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Embora seja a favor da livre comercializa��o de arma de
fogo de baixo calibre, devo apontar algumas considera��es
importantes.
1- Nossos parlamentares n�o s�o homem jur�dicos,
bachar�is, s�o cidad�os reflexo maior do que a sociedade brasileira se tornou
nestes �ltimos anos.
Verdade que a forma de manifesta��o da soberania popular
na estrutura do poder pol�tico necessita de uma urgente reforma. N�o somente
isso, como podem existir poderes constitu�dos, formal e materialmente, como o
Minist�rio P�blico e o Poder Judici�rio, intocados pelo voto popular em qualquer
instancia ?
Como pode entes da administra��o direta e indireta ter
posse de dinheiro p�blico, se submetendo somente aos mecanismos de controle
externos e internos, ou seja, formais, sem prestar conta do dinheiro
p�blico diretamente ao povo?
Sim, a forma de manifesta��o popular � viciada, �
emudecedora, mas, n�o podemos fugir, nossa sociedade se tornou, como a coisa
p�blica, um verdadeiro ob�-ob� transpartid�rio, uma fal�cia democr�tica
sustentada por um pa�s rico.
2- O fator surpresa faz a vantagem do possuidor em
qualquer situa��o na vida. Quem fez um curso de dire��o preventiva sabe, sabe
tamb�m quem joga xadrez e quem j� foi assaltado e sobreviveu. S�o tr�s os
fatores fundamentais que fazem a diferen�a num embate - 1 - Ter-se o
controle emocional e t�cnico da situa��o, aplicando o fator surpresa no momento
oportuno, sempre ap�s estudar cuidadosamente a situa��o. 2- Prever
mentalmente todas as a��es e oportunizar, se poss�vel, a��es evasivas e
contingentes; e 3- Ter absoluto controle e conhecimento do instrumento que
viabilizar� sua a��o, seja uma arma, seja um carro, seja um cinto, seja o uso da
auto-defesa.
Isso n�o se consegue assistindo
seriados americanos onde o bem e o bonito sempre vencem, mas exige prepara��o
constante e RESPONS�VEL.
Fora isso NUNCA ultilize-se do fator
surpresa, nem reaja, pois quem reage via de regra morre.
Logo, embora seja a favor da
comercializa��o de armas de fogo, sou de opini�o de que o poder p�blico
deva imputar um r�gido e detido controle de quem opta em possuir arma de
fogo, exigindo-lhe habilita��o especifica, e condicionando o porte, a
instru��es anuais, co-responsabiizando escolas de tiro negligentes em suas
instru��es.
Mas perigoso que a arma de fogo �, sem
qualquer sombra de d�vida, o cidad�o comum que a possui, sem o menor preparo,
que numa simples e idiota briga DE TR�NSITO, de forma animalesca, ceifa a vida
de outro cidad�o, e j� temos estat�sticas em s�o Paulo, que nos alarmam
profundamente.
A quest�o se vulgarizou pelo despreparo
de quem � contra a comercializa��o e de quem � a favor, pois a discuss�o deveria
ser mantida no preparo de quem usa a arma de fogo.
E se vulgarizou-se a quest�o nos meios
de quem "conhece", o que pensar nos meios pol�ticos.
Am�fi
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