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"Ninguém será obrigado a fazer ou deixar
de
fazer alguma coisa senão em virtude de
lei"
Inc. II, Art. 5º , Constituição
Federal
Quem é a Thêmis?
A mitologia é a história dos
deuses, semideuses e heróis da Antiguidade greco-romana, onde as
divindades alegóricas representam os conceitos abstratos do homem
acerca dos vícios e das virtudes, sendo utilizadas para orientar o
comportamento humano em sociedade. A THÊMIS é a deusa da
justiça, da lei e da ordem e a protetora dos oprimidos, sendo uma das
raras divindades gregas associadas aos olímpicos. Foi esposa de Zeus
(Júpiter), e costumava sentar-se ao lado do seu trono para
aconselhá-lo. Era filha do Céu e da Terra, e mãe das
Horas que regiam as estações do ano e das Moiras. Por suas
virtudes e qualidades, Thêmis foi respeitada por todos os deuses,
até mesmo pela implacável Juno. Sua grande sabedoria só
era comparável à de Minerva e suas opiniões eram sempre
acatadas. Mais do que a Justiça, a THÊMIS encarna a Lei.
Seu casamento com Zeus exprime como o próprio deus pode ser submetido
à ela, que ao mesmo tempo é sua emanação direta.
Tradicionalmente é representada cega, ou com uma venda aos olhos,
para demonstrar sua imparcialidade. Numa visão mais moderna é
representada sem as vendas, significando a Justiça Social, onde o
meio em que se insere o indivíduo é tido como agravante ou
atenuante de suas responsabilidades. Os pratos iguais da balança de
THÊMIS indicam que não há diferenças entre os
homens quando se trata de julgar os erros e acertos. Também
não há diferenças nos prêmios e castigos: todos
recebem o seu quinhão de dor e
alegria.
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