cortical. O _ESTADO DE CONSCI�NCIA_ foi descoberto por
uma terap�uta ocupacional ( premiada pela BBC no ano de 2000 pelo
seu trabalho inovador ) que desenvolveu um m�todo de
comunica��o com um paciente inicial, ao notar que o mesmo retinha a
capacidade de quase imperceptivelmente mover um dos dedos
( podendo assim acionar uma sineta sens�vel ao simples toque
). O paciente ( que n�o tinha
cegueira cortical ), acionando a sineta para indicar
qual letra do alfabeto deveria ser digitada dentre as que lhe eram
mostradas no monitor de um computador foi CAPAZ de
digitar textos inteiros descrevendo suas _ANG�STIAS_
geradas durante seu longo per�odo de incomunicabilidade.
Ao ser indagado de como conseguiu suportar tudo (
incluindo as afirma��es dos m�dicos assistentes de que n�o passava de
um VEGETAL ) sem desestruturar-se psicologicamente,
o paciente ( que era m�sico )
respondeu que rezava diariamente, e que _"Foi a m�sica
!"_ , referido-se ao h�bito de um amigo (
tamb�m m�sico ) trazer-lhe frequentemente m�sica para ouvir,
mesmo sem saber se estava consciente ou n�o.
Verificou-se tamb�m que pacientes que se encontram nesse estado
e de fato inconscientes podem eventualmente recuperarem a consci�ncia
atrav�s do emprego de novas t�cnicas de FISIOTERAPIA, entre as
quais parece ser fundamental colocar-se
periodicamente o paciente em posi��o ortost�tica com o aux�lio de suportes apropriados. O artigo encontra-se dispon�vel tamb�m atrav�s da internet, no
seguinte endere�o:
http://www.bmj.com/cgi/content/full/313/7048/13 O artigo � o seguinte:
_"Misdiagnosis of the vegetative state: retrospective study in a rehabilitation unit "_ BMJ 1996;313:13-16 ( 6 July )
Keith Andrews, director of medical services, Lesley Murphy, senior
clinical psychologist, Ros Munday, senior occupational therapist, Clare Littlewood, senior occupational therapist Royal Hospital for Neurodisability, London SW15 3SW
West Hill, Putney, London SW15 3SW Tel: 020 8780 4500 Fax: 020 8780 4501 E-mail: [EMAIL PROTECTED] Registered Charity No. 205907 A PREMIA��O do trabalho da fisioterap�uta encontra-se
documentada no seguinte endere�o:
O submiss�o aos interesses ECON�MICOS em
ANTECIPAR a morte de pacientes que estejam simplesmente
indefesos pela sua impossibilidade de comunica��o
imediata encontra-se em franca ascens�o, especialmente no Brasil,
com a complac�ncia e omiss�o da maioria dos brasileiros.
� EVIDENTE que pacientes sobre os quais adejam interesses dessa natureza
s�o pacientes vistos como preju�zo na utiliza��o de leitos de UTI,
cuja ocupa��o alcan�a R$ 2.000,00 di�rios, por serem de
condi��es _econ�micas carentes_.
Morte, continua sendo cada vez mais um com�rcio.
OS �RG�OS daquele paciente CARENTE t�m muito mais
valor do que o mesmo com sua vida salva, ao custo,
no m�nimo, de R$ 2.000,00 di�rios
ou mais do que isso.
A retirada de seus �rg�os vitais, ent�o, sair� mais em conta, e
alimentar� uma atividade altamente lucrativa.
Por isso, um dos membros da _Comiss�o T�cnica Brasileira da
Morte Encef�lica_, disse em processo judicial em S�o Paulo, e
que foi publicado no Jornal do Brasil do dia 21 de fevereiro de 1999, que
eles fizeram o _"diagn�stico"_ por
raz�es de diminui��o de custos ...
Qual _"�TICA"_ resta aos transplantes de �rg�os
VITAIS, tal como praticados ?
A do canibalismo ?
[]'s
Celso Galli Coimbra
OABRS
11352
Observa��o: texto enviado com c�pia para o Minist�rio P�blico
Federal.
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