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Uma d�vida que tenho:
A lei permite a infiltra��o de policiais em
organiza��es criminosas para fins de investiga��o criminal.
Logo, o policial adentrar� na organiza��o com fins
de conhec�-la e, ap�s, realizar a pris�o de seus integrantes (nova modalidade de
flagrante diferido).
Ocorre que ele n�o ir� conhecer toda organiza��o
rapidamente. Al�m do que, certamente, os integrantes da organiza��o n�o ir�o
apresent�-la de imediato.
O sujeito ir� ter que fazer algumas atividades
il�citas em conjunto com os demais integrantes da organiza��o.
Pergunta-se: o manto da causa de exclus�o da
ilicitude ir� cobrir crimes pelo policial praticado que n�o seja de tr�fico? A
pergunta se justifica pelo fato de que uma organiza��o criminosa para fins de
tr�fico realiza outras atividades paralelas, tais como seq�estro
e homic�dios.
Obrigado,
Yulli.
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, February 19, 2002 9:36
AM
Subject: [Direito Penal] PCC assume 3 �
atentado em secretaria de S�o Paulo
 18/02/2002 -
08h40 PCC assume 3 � atentado em secretaria de S�o Paulo
 da Folha
Online
O PCC (Primeiro Comando da Capital) assumiu a autoria
do atentado ocorrido nesta madrugada pr�ximo � sede da Secretaria da
Administra��o Penitenci�ria, na avenida S�o Jo�o, centro de S�o Paulo.
Este foi o terceiro atentado contra o �rg�o em cinco dias. Todos foram
assumidos pela fac��o criminosa.
Segundo a PM, foi encontrada na
regi�o uma pochete com um peda�o de pano, no qual estava escrito: "As
elei��es est�o a�. Este � mais um aviso de que n�o estamos brincando.
Parem com a opress�o carcer�ria. 1533 PCC". O material foi levado para o
IC (Instituto de Criminal�stica) para an�lise.
Por volta da 0h30,
rapazes em um Tempra passaram em frente � secretaria e, ao verem um
carro da PM estacionado no lado contr�rio da avenida, jogaram uma
granada contra o ve�culo. O artefato n�o atingiu o carro e explodiu no
ch�o, formando um buraco. Uma mulher que passava pelo local foi ferida
por estilha�os. Ela foi encaminhada ao hospital e passa bem.
O
primeiro atentado ocorreu na �ltima quarta-feira, quando ocupantes de um
Santana azul atiraram uma granada contra a secretaria. Uma das portas de
vidro do pr�dio foi destru�da. Cinco funcion�rios ficaram
feridos.
Os autores lan�aram ainda uma pano com os dizeres: "Os
oprimidos contra os opressores. Se n�o pararem os maus-tratos contra a
comunidade carcer�ria, os atentados v�o continuar".
Na noite da
�ltima sexta-feira, dois homens atiraram uma bomba de uma motocicleta.
Duas mulheres que passavam pelo local ficaram feridas por causa dos
estilha�os. Uma faixa foi encontrada no pr�dio da secretaria, assinada
pelo PCC.
No final de semana, a pol�cia prendeu tr�s homens
acusados de estarem envolvidos no primeiro atentado. S�o Erizanor Leite
de Melo, 39, Ricardo F�lix de Carvalho, 20, e Jo�o Carlos Alves da
Silva, 27. Uma quarta pessoa ainda est� foragida. Seria um rapaz de 17
anos que teria dirigido o Santana azul.
Tr�s detentos tamb�m s�o
investigados por envolvimento no crime. Eles seriam os mandantes do
atentado. Edson Rodrigues da Silva, o Son, irm�o do rapaz foragido, o
detento Jair Faca J�nior, que, do Cadei�o de Pinheiros, teria dado ordem
para Son, e um outro l�der do PCC, detido no Carandiru.
A pol�cia
investiga a liga��o entre os atentados, al�m do ataque a um �nibus que
transportava agentes penitenci�rios para S�o Vicente, no litoral
paulista, em 29 de janeiro. Seis ficaram feridos e um
morreu.
Megarrebeli�o
H� um ano S�o Paulo foi palco
da maior rebeli�o de presos da hist�ria do pa�s. Detentos se amotinaram
em 29 unidades prisionais do Estado.
A a��o foi coordenada pelo
PCC, por meio de celulares. O governo testa o bloqueio dos aparelhos nas
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