04/08/2002
Arquivo Folha
O delegado Guaraci Abreu: cria��o de estrutura para investiga��o � necessidade urgente
Mauro Frasson
Eliezer Magalh�es, analista de sistemas, recomenda o uso de programas de seguran�a
Crimes virtuais crescem no Paran�
Uso da internet com fins il�citos � cada vez mais frequente e o Estado tem pouca estrutura para investigar
Katia Michelle
Equipe da Folha
Curitiba Tr�s casos de com�rcio de fotografias com cenas pornogr�ficas pela internet est�o sendo apurados pela Delegacia de Crimes contra a Administra��o P�blica, com sede em Curitiba. No 1� Distrito da Capital, os respons�veis por pelo menos duas den�ncias de amea�as pela rede mundial de computadores est�o sendo investigados. Em nenhuma delegacia do Estado, no entanto, h� estat�sticas desse tipo de crime. Mesmo porque, n�o existe um setor no Paran� que centralize den�ncias desses delitos, que embora virtuais s�o pass�veis de penalidades bem reais, com direito a multa e reclus�o.
Enquanto o Estado patina para apurar esse tipo de crime, por falta de pessoas e setores especializados, os delitos virtuais est�o cada vez mais comuns. Para o delegado titular da Delegacia de Crimes contra a Administra��o P�blica, Guaraci Joarez Abreu, existe a urgente necessidade de se criar um setor especializado para apurar os chamados crimes cibern�rticos. Os mais comuns, segundo ele, s�o o com�rcio de fotos pornogr�ficas, principalmente infantis o que fere o Estatuto da Crian�a e do Adolescente e o estelionato.
Mas outros crimes, comuns no mundo real, s�o facilitados pela difus�o gradativa da internet e pela dificuldade na identifica��o dos usu�rios da grande rede. Com um conhecimento pouco mais apurado da inform�tica, os internautas podem furtar segredos militares, fraudar contas banc�rias, mandar mensagens amea�adoras por e-mail, comercializar drogas e produtos il�citos, extorquir pessoas e empresas, al�m de piratear produtos como m�sicas e jogos eletr�nicos.
Para tentar viabilizar as investiga��es desse tipo de crime, que ainda pega os policiais de surpresa, o Instituto de Criminal�stica do Paran� criou, h� um ano, o Setor de Inform�tica Forense. O setor ainda n�o existe oficialmente e mesmo em funcionamento h� quase um ano n�o integra o organograma do Instituto de Criminal�stica do Estado.
A perito criminal, Edna de Andrade Melo, chefe do setor em Curitiba, explica que a subdivis�o apura os delitos em que a ferramenta tenha sido o computador, como falsifica��o de documentos, amea�as e uso de imagens de crian�as com conota��o sexual. O setor tamb�m apura den�ncias de clonagem de celulares e fraudes com cart�o de cr�dito. Edna admite que est� havendo uma evolu��o nesse tipo de crime, que demanda equipamentos mais modernos e pessoal qualificado para investig�-los.
Como o setor tem apenas dois funcion�rios e poucos equipamentos, conta com parcerias com universidades e laborat�rios privados para apurar os crimes. Edna n�o soube informar quantas investiga��es foram realizadas nesse �ltimo ano, mas admite tamb�m que houve crescimento na procura pelos servi�os do setor. ''A medida que os delegados v�o tomando conhecimento dos servi�os oferecidos, a procura aumenta'', disse. O setor funciona em Curitiba e em Londrina.
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